Há figuras que se tornam inseparáveis do destino de uma instituição — e Renato Portaluppi é uma delas. Pela quinta vez, o maior ídolo do Grêmio retorna ao clube em hora de crise, convocado como se fosse uma força da natureza sempre que o abismo se aproxima. Em 14 de setembro de 2026, horas após a saída de Luís Castro, o técnico assinou contrato com a missão de afastar o rebaixamento no Brasileirão e avançar nas semifinais da Copa do Brasil contra o Atlético-MG. A história entre os dois é feita de salvações, títulos e despedidas — e agora pede, mais uma vez, um recomeço.
Renato retorna ao Grêmio pela quinta vez com missão de evitar rebaixamento
O técnico que encerrou o maior jejum agora precisa salvá-lo de novo
Por que Renato é sempre a primeira escolha quando o Grêmio enfrenta crise?
Porque ele tem um histórico comprovado. Quatro vezes anterior ele foi chamado em momentos críticos e entregou resultados — seja salvando o time do rebaixamento, conquistando títulos ou trazendo o clube de volta à elite.
Mas a quarta passagem dele foi a pior em aproveitamento, 56,9%. Se o padrão está caindo, por que confiar que ele consegue desta vez?
É verdade que 2022 a 2024 foi mais difícil. Mas ele ainda conseguiu tirar o time da Série B e disputar o Brasileirão de 2023 até o fim com Luis Suárez. O contexto agora é diferente — ele conhece o elenco.
Qual é exatamente a situação do Grêmio agora?
O time está em risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro e precisa avançar nas semifinais da Copa do Brasil contra o Atlético-MG. São duas missões urgentes.
Duas missões simultaneamente é muito. Ele conseguiu fazer isso antes?
Em 2016 a 2021, sim. Conquistou títulos enquanto mantinha o time competitivo. Mas aquela era uma equipe diferente, com mais recursos.
O que mudou desde a última passagem?
O time foi rebaixado em 2023 e voltou em 2024. Agora está de novo em risco. O elenco é mais enxuto, a pressão é imensa.
Então ele está sendo chamado para fazer o mesmo milagre três vezes. Isso é justo com um técnico?
Talvez não seja justo, mas é a realidade do futebol. Renato é o nome que o Grêmio confia quando tudo desaba.
Der Puls
- O Grêmio enfrenta risco real de rebaixamento no Brasileirão e uma semifinal decisiva na Copa do Brasil, tornando cada decisão técnica uma questão de sobrevivência.
- A saída repentina de Luís Castro no domingo deixou o clube sem comando em momento crítico, exigindo uma resposta imediata da diretoria.
- Renato aceitou a proposta ainda na noite de domingo e chegou a anunciar o retorno nas redes sociais ao lado da filha — antes de apagar a publicação, revelando a tensão dos bastidores.
- O histórico do técnico no clube é a maior justificativa para sua volta: cinco convocações, campanhas de recuperação, títulos históricos e uma estátua erguida na esplanada da Arena.
- O desafio agora é o mais simbólico de todos — evitar que o Grêmio sofra seu terceiro rebaixamento, algo que colocaria à prova até mesmo a lenda de Portaluppi.
Há figuras que se tornam inseparáveis do destino de uma instituição — e Renato Portaluppi é uma delas. Pela quinta vez, o maior ídolo do Grêmio retorna ao clube em hora de crise, convocado como se fosse uma força da natureza sempre que o abismo se aproxima. Em 14 de setembro de 2026, horas após a saída de Luís Castro, o técnico assinou contrato com a missão de afastar o rebaixamento no Brasileirão e avançar nas semifinais da Copa do Brasil contra o Atlético-MG. A história entre os dois é feita de salvações, títulos e despedidas — e agora pede, mais uma vez, um recomeço.
Renato Portaluppi assinou contrato em 14 de setembro para assumir o Grêmio pela quinta vez. A oficialização veio horas após a saída de Luís Castro, confirmada no domingo anterior. O clube enfrenta risco de rebaixamento no Brasileirão e precisa avançar nas semifinais da Copa do Brasil contra o Atlético-MG — cenário que tornou Renato a escolha imediata e quase inevitável da diretoria.
A primeira convocação aconteceu em 2010, quando o time ocupava a 18ª posição com apenas duas vitórias em 13 jogos. Renato transformou a segunda metade da temporada, levou o clube à Libertadores de 2011 e estabeleceu o padrão que repetiria nas passagens seguintes. Em 2013, retornou para substituir Luxemburgo e conduziu o Grêmio ao vice-campeonato brasileiro com 65 pontos.
A terceira passagem, iniciada em 2016, foi a mais gloriosa: Copa do Brasil, Libertadores, Recopa e três títulos estaduais. Renato encerrou um jejum de 15 anos sem títulos nacionais ou internacionais e se tornou o técnico com mais jogos na história do clube — honrado com uma estátua na esplanada da Arena. A passagem terminou em 2021, e o Grêmio seria rebaixado ao fim daquele ano.
Em 2022, já na Série B, Renato foi chamado novamente em setembro para recolocar o clube na elite — missão cumprida. A quarta passagem ficou marcada pela disputa do título brasileiro de 2023 até o fim, com Luis Suárez em campo, e terminou com o 13º lugar em 2024, o pior aproveitamento de Renato no clube: 56,9% dos pontos em 141 jogos.
Agora, na quinta passagem, o técnico carrega o peso de um histórico de redenções e a expectativa de um clube que espera ser salvo de seu terceiro rebaixamento. A relação entre Renato e o Grêmio nunca foi simples — mas sempre foi necessária.
Renato Portaluppi assinou contrato na segunda-feira, 14 de setembro, para assumir o comando técnico do Grêmio pela quinta vez em sua carreira. A oficialização veio horas após a confirmação da saída de Luís Castro no domingo anterior. O retorno do maior ídolo do clube acontece em um momento de crise: o time enfrenta risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro e precisa avançar nas semifinais da Copa do Brasil contra o Atlético-MG.
Renato aceitou a proposta ainda na noite de domingo, e chegou a anunciar seu retorno em uma postagem no Instagram ao lado de sua filha, mas logo apagou a publicação. A direção gremista não hesitou em procurá-lo assim que Castro saiu — Portaluppi é sinônimo de recuperação no clube, e seu histórico de campanhas de salvação e títulos o tornava a escolha óbvia para um momento tão delicado.
A primeira passagem de Renato ocorreu em 2010, quando o Grêmio flertava com o rebaixamento após a demissão de Silas. Na 13ª rodada, o time tinha apenas duas vitórias em 13 jogos e ocupava a 18ª posição. Renato transformou a segunda metade da temporada, conquistando um aproveitamento próximo a 60% e levando o clube à Libertadores de 2011 graças também ao vice-campeonato da Sul-Americana. Sua primeira passagem terminou em 2011 após eliminação na Libertadores e perda do Gauchão para o Inter.
Em 2013, Renato retornou pela segunda vez, desta vez para substituir Vanderlei Luxemburgo. Novamente, o time se recuperou e terminou o Campeonato Brasileiro como vice-campeão com 65 pontos, garantindo vaga na Libertadores seguinte. Porém, a direção optou por não renovar seu contrato ao fim do ano, apesar de relatos de possíveis divergências que ambas as partes negaram.
A terceira passagem, iniciada em 2016, foi a mais vitoriosa. Após o time sofrer defensivamente sob comando de Roger Machado, Renato foi chamado novamente para corrigir os problemas. A decisão se