Há séculos, a sabedoria popular intuiu que o ritmo do comer importa tanto quanto o que se come; agora, a ciência começa a dar-lhe forma. Um estudo de seis meses acompanhou mulheres entre os 50 e os 79 anos e descobriu que concentrar as refeições numa janela de oito a nove horas diárias — sem alterar as calorias consumidas — produziu melhorias mensuráveis no planeamento espacial e na resolução de problemas, funções que o envelhecimento tende a desgastar. A descoberta, ainda preliminar, sugere que o relógio biológico pode ser um aliado silencioso da mente que envelhece.