Rio Preto passa a oferecer pelo SUS exame molecular de HPV que detecta risco de câncer de colo do útero

Cerca de 19,3 mil novos casos anuais de câncer de colo do útero são previstos no país até 2028, segundo o INCA.
Um exame que procura o vírus antes de existir qualquer lesão
O DNA-HPV, agora no SUS em Rio Preto, detecta o papilomavírus de alto risco antes de lesões pré-cancerígenas.
Mark

O que muda na prática para uma mulher em Rio Preto?

Mimi

Ela pode fazer, numa UBS e de graça, um exame que procura o vírus antes de existir qualquer lesão. E, se der negativo, só volta a fazer em até cinco anos, em vez de três.

Mark

Por que olhar para os subtipos 16 e 18?

Mimi

São os classificados como de alto risco para tumores. O foco está neles porque a infecção persistente pelo HPV está fortemente ligada ao câncer do colo do útero.

Luke

Cuidado com o "até cinco anos". O texto diz que o protocolo permite ampliar o intervalo, e só em caso de resultado negativo. Não é uma regra para todas.

Mark

E o Papanicolau, acaba?

Mimi

Não. Continua na rede pública durante a transição e a expansão do novo teste.

Luke

Outro ponto: a menor taxa de amostras inconclusivas e os laudos mais rápidos aparecem sem números. Não sabemos quanto menor nem quão mais rápido.

Mark

E a chance de cura de 100%?

Mimi

Vale para a doença identificada em fase inicial, segundo o texto. Por isso a detecção precoce pesa tanto.

Luke

Também não está dito quantas mulheres serão atendidas em Rio Preto nem quando outras cidades receberão o teste. Isso segue em aberto.

  • O teste DNA-HPV já pode ser feito de graça nas UBSs de Rio Preto, focado nos subtipos 16 e 18, os mais perigosos.
  • Um resultado negativo permite esperar até cinco anos, em vez de três, para o próximo exame.
  • O Papanicolau continua disponível enquanto a rede se adapta à nova tecnologia, sem pressa forçada.
  • Só três cidades paulistas têm o exame por enquanto, e a expansão depende da decisão da rede pública.

Em São José do Rio Preto, no interior paulista, o SUS passou a oferecer um exame que antecipa um dos maiores riscos da saúde da mulher: o teste molecular DNA-HPV, capaz de detectar o papilomavírus de alto risco antes que lesões pré-cancerígenas se formem no colo do útero. Como a doença costuma calar-se por longo tempo, adiantar esse olhar é uma forma de devolver tempo às pacientes. A cidade integra um grupo restrito de três municípios paulistas escolhidos para a novidade, e o caminho que se abre agora depende de quanto a rede pública decidirá expandi-lo.

Nas Unidades Básicas de Saúde de São José do Rio Preto, mulheres já podem fazer pelo SUS um exame que até pouco tempo não existia na rede pública da cidade. Trata-se do teste molecular DNA-HPV, que procura o papilomavírus humano no colo do útero antes que qualquer lesão pré-cancerígena apareça. A coleta é feita nas próprias UBSs e não custa nada à paciente.

Rio Preto é uma das três cidades paulistas escolhidas para receber a tecnologia, ao lado de Ribeirão Preto e Mauá. O exame tem foco nos subtipos 16 e 18 do HPV, considerados de alto risco para tumores, em um vírus tão comum que é responsável pela infecção sexualmente transmissível mais frequente do mundo.

A mudança mais concreta está no intervalo entre os exames. Com resultado negativo, o prazo para o próximo teste pode subir de três para até cinco anos, e o método também produz menos amostras inconclusivas e laudos mais rápidos.

O Papanicolau segue disponível durante a transição. Lembrar disso importa, porque a prevenção também passa pela vacinação contra o HPV e pelos exames periódicos. O país deve registrar cerca de 19,3 mil novos casos por ano até 2028, e, quando descoberto cedo, o câncer de colo do útero tem chance de cura que chega a 100%. Por isso, sangramentos fora do período menstrual, dor durante a relação ou corrimento com sangue ou mau cheiro merecem atenção médica sem demora.

Por ora, o teste está restrito a três municípios. Quando e se chegará a outras cidades dependerá da adoção pela rede pública.

Nas Unidades Básicas de Saúde de São José do Rio Preto, no interior paulista, já é possível fazer pelo SUS um exame que não existia na rede pública da cidade: o teste molecular DNA-HPV, que procura o papilomavírus humano no colo do útero antes de qualquer lesão pré-cancerígena aparecer. A coleta é feita nas UBSs e o exame é gratuito.

Rio Preto é uma das três cidades do estado de São Paulo selecionadas para oferecer a nova tecnologia. Segundo o Ministério da Saúde, as outras duas são Ribeirão Preto e Mauá. A reportagem do g1 traz ainda uma lista com os endereços dos postos que fazem a coleta na cidade.

O teste tem foco nos subtipos 16 e 18 do HPV, classificados como de alto risco para o desenvolvimento de tumores. O vírus, que afeta a pele e as mucosas, é responsável pela infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo, e existem mais de 200 tipos dele. O câncer do colo do útero, um dos tumores ginecológicos mais frequentes, está fortemente associado à infecção persistente por esse vírus.

A mudança mais concreta para as pacientes está no intervalo entre os exames. Quando o resultado do DNA-HPV é negativo, o protocolo clínico permite ampliar o prazo para o próximo teste de três para até cinco anos. O método também apresenta menor índice de amostras inconclusivas e garante laudos mais rápidos.

O Papanicolau, o preventivo tradicional, continua disponível na rede pública durante a fase de transição e de expansão da nova tecnologia. A prevenção, lembra a reportagem, também inclui a vacinação contra o HPV e a realização periódica do exame.

O peso da doença ajuda a medir o alcance da novidade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 19,3 mil novos diagnósticos por ano até 2028. Quando descoberto em fase inicial, o câncer de colo uterino tem chance de cura que chega a 100%.

Como a doença pode não dar sintoma no começo, o Ministério da Saúde lista sinais que merecem investigação por um profissional de saúde: sangramento durante ou após a relação sexual, entre as menstruações ou depois da menopausa; dor durante a relação; e corrimento com sangue ou mau cheiro. Em casos avançados, podem surgir dor na pelve ou na parte baixa das costas, cansaço intenso, problemas nos rins e inchaço e dor nas pernas.

Por ora, o teste molecular está restrito a três municípios paulistas. Se e quando chegará a outras cidades dependerá da adoção pela rede pública, enquanto o Papanicolau segue como alternativa.

Quando identificado em fase inicial, o câncer de colo uterino tem chances de cura de até 100%.
— Ministério da Saúde, conforme o g1
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