Rock in Rio 2026: Elton John e Hwasa brilham; Nelly decepciona em ranking de shows

Elton John se tornou o headliner mais velho da história do festival
Aos 77 anos, o cantor britânico retornou ao Brasil após 11 anos de ausência para sua terceira apresentação no Rock in Rio.
Mark

Como a G1 decidiu o que era um bom show e o que era ruim? Parece bastante subjetivo.

Mimi

Eles consideraram vários fatores além do talento: a reação do público, a escolha de repertório, a execução técnica, a qualidade do som. Não era só opinião.

Luke

Mas quem fez essas avaliações? Foram críticos específicos? E como eles mediram "reação do público" de forma consistente em um festival com centenas de milhares de pessoas?

Mark

Elton John no topo faz sentido — ele é uma lenda. Mas por que Hwasa em segundo lugar?

Mimi

Porque ela fez história. Primeira mulher e primeira artista solo do k-pop no festival. E sua performance foi tecnicamente sólida, com presença de palco forte.

Luke

Mas isso é mérito artístico ou mérito histórico? São coisas diferentes. A avaliação mistura os dois.

Mark

E Nelly no final — ele realmente foi tão ruim assim?

Mimi

Segundo a cobertura, sim. Sem banda, sem transições, basicamente uma playlist com ele gritando por cima. O público conversava durante o show.

Luke

Mas o público aprovou a ideia, conforme o texto diz. Então há uma contradição: se as pessoas gostaram, por que é o pior show?

Mark

Boa questão. Parece que a crítica da G1 não alinhava com o que o público realmente sentiu.

Mimi

Talvez porque a G1 estava avaliando qualidade artística e produção, enquanto o público estava buscando diversão nostálgica.

Luke

Exatamente. E isso deveria estar mais claro no ranking — que é uma avaliação crítica, não um reflexo do que o público achou.

  • Rock in Rio 2026 encerrou no domingo, 13 de setembro, após sete dias
  • Mais de 120 atrações passaram pela Cidade do Rock
  • Elton John foi o headliner mais velho da história do festival
  • Hwasa foi a primeira artista solo e primeira mulher do k-pop a se apresentar no festival
  • Nelly ficou em último lugar no ranking de piores shows

Elton John foi o headliner mais velho da história do festival, apresentando clássicos como 'Goodbye Yellow Brick Road' em seu terceiro Rock in Rio. Hwasa fez história como primeira artista solo e primeira mulher do k-pop a se apresentar no festival, consolidando sua identidade como popstar feminista.

O Rock in Rio 2026 encerrou após sete dias com mais de 120 atrações. G1 classificou os destaques positivos, liderados por Elton John, e negativos, com Nelly em último lugar.

O Rock in Rio 2026 encerrou no domingo, dia 13 de setembro, depois de sete dias de programação contínua. Mais de 120 atrações passaram pela Cidade do Rock, atravessando gêneros que iam do metal ao k-pop e reunindo centenas de milhares de pessoas. A G1 acompanhou os principais shows dos palcos Sunset e Mundo, e a partir dessa cobertura produziu um ranking dos melhores e piores momentos do festival, considerando não apenas o talento dos artistas, mas também a qualidade técnica das apresentações, a reação do público, a escolha de repertório e a execução musical.

No topo da lista dos melhores shows ficou Elton John, que retornou ao Brasil após 11 anos de ausência. Aos 77 anos, o cantor britânico se tornou o headliner mais velho da história do Rock in Rio. Trajando um terno com paletó amarelo fluorescente e camisa azul-marinho, Elton percorreu seu vasto repertório de mais de 300 milhões de discos vendidos mundialmente, incluindo baladas como "I Guess That's Why They Call It the Blues" e "Goodbye Yellow Brick Road". Sua apresentação marcou a terceira vez que o artista se apresentava no festival e a oitava vez que visitava o país.

Em segundo lugar no ranking ficou Hwasa, que fez história ao se tornar a primeira artista solo e primeira mulher do k-pop a se apresentar no Rock in Rio. A cantora sul-coreana, integrante do girlgroup Mamamoo, consolidou sua carreira solo cantando sobre autoestima, empoderamento e sexualidade, posicionando-se como uma popstar feminista dentro dos moldes do k-pop. Ao entrar no Palco Mundo, Hwasa abriu com a música que leva seu nome, seguida da enérgica "Chili", deixando claro desde o início sua presença de diva pop old-school, com canto preciso, muita dança e sensualidade.

Outros destaques incluíram Bring Me The Horizon em terceiro lugar, com o vocalista Oli surpreendendo a plateia ao resgatar músicas do primeiro álbum da banda e formando rodinhas de público com sinalizadores coloridos. Péricles, em quarto lugar, transformou seu show no Palco Sunset em uma homenagem ao soul e à Motown, afastando-se de seus sucessos de samba e pagode. João Gomes abriu as portas do piseiro e do forró no festival ao lado de uma orquestra brasileira montada especialmente para sua apresentação. Jamiroquai, em sua segunda passagem pelo festival após 15 anos, tocou no Palco Sunset com seu acid jazz atemporal, mesclando funk, soul, disco e elementos eletrônicos. Marina Sena finalmente conquistou seu próprio show no Palco Sunset, expandindo seu disco "Coisas Naturais" que fala sobre raízes e identidade. Foo Fighters fechou a primeira noite de rock com uma performance segura, com Dave Grohl aos 57 anos em boa forma vocal, incluindo as baladas "Wheels" e "Marigold" no repertório. Stray Kids, em sua segunda vinda ao Brasil, recebeu gritos e dancinhas dos fãs STAYs, retribuindo com coreografias precisas.

No lado oposto, Nelly ocupou o último lugar do ranking dos piores shows. No terceiro dia chuvoso do festival, o rapper americano apresentou uma performance enxuta, com apenas um DJ e um hype man, basicamente gritando palavras de ordem e rimando sobre uma playlist no estilo karaokê. Sem banda de apoio, transições bem pensadas ou direção artística para aproveitar o telão, o show se assemelhava a três amigos ligando uma playlist e cantando sobre ela. Embora o público tenha aprovado a ideia, as conversas não pararam, especialmente quando Nelly não estava cantando seus próprios sucessos, apenas versões curtas de Michael Jackson, Hall & Oates e Journey com o artista berrando por cima.

MGK ficou em segundo lugar entre os piores, enfrentando uma plateia dividida e hostil. O artista de 36 anos interrompeu o show para acalmar parte do público que o hostilizava, explicando que era um cara de Ohio vivendo seu sonho. Hot Milk, banda britânica em sua estreia no festival, encontrou um público modesto e pouco engajado, com a vocalista Han Mee gritando frustrada pedindo que o público se movimentasse. Luísa Sonza, em sua terceira apresentação no Rock in Rio, enfrentou problemas técnicos com som embolado e estourado que escondiam sua voz em uma massa sonora, além de ter atraído o menor público entre suas três passagens pelo festival. J Balvin, estreante no Rock in Rio, convocou o DJ Pedro Sampaio para subir ao palco, mas conseguiu manter o público menos engajado do que o próprio Pedro havia deixado momentos antes.

Brasil, cadê vocês, p*rra?
— Han Mee, vocalista do Hot Milk, ao entrar no palco frustrada com o público pequeno
Existem dois tipos de música: boa e ruim
— MGK, explicando sua posição artística durante seu show
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