Em São Paulo, um restaurante publicou uma vaga de emprego listando comportamentos elementares — pontualidade, comunicação, presença — e viu o anúncio acumular mais de 160 mil curtidas em dias. O episódio, aparentemente trivial, ilumina uma tensão antiga e crescente entre o que empregadores esperam como mínimo e o que trabalhadores reconhecem como obrigação. No fundo, a viralização não é sobre um restaurante: é sobre o quanto o contrato tácito entre quem contrata e quem trabalha foi se desgastando, silenciosamente, até que alguém resolveu escrever o óbvio em voz alta.