Revista em presídio do RJ apreende 30 celulares de integrantes do TCP

Trinta celulares escondidos em caixas de isopor e buracos camuflados
Agentes encontraram os aparelhos durante revista no Presídio Jonas Lopes de Carvalho, em Bangu.
Mark

Por que os celulares nos presídios são tão preocupantes? Não é só uma questão de contrabando?

Mimi

Celulares permitem que líderes de facções coordenem operações do lado de fora. Eles organizam tráfico, violência, até fugas. É controle remoto do crime.

Luke

A reportagem não detalha isso. Sabemos que 30 celulares foram encontrados, mas não sabemos quantos ainda estão em circulação ou qual é o impacto real dessa apreensão.

Mark

E como os celulares entram? Pelos visitantes?

Mimi

Visitantes, sim — onze foram presos neste ciclo. Mas também há corrupção de agentes. Dois policiais penais foram detidos.

Luke

Dois em quanto tempo? Desde agosto? E em quantas unidades? A reportagem não deixa claro se isso é um problema sistêmico ou casos isolados.

Mark

Então a Operação Illicitus está funcionando?

Mimi

Os números sugerem movimento: 567 celulares e 8 quilos de drogas em um mês. Mas é difícil saber se estão reduzindo o fluxo ou apenas capturando uma fração do que entra.

Luke

Exatamente. Apreender 600 telefones em um mês pode ser sucesso ou pode ser a ponta do iceberg. A reportagem não oferece contexto para avaliar.

  • Celulares escondidos em buracos camuflados na parede e dentro de caixas de isopor mostram o grau de engenhosidade com que facções como o TCP tentam manter canais de comunicação dentro das prisões.
  • A operação mobilizou dezenas de agentes que mantiveram presos sentados num campo de futebol enquanto vasculhavam cela por cela — uma demonstração de força do Estado no coração do Complexo de Gericinó.
  • Em menos de quarenta dias, a Operação Illicitus acumulou 567 celulares e 8 kg de drogas apreendidos, além da prisão de 11 visitantes e 2 policiais penais flagrados facilitando o contrabando.
  • O ciclo de revistas não mostra sinais de recuo: três subsecretarias da Seppen — Operacional, de Inteligência e Corregedoria-Geral — atuam de forma coordenada para sustentar a pressão sobre as unidades prisionais fluminenses.

Dentro dos muros de Bangu 4, onde o silêncio deveria imperar, trinta celulares foram encontrados escondidos em paredes e caixas de isopor — testemunhos silenciosos de uma batalha contínua entre o Estado e as redes que prosperam no interior das prisões. A Operação Illicitus, conduzida pela Seppen no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro, revela que o controle do espaço carcerário é também uma disputa pelo controle da comunicação e do poder. Em pouco mais de um mês, mais de quinhentos celulares e oito quilos de drogas foram retirados de circulação — números que dizem menos sobre vitórias definitivas e mais sobre a persistência do problema.

Na manhã de 3 de setembro, agentes da Seppen chegaram cedo ao Presídio Jonas Lopes de Carvalho — o Bangu 4 — com um alvo definido: celas ocupadas por integrantes e lideranças do TCP, o Terceiro Comando Puro. Enquanto os detentos aguardavam sentados num campo de futebol da unidade, os agentes vasculhavam cada canto. O resultado foram trinta celulares apreendidos, alguns deles escondidos com notável criatividade — dois numa caixa de isopor coberta por saco plástico, outros dois num buraco disfarçado na parede.

A ação faz parte da Operação Illicitus, intensificada desde agosto pela Secretaria Estadual de Polícia Penal. O balanço do período é expressivo: 567 celulares e cerca de 8 kg de drogas retirados dos presídios fluminenses. Dois dias antes, uma revista no Bangu C — que abriga integrantes do Comando Vermelho — havia rendido 64 aparelhos apreendidos.

As operações vão além das celas. Scanners corporais flagraram 11 visitantes tentando entrar com material proibido, todos presos. Dois policiais penais também foram detidos durante o ciclo de ações. A Operação Illicitus reúne três subsecretarias da Seppen — Operacional, de Inteligência e Corregedoria-Geral — numa estratégia que reconhece, implicitamente, que o celular dentro da prisão não é apenas um aparelho: é um instrumento de poder.

Na manhã de quinta-feira, 3 de setembro, agentes da Seppen iniciaram mais uma etapa da Operação Illicitus no Presídio Jonas Lopes de Carvalho, conhecido como Bangu 4, localizado no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro. A ação tinha um alvo específico: chefes e integrantes do TCP, o Terceiro Comando Puro. Quando os trabalhos terminaram, os agentes haviam localizado trinta celulares escondidos nas celas da unidade.

A revista começou às 7h40 da manhã. Enquanto dezenas de detentos permaneciam sentados num campo de futebol da penitenciária, agentes vasculhavam sistematicamente as celas. A fiscalização se estendeu também pela portaria central. O que os agentes encontraram revelava a criatividade dos presos na ocultação: dois celulares estavam numa caixa de isopor coberta por um saco plástico, e outros dois haviam sido colocados num buraco camuflado na parede de uma cela. A maioria dos aparelhos estava escondida de forma semelhante, em locais que exigiam buscas minuciosas para serem descobertos.

Esta ação integra um ciclo de revistas intensificado desde agosto, coordenado pela Secretaria Estadual de Polícia Penal. Segundo a pasta, apenas neste mês de intensificação, cerca de seiscentos telefones foram apreendidos nos presídios fluminenses. Os números acumulados desde o início de agosto são ainda mais expressivos: a Operação Illicitus removeu de circulação quinhentos e sessenta e sete celulares e aproximadamente oito quilogramas de drogas das unidades prisionais do estado.

Dois dias antes, na segunda-feira, 31 de agosto, uma ação similar havia ocorrido na Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, conhecida como Bangu C, que custodia integrantes do Comando Vermelho. Naquela ocasião, sessenta e quatro aparelhos foram apreendidos. As operações não se limitam ao interior das celas: no mesmo período, onze visitantes foram presos após serem flagrados por scanners corporais tentando entrar com material proibido nas unidades prisionais. Dois policiais penais também foram detidos durante o ciclo de operações.

A Operação Illicitus reúne esforços de três subsecretarias da Seppen: a Operacional, a de Inteligência e a Corregedoria-Geral. A estratégia reflete uma preocupação crescente com a entrada de comunicação móvel e drogas nos presídios fluminenses, um desafio que continua gerando novas etapas de fiscalização e apreensão.

A ação faz parte de um ciclo de revistas intensificado desde agosto, que já resultou na apreensão de cerca de 600 telefones em um mês
— Seppen (Secretaria Estadual de Polícia Penal)
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