Num tempo em que a tecnologia aprendeu a imitar a voz e o rosto humanos com perturbadora fidelidade, Roberto Carlos e Fernanda Montenegro se viram obrigados a declarar publicamente aquilo que parecia desnecessário dizer: que não são eles quem falam em certos vídeos. No Brasil de 2026, a inteligência artificial tornou-se ferramenta de fraude, emprestando a credibilidade de figuras admiradas para vender tratamentos de saúde que nunca existiram. O que está em jogo não é apenas a reputação de dois artistas, mas a confiança que consumidores depositam naquilo que veem e ouvem.
Roberto Carlos denuncia vídeo falso com IA usando sua imagem para golpe
Nunca gravei esse vídeo, não autorizei o uso da minha imagem
Por que Roberto Carlos sentiu necessidade de fazer um comunicado tão específico? Ele poderia ter apenas ignorado.
Porque o dano não era só para ele. Se as pessoas acreditassem no vídeo, poderiam tomar decisões de saúde baseadas em uma mentira. Ele estava tentando proteger seu público.
Mas como alguém consegue criar um vídeo tão convincente que pareça real?
A inteligência artificial avançou bastante. Consegue copiar não só o rosto, mas a voz, os gestos, a forma de falar. Para quem vê rapidamente, é praticamente impossível notar que é falso.
E o que torna isso um crime, além de ser desonesto?
É o uso não autorizado da imagem e da voz de uma pessoa. Fernanda Montenegro foi clara sobre isso: é invasão de direitos. A lei protege a imagem das pessoas.
Quantas pessoas você acha que acreditaram no vídeo antes de Roberto Carlos avisar?
Não sabemos. Mas um vídeo falso pode circular para milhares de pessoas em poucas horas. Algumas certamente acreditaram.
Qual é o próximo passo? Como se proteger contra isso?
Aí está o desafio. As celebridades podem avisar, mas é difícil alcançar todo mundo. Precisamos de ferramentas melhores para detectar deepfakes e de leis mais rigorosas contra quem cria e distribui esse conteúdo.
Le Pouls
- Vídeos deepfake com as imagens e vozes de Roberto Carlos e Fernanda Montenegro circulam na internet promovendo produtos de saúde fraudulentos — sem qualquer autorização dos artistas.
- O perigo é concreto: consumidores que confiam em celebridades que admiram podem tomar decisões médicas baseadas em informações completamente fabricadas.
- Fernanda Montenegro descobriu o golpe ao se deparar com o próprio anúncio no celular, e foi categórica: o uso não autorizado de sua imagem e voz é crime.
- Roberto Carlos pediu publicamente que ninguém compartilhe o material falso, reforçando que qualquer informação legítima sobre ele vem exclusivamente de seus canais oficiais.
- Os dois casos revelam um padrão crescente no Brasil — a IA já permite criar representações convincentes de qualquer pessoa, e criminosos estão explorando essa capacidade em escala potencialmente massiva.
Num tempo em que a tecnologia aprendeu a imitar a voz e o rosto humanos com perturbadora fidelidade, Roberto Carlos e Fernanda Montenegro se viram obrigados a declarar publicamente aquilo que parecia desnecessário dizer: que não são eles quem falam em certos vídeos. No Brasil de 2026, a inteligência artificial tornou-se ferramenta de fraude, emprestando a credibilidade de figuras admiradas para vender tratamentos de saúde que nunca existiram. O que está em jogo não é apenas a reputação de dois artistas, mas a confiança que consumidores depositam naquilo que veem e ouvem.
Na segunda-feira, Roberto Carlos publicou um aviso em suas redes sociais: um vídeo falso circulava pela internet com sua imagem e voz recriadas por inteligência artificial, promovendo um tratamento médico que ele jamais autorizou. O cantor foi categórico — não havia gravado aquele conteúdo, não tinha qualquer relação com o produto anunciado e pedia que ninguém compartilhasse o material. Sua preocupação ia além da própria reputação: quem assistisse ao vídeo e tomasse uma decisão de saúde baseada naquele engano estaria em risco real.
