Rocha que parece E.T. vira atração turística em São Luiz, Roraima

Uma rocha que poderia passar despercebida ganhou relevância porque parece um alienígena
A Pedra do E.T. em São Luiz se tornou atração turística graças à semelhança acidental com o personagem de Spielberg.

No interior de Roraima, uma formação rochosa moldada por milênios de erosão ganhou, de repente, o peso de um ícone cultural: sua silhueta acidental lembra E.T., o extraterrestre de Spielberg, e isso foi suficiente para transformá-la em patrimônio oficial e destino turístico. O episódio revela como a cultura pop pode reconfigurar o olhar humano sobre a natureza — fazendo visível o que sempre esteve ali, mas nunca havia sido visto.

  • Uma rocha comum em uma chácara privada de São Luiz viralizou nas redes sociais por se parecer com o E.T. de Spielberg, atraindo atenção nacional para um município de poucos holofotes.
  • A semelhança com o personagem foi suficiente para a prefeitura tombar a formação como Paisagem Natural, conferindo status oficial a um acidente geológico.
  • Geólogos explicam que a aparência inusitada é resultado de caneluras, bacias de dissolução e esfoliação esferoidal — processos erosivos comuns na região, mas raramente tão cinematográficos.
  • A gratuidade do acesso tem prazo: durante a 24ª Vaquejada, os visitantes precisarão pagar uma taxa ainda indefinida para ver a pedra famosa.
  • O município, já sob críticas por um contrato milionário com Gusttavo Lima, aposta agora em uma atração natural para gerar receita e reposicionar sua imagem.

São Luiz, pequeno município do interior de Roraima, encontrou fama inesperada não em uma polêmica — como o contrato de R$ 800 mil para um show de Gusttavo Lima — mas em uma pedra. Uma rocha no quintal da Chácara das Flores começou a circular nas redes sociais porque sua forma lembra, de maneira surpreendente, o E.T. do filme clássico de Steven Spielberg. O suficiente para mudar o destino do lugar.

A Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente não tardou: tombou a formação como Paisagem Natural da cidade, transformando geologia ordinária em atração oficial. O programa Fala Mcuxi, da Rede Amazônica, amplificou o fenômeno, e a pedra — batizada carinhosamente de Pedra do E.T. — passou a receber visitantes na propriedade de Marino Barreto Caldas, diretor de Meio Ambiente local.

A ciência por trás da semelhança vem do doutor em geologia sedimentar Fábio Luiz Wankler, da Universidade Federal de Roraima: caneluras, bacias de dissolução e esfoliação esferoidal esculpiram a superfície ao longo do tempo, criando uma fisionomia que evoca o extraterrestre de Spielberg. Wankler ressalta que formações assim são comuns na região — a diferença é que nenhuma outra se parece com um personagem de ficção científica.

Por ora, a visita é gratuita. Mas durante a 24ª Vaquejada — o mesmo evento que receberá o polêmico show — os turistas precisarão pagar uma taxa ainda não definida. São Luiz aposta que bilhões de pessoas que cresceram amando E.T. estejam dispostas a pagar para ver uma rocha que o lembra. Uma oportunidade econômica esculpida, literalmente, pelo tempo.

São Luiz, município no interior de Roraima, voltou a ganhar atenção nas redes sociais — desta vez não por uma polêmica envolvendo um contrato de R$ 800 mil para um show do cantor Gusttavo Lima, mas por uma pedra. Uma rocha comum, encontrada no quintal de uma chácara, começou a circular online porque sua forma lembra estranhamente o E.T., o extraterrestre do filme clássico de Steven Spielberg de 1982.

A Pedra do E.T., como foi batizada, é inteiramente obra da natureza, sem qualquer intervenção humana. Sua semelhança com o personagem cinematográfico foi o suficiente para que a Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente de São Luiz a tombasse como Paisagem Natural da cidade. O reconhecimento oficial transformou uma formação geológica ordinária em atração turística, e o programa Fala Mcuxi, da Rede Amazônica, recentemente deu destaque ao fenômeno, ampliando ainda mais seu alcance.

