Há milênios, tradições espirituais e culturais ensinaram que a respiração é uma porta para estados mais profundos da mente. Agora, pesquisadores da Universidade Livre de Berlim oferecem evidência científica dessa intuição ancestral: a forma como expiramos molda, de maneira mensurável, nossa disposição de assumir riscos financeiros. O estudo, publicado na revista Neuron, revela que expirar lentamente ativa o sistema nervoso parassimpático e amplifica a sensibilidade cerebral a recompensas — sugerindo que o corpo, antes mesmo da razão, já está negociando com o futuro.