Na semana anterior, Fernanda Montenegro havia feito denúncia semelhante. A atriz descobriu o golpe da maneira mais desconcertante possível — usando seu próprio celular, deparou-se com um anúncio de medicamentos usando sua voz ilegalmente. Ela foi direta ao nomear o que havia acontecido: não era apenas uma violação de direitos, era um crime.
Os dois casos iluminam um padrão emergente no Brasil. A tecnologia de IA avançou a ponto de permitir que criminosos construam representações convincentes de celebridades — vozes, rostos, gestos — sem nenhum consentimento, e as usem para vender produtos fraudulentos, especialmente na área da saúde. Um único vídeo deepfake pode ser compartilhado milhões de vezes antes de ser identificado como falso, alcançando consumidores em todo o país.
Para artistas como Roberto Carlos e Fernanda Montenegro, o dano é duplo: além de terem sua imagem roubada, veem sua reputação associada a fraudes — uma erosão silenciosa da confiança construída com o público ao longo de décadas.
Na segunda-feira, Roberto Carlos publicou um aviso direto em suas redes sociais: um vídeo falso circulava pela internet usando sua imagem e sua voz, recriadas por inteligência artificial, para promover um tratamento médico que ele nunca havia autorizado e do qual não fazia parte. O cantor foi claro e categórico. Não havia gravado aquele vídeo. Não havia dado permissão para que sua imagem ou sua voz fossem usadas. Não tinha qualquer relação com o produto, o médico ou o tratamento sendo anunciado.
O comunicado publicado no Instagram carregava um tom de preocupação que ia além da defesa de sua própria reputação. Roberto Carlos pediu explicitamente que as pessoas não compartilhassem o material. Sua razão era simples e perturbadora: esse tipo de conteúdo não apenas enganava as pessoas, mas podia causar danos reais àqueles que acreditavam em informações falsas sobre saúde. Um consumidor que assistisse ao vídeo deepfake e tomasse uma decisão médica baseada naquele engano estaria em risco.
O cantor reforçou que informações legítimas sobre ele só circulavam através de seus canais oficiais. Era um aviso tanto para seus fãs quanto para qualquer pessoa que pudesse encontrar o vídeo falso: desconfiem de qualquer coisa que não viesse diretamente de suas plataformas verificadas.
Este não era um caso isolado. Na semana anterior, a atriz Fernanda Montenegro havia feito um denúncia semelhante. Ela descobriu que sua voz estava sendo usada ilegalmente em anúncios de medicamentos. Montenegro só tomou conhecimento do golpe quando usou seu próprio celular e se deparou com o anúncio. Ela foi enfática ao caracterizar o que havia acontecido: o uso não autorizado de sua imagem e sua voz naquela dimensão era crime. Não era apenas uma violação de direitos. Era um crime.
Os dois casos ilustravam um padrão emergente no Brasil. A tecnologia de inteligência artificial havia avançado a ponto de permitir que criminosos criassem representações convincentes de celebridades — suas vozes, seus rostos, seus gestos — sem qualquer consentimento. E estavam usando essas representações falsas para vender produtos fraudulentos, particularmente na área de saúde, onde o risco de dano ao consumidor era mais agudo.
O que tornava esses casos particularmente preocupante era a escala potencial. Um vídeo deepfake podia ser compartilhado milhões de vezes antes de ser identificado como falso. Consumidores em diferentes estados, diferentes cidades, poderiam acreditar que estavam vendo uma recomendação genuína de uma celebridade que admiravam. Poderiam comprar produtos ineficazes ou perigosos. Poderiam sofrer prejuízos financeiros e de saúde.
Para as celebridades como Roberto Carlos e Fernanda Montenegro, o dano era duplo. Não apenas sua imagem estava sendo roubada e usada para enganar pessoas, mas sua reputação estava sendo associada a fraudes. Cada vídeo falso que circulava era uma erosão de confiança, uma mancha na relação que tinham construído com seus públicos ao longo de décadas.
Citations marquantes
Nunca gravei esse vídeo, não autorizei o uso da minha imagem ou da minha voz e não tenho nenhuma relação com o tratamento, produto divulgado ou suposto médico mencionado— Roberto Carlos, em comunicado no Instagram
O uso invasor dessa dimensão na vida de um ser humano é um crime— Fernanda Montenegro, sobre o uso não autorizado de sua imagem e voz