No Maracanã, onde o futebol americano encontra o samba e o reggaeton, dois artistas LGBT+ sobem juntos a um palco que poucos alcançam. Ricky Martin e Pedro Sampaio — separados por gerações, culturas e um longo silêncio nas redes sociais — apresentam 'Pikito Pikito' no intervalo da NFL, marcando a primeira vez que dois homens abertamente LGBT+ dividem esse espaço histórico. Para Pedro, é também a estreia de um artista solo masculino brasileiro nesse palco global. O encontro, nascido de persistência digital e timing improvável, chega ao mundo transmitido de uma cidade que, segundo Ricky, transfo
Ricky Martin e Pedro Sampaio fazem história na NFL do Rio com estreia de 'Pikito Pikito'
Os telefones escutam tudo. Até que aconteceu.
Por que esse show no intervalo da NFL é tão importante para Pedro Sampaio especificamente?
Porque ele é o primeiro artista solo masculino brasileiro a fazer isso. Mas mais do que um recorde pessoal, é a primeira vez que dois homens LGBT+ se apresentam juntos nesse espaço. São barreiras que caem.
Certo, mas quantas pessoas vão assistir? Qual é o alcance real? A NFL tem audiência global, mas no Brasil especificamente?
A transmissão é mundial, então estamos falando de milhões. Mas você tem razão — o impacto local e o impacto global são coisas diferentes.
E como essa colaboração entre Ricky e Pedro começou? Parece uma história improvável.
Ricky seguia Pedro há tempos nas redes sociais e Pedro nunca retribuía. Ricky queria fazer uma música com funk e pensou em Pedro. Eventualmente aconteceu.
Mas a gente não sabe exatamente quando ou como a conversa começou de verdade. A história do "deixa de seguir, segue de novo" é engraçada, mas não explica como eles realmente se conectaram.
Verdade. O que sabemos é que Ricky queria trabalhar com Pedro, e de alguma forma isso se concretizou.
Ricky Martin já fez algo parecido antes?
Ele participou do show de Bad Bunny no Super Bowl este ano. Mas Ricky deixa claro que o Rio é diferente — o público daqui tem um fanatismo forte.
Então ele está dizendo que o Brasil oferece algo que nem o Super Bowl oferece?
Ele está dizendo que o Rio e o Brasil têm uma energia própria que torna o evento único.
E quanto à música em si, "Pikito Pikito"? O que sabemos sobre ela?
Foi anunciada nas redes sociais durante a semana. Será lançada durante o show. Além dela, eles devem cantar sucessos dos dois.
Mas ninguém ouviu ainda? Não há descrição do som, do estilo, nada além do nome?
Não. A estreia é no intervalo do jogo. É um lançamento ao vivo.
El Pulso
- Pedro Sampaio quebra duas barreiras de uma vez: torna-se o primeiro artista solo masculino brasileiro e parte do primeiro duo LGBT+ masculino a se apresentar no intervalo da NFL.
- A colaboração quase não aconteceu — Ricky Martin seguia e deixava de seguir Pedro repetidamente nas redes sociais, sem nunca ser notado, até que o universo — ou os algoritmos — resolveu intervir.
- O palco do Maracanã carrega um peso simbólico que vai além do entretenimento: é a convergência de funk carioca, pop latino e visibilidade LGBT+ diante de uma audiência mundial.
- Com ensaio geral concluído no sábado e expectativa de sucessos clássicos além do novo single, a dupla chega ao domingo com tempo, estratégia e o fanatismo único do público brasileiro como combustível.
No Maracanã, onde o futebol americano encontra o samba e o reggaeton, dois artistas LGBT+ sobem juntos a um palco que poucos alcançam. Ricky Martin e Pedro Sampaio — separados por gerações, culturas e um longo silêncio nas redes sociais — apresentam 'Pikito Pikito' no intervalo da NFL, marcando a primeira vez que dois homens abertamente LGBT+ dividem esse espaço histórico. Para Pedro, é também a estreia de um artista solo masculino brasileiro nesse palco global. O encontro, nascido de persistência digital e timing improvável, chega ao mundo transmitido de uma cidade que, segundo Ricky, transforma qualquer evento em algo único.
No domingo à tarde no Maracanã, enquanto Baltimore Ravens e Dallas Cowboys disputam o campo, Ricky Martin e Pedro Sampaio sobem ao palco do intervalo para apresentar 'Pikito Pikito' — uma colaboração que nenhum dos dois imaginava que tomaria essa forma: um estádio lotado, transmissão mundial, magnitude histórica.
Para Pedro, o momento vai além da música. Ele se torna o primeiro artista solo masculino brasileiro a se apresentar no intervalo de um jogo da NFL, e parte do primeiro duo de homens LGBT+ a ocupar esse espaço juntos. São marcos que ecoam em uma trajetória que começou em festas e redes sociais e agora o coloca ao lado de um dos maiores nomes do pop latino.
A origem da parceria tem o absurdo típico da era digital. Ricky seguia Pedro há tempos sem ser correspondido e chegou a adotar a tática de deixar de seguir e seguir novamente, esperando aparecer nas notificações. Nada funcionava. Mas Ricky queria fazer algo com elementos de funk, e Pedro era exatamente quem ele tinha em mente. 'Os telefones escutam tudo. Até que aconteceu. É uma coisa das estrelas', disse Ricky com humor e resignação.