Por enquanto, a rocha permanece acessível gratuitamente. Ela fica dentro da Chácara das Flores, propriedade de Marino Barreto Caldas, diretor de Meio Ambiente de São Luiz. Mas essa gratuidade tem prazo de validade. Durante a 24ª Vaquejada — o mesmo evento que sediará o polêmico show de Gusttavo Lima — os visitantes interessados em conhecer a pedra precisarão pagar uma taxa ainda não definida. A monetização da atração marca uma mudança clara na estratégia do município de transformar curiosidades naturais em receita.

Para entender como uma rocha comum ganhou essa aparência peculiar, Fábio Luiz Wankler, doutor em geologia sedimentar pela Universidade Federal de Roraima, oferece uma explicação científica. A fisionomia que lembra E.T. é resultado de três processos geomorfológicos: caneluras, bacias de dissolução e esfoliação esferoidal. As duas primeiras feições surgem quando a água escorre sobre a rocha, esculpindo canais preferenciais que correm do topo até a base, moldando gradualmente a superfície.

O que torna a Pedra do E.T. notável não é sua raridade geológica, mas sua semelhança acidental com um ícone cultural. Wankler observa que formações rochosas com aparências inusitadas são comuns na região de Roraima. Ao longo das estradas, é possível avistar várias serras com pilhas de blocos em suas bases — resultado do mesmo processo erosivo que esculpiu a pedra famosa. A diferença é que nenhuma delas se parece com um extraterrestre de filme de ficção científica.

O fenômeno ilustra como a cultura pop pode ressignificar a natureza. Uma rocha que poderia passar despercebida por décadas ganhou relevância global porque sua forma evoca algo que bilhões de pessoas reconhecem. São Luiz, que já havia enfrentado críticas por gastos questionáveis com entretenimento, agora aposta em uma atração natural para atrair visitantes e gerar receita. A Pedra do E.T. representa uma oportunidade econômica inesperada — desde que os turistas continuem vindo e estejam dispostos a pagar para ver uma rocha que parece um alienígena.

As duas primeiras feições são resultado da passagem da água sobre a rocha que acabam esculpindo canais preferenciais de passagem de água que escorrem do topo para a base
— Fábio Luiz Wankler, doutor em geologia sedimentar da UFRR
Quando passamos na estrada, podemos ver várias serras com pilhas de blocos nas suas bases, resultado de um processo similar ao que aconteceu com a Pedra do ET
— Fábio Luiz Wankler
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que uma rocha comum virou notícia nacional?

Model

Porque sua forma lembra o E.T., um personagem que praticamente toda pessoa conhece. Quando algo natural coincide com uma imagem cultural tão forte, as redes sociais amplificam isso instantaneamente.

Inventor

A prefeitura realmente vai cobrar entrada para ver uma pedra?

Model

Sim. Ela fica em propriedade privada, e o município viu uma oportunidade. A taxa ainda não foi definida, mas será cobrada durante a vaquejada.

Inventor

Isso é comum em Roraima — rochas assim?

Model

Muito comum, na verdade. O geólogo explica que você vê formações parecidas ao longo das estradas. O que torna essa especial é apenas a semelhança com E.T.

Inventor

Como exatamente a água esculpiu essa forma?

Model

Através de erosão contínua. A água corre sobre a rocha criando canais, e ao longo de milhares de anos, esses canais aprofundam e moldam a superfície. É um processo completamente natural.

Inventor

São Luiz tinha uma reputação ruim antes disso?

Model

Sim. O município enfrentou críticas por gastar R$ 800 mil em um show de um cantor. Agora está tentando se reposicionar através de uma atração natural.

Inventor

Você acha que isso vai funcionar?

Model

Depende se os turistas continuarem vindo. Por enquanto, virou viral. Mas viralidade é efêmera. O sucesso real será se a pedra conseguir atrair visitantes consistentemente.

Want the full story? Read the original at TNH1 ↗
Contact Us FAQ