Em um país onde fortunas costumam crescer devagar, Ricardo Castellar de Faria percorreu em um único ano o caminho que separa a obscuridade relativa do topo absoluto. O engenheiro agrônomo gaúcho, que começou vendendo picolés na praia e lavando roupas de hotel, transformou a produção de ovos em um império avaliado em US$ 40 bilhões, entrando entre os dez brasileiros mais ricos com uma valorização patrimonial de 79% — a maior entre os primeiros colocados. Sua trajetória lembra que os setores mais prosaicos da economia, quando tocados por escala e visão global, podem gerar riqueza tão vertiginosa