Veterano do palco da NFL — esteve no show de Bad Bunny no Super Bowl deste ano —, Ricky é enfático: o Rio é diferente. 'É outro público, com um fanatismo forte', afirmou. E seu respeito por Pedro vai além da colaboração: previu um futuro histórico para o DJ carioca e revelou que sua própria mãe dança as músicas dele. É a validação de quem passou décadas na indústria reconhecendo uma energia que transcende gerações.
Além de 'Pikito Pikito', a expectativa é que os dois cantem seus maiores sucessos — clássicos de Ricky e os hits que tornaram Pedro referência no Brasil e na América Latina. O intervalo começa após as 17h25 de Brasília, e com ele, dois artistas que chegaram ao mesmo palco por caminhos muito distintos mostrarão o que a música brasileira e latina alcançam quando têm tempo, estratégia e o palco certo.
No domingo à tarde no Maracanã, enquanto Baltimore Ravens e Dallas Cowboys se enfrentam em campo, dois homens subirão ao palco do intervalo para fazer história. Ricky Martin, o porto-riquenho de 54 anos, e Pedro Sampaio, o DJ carioca de 28, apresentarão "Pikito Pikito", uma colaboração que nenhum dos dois imaginava que aconteceria da forma como está acontecendo — em um estádio lotado, transmitido para o mundo, em um evento de magnitude que poucos artistas experimentam.
Para Pedro, o significado vai além da música. Ele será o primeiro artista solo masculino brasileiro a se apresentar no intervalo de um jogo da NFL. Mais que isso: será a primeira vez que dois homens LGBT+ ocuparão juntos esse espaço no show do intervalo. São marcos que não passam despercebidos em uma carreira que começou muito menor, em festas e redes sociais, e que agora o coloca em um palco que já recebeu nomes globais. "A gente vai estrear a nossa música na NFL, com o Ricky aqui no Brasil e a gente podendo fazer isso com tempo, com estratégia", disse Pedro em entrevista coletiva no sábado.
A história de como essa colaboração nasceu tem um toque de absurdo que só a internet consegue produzir. Ricky Martin seguia Pedro Sampaio nas redes sociais há muito tempo. Pedro não retribuía. Ricky, então, começou a usar uma tática que qualquer fã desesperado reconheceria: deixava de seguir e seguia novamente, esperando que o nome aparecesse nas notificações de Pedro e talvez — só talvez — despertasse sua atenção. Nada funcionava. Mas Ricky queria fazer uma música com elementos de funk, e Pedro era exatamente quem ele tinha em mente para isso. "Deixava de seguir e seguia de novo, mas ele não me seguia", contou Ricky com uma mistura de humor e resignação. "Mas, os telefones escutam tudo. Até que aconteceu. É uma coisa das estrelas."
Ricky Martin já conhece o palco da NFL — participou do show de Bad Bunny no Super Bowl deste ano. Mas ele deixa claro que o Rio de Janeiro traz algo diferente. "Rio é Rio. Brasil é Brasil. É muito importante o que vai acontecer domingo. É outro público, é um público que tem um fanatismo forte", disse o ex-Menudo. Ele não vê a apresentação como uma repetição de experiências anteriores, mas como algo único que o Brasil e a cidade conseguem criar.
O respeito que Ricky tem por Pedro vai além da colaboração musical. Ele rasgou elogios ao DJ carioca e fez uma previsão: o futuro de Pedro será histórico. Ricky contou que sua mãe, Nereida Morales, é fã de Pedro e dança suas músicas. Não é um elogio vindo de um fã jovem em redes sociais — é a validação de alguém que passou décadas na indústria da música, que viu gerações de artistas subirem e descerem, reconhecendo em Pedro uma energia que transcende gerações. "Esse cara tem uma força... o futuro dele é histórico. O que ele está fazendo com o público... é uma energia indescritível."
No sábado, os dois fizeram um ensaio geral no Maracanã e compartilharam registros nas redes sociais. A expectativa é que, além de "Pikito Pikito", eles cantem alguns de seus maiores sucessos — Ricky com clássicos como "Livin' La Vida Loca" e "Venta Pa' Ca", Pedro com as músicas que o tornaram conhecido entre o público brasileiro e latino-americano. O jogo entre Cowboys e Ravens começa às 17h25 de Brasília, e o intervalo trará dois artistas que, de formas muito diferentes, representam o que a música brasileira e latino-americana conseguem alcançar quando têm tempo, estratégia e o palco certo.
Citas Notables
A gente vai estrear a nossa música na NFL, com o Ricky aqui no Brasil e a gente podendo fazer isso com tempo, com estratégia— Pedro Sampaio
Rio é Rio. Brasil é Brasil. É muito importante o que vai acontecer domingo. É outro público, é um público que tem um fanatismo forte— Ricky Martin
Esse cara tem uma força... o futuro dele é histórico. O que ele está fazendo com o público... é uma energia indescritível— Ricky Martin, sobre Pedro Sampaio