Em um gesto raro nas laterais de um campo, Rogério Ceni pausou sua função de técnico para cumprimentar Marcelo Rangel por uma defesa que considerou a mais bela vista no futebol brasileiro em dez anos. O encontro entre os dois, durante a partida entre Remo e Flamengo na Fonte Nova, revelou algo que transcende o placar: o reconhecimento silencioso entre profissionais que conhecem a fundo o mesmo ofício. Naquele breve instante, o futebol deixou de ser resultado e voltou a ser arte.