Quando um espaço se abre no calendário de um grande festival, ele raramente permanece vazio por muito tempo — e o que o preenche diz algo sobre o estado da música. Quase dois meses após o cancelamento da Megadeth, o Rock in Rio convocou a francesa Gojira para ocupar o Palco Mundo no dia 2 de setembro, a noite consagrada ao metal pesado. A escolha não é apenas logística: é um reconhecimento de que a banda, com seu death metal progressivo e uma mensagem que convida a humanidade a reimaginar o mundo, chegou a um patamar em que pode sustentar o peso de qualquer ausência.
Rock in Rio anuncia Gojira como substituta da Megadeth no Dia do Metal
Gojira chega ao Rio consolidada como força do metal contemporâneo
Por que o Rock in Rio escolheu especificamente Gojira para substituir a Megadeth? Havia outras opções?
Gojira é uma banda de peso equivalente — eles têm presença global, acabavam de lançar um álbum aclamado e já tinham histórico no festival. Faz sentido como substituição em um festival de porte.
Mas a gente não sabe os detalhes da negociação. Pode ter sido disponibilidade, pode ter sido preço, pode ter sido que Gojira quis voltar. O comunicado não explica o critério de escolha.
E quanto ao impacto para o público? Megadeth e Gojira são bandas bem diferentes.
São sim. Megadeth é thrash metal clássico, Gojira é death metal progressivo — mais experimental, mais pesado em alguns aspectos. Mas ambas têm fãs dedicados e credibilidade no metal.
O que a gente não tem é reação do público ou de fãs da Megadeth. Isso seria importante saber — se houve decepção, se aceitaram bem a troca.
O álbum Fortitude parece ter sido um grande sucesso. Isso muda a posição da banda?
Completamente. Entrar em primeiro lugar em várias paradas globais, indicação ao Grammy, top 10 em dez países — isso coloca Gojira em outro patamar de visibilidade e legitimidade comercial.
Embora seja importante notar que sucesso comercial e sucesso ao vivo são coisas diferentes. O álbum foi bem, mas como será a performance no festival? Não temos como saber ainda.
Le Pouls
- A saída da Megadeth deixou um buraco de quase dois meses no lineup do maior festival de música do Brasil, gerando incerteza sobre quem poderia ocupar um slot tão visível.
- A Gojira entra como substituta com credenciais que poucos esperariam de uma banda de metal: três indicações ao Grammy, álbum estreando em primeiro lugar em múltiplas paradas da Billboard e top 10 em dez países.
- O retorno ao Rock in Rio carrega memória afetiva — em 2015, a banda já havia conquistado o público brasileiro, com o baterista Mario Duplantier sendo apontado como um dos grandes destaques daquela edição.
- A apresentação de 2 de setembro posiciona Gojira ao lado do Iron Maiden na noite do Dia do Metal, consolidando sua chegada ao círculo das atrações de primeira grandeza do metal mundial.
Quando um espaço se abre no calendário de um grande festival, ele raramente permanece vazio por muito tempo — e o que o preenche diz algo sobre o estado da música. Quase dois meses após o cancelamento da Megadeth, o Rock in Rio convocou a francesa Gojira para ocupar o Palco Mundo no dia 2 de setembro, a noite consagrada ao metal pesado. A escolha não é apenas logística: é um reconhecimento de que a banda, com seu death metal progressivo e uma mensagem que convida a humanidade a reimaginar o mundo, chegou a um patamar em que pode sustentar o peso de qualquer ausência.
Quase dois meses depois que a Megadeth cancelou sua participação, o Rock in Rio encontrou um substituto à altura: a banda francesa Gojira, uma das referências mundiais em death metal progressivo, se apresentará no Palco Mundo no dia 2 de setembro, a noite dedicada ao metal, quando o Iron Maiden encabeça o lineup.
O quarteto — formado pelos irmãos Joe e Mario Duplantier, Christian Andreu e Jean-Michel Labadie — chega ao festival em um dos melhores momentos de sua carreira. O álbum Fortitude, lançado em 2021, rendeu à banda sua terceira indicação ao Grammy e estreou simultaneamente em primeiro lugar em diversas paradas da Billboard, além de entrar no top 10 em dez países, da França à Finlândia. Produzido pelo próprio Joe Duplantier e mixado por Andy Wallace — nome associado a Nirvana e Rage Against The Machine —, o disco foi amplamente elogiado pela crítica e carregava uma mensagem de renovação: imaginar um novo mundo e depois torná-lo real.
Esta não será a primeira vez que Gojira pisa no palco do Rock in Rio. Em 2015, a banda já havia se apresentado na noite do heavy metal e saiu com elogios, especialmente para o baterista Mario Duplantier, apontado como um dos destaques daquela edição. O retorno em 2022 chega num momento em que a banda não precisa mais provar nada — apenas confirmar o que já conquistou.
Quase dois meses depois que a Megadeth cancelou sua apresentação, o Rock in Rio preencheu o vazio com um nome que promete trazer peso próprio ao festival. A banda francesa Gojira, referência mundial em death metal progressivo, subirá ao Palco Mundo no dia 2 de setembro — a noite dedicada ao metal, quando o Iron Maiden será a atração principal.
O quarteto formado por Joe Duplantier na voz e guitarra, seu irmão Mario na bateria, Christian Andreu também na guitarra e Jean-Michel Labadie no baixo chega ao Rio com credenciais recentes e sólidas. Seu álbum mais recente, Fortitude, lançado em 2021, não apenas conquistou a terceira indicação ao Grammy da carreira como também a faixa Amazonia recebeu indicação na categoria Melhor Performance de Metal. O disco marcou um ponto de virada comercial para a banda: entrou em primeiro lugar simultâneo em várias paradas da Billboard — Top Albums, Top Current Albums, Current Rock Albums e Current Hard Music Albums. Na Billboard 200, chegou ao 12º lugar, seu melhor desempenho até então.
O alcance global de Fortitude foi notável. O álbum debutou no top 10 em dez países: França (2º lugar), Reino Unido (6º), Austrália (3º), Alemanha (8º), Bélgica (2º), Holanda (4º), Dinamarca (3º), Portugal (4º), Finlândia (2º) e Noruega (10º). Gravado e produzido pelo próprio Joe Duplantier no estúdio da banda e mixado por Andy Wallace — o mesmo que trabalhou com Nirvana e Rage Against The Machine — o disco foi recebido com elogios pela crítica especializada. Fortitude funcionou como continuação natural de Magma, o álbum anterior que havia sido indicado ao Grammy em 2016, e apresentava uma mensagem que pedia à humanidade que imaginasse um novo mundo e depois o tornasse realidade.
Esta não será a primeira vez que Gojira toca no Rock in Rio. Em 2015, a banda já havia se apresentado no festival durante o dia dedicado ao heavy metal e foi aclamada pelo público. O baterista Mario Duplantier foi particularmente destacado pela crítica como um dos grandes destaques daquela edição. O retorno ao festival brasileiro, agora em 2022, chega em um momento em que a banda consolidou sua posição como uma das forças mais importantes do metal contemporâneo.
Citations marquantes
Fortitude apresentava uma mensagem que pedia à humanidade que imaginasse um novo mundo e depois o tornasse realidade— Descrição do álbum na cobertura do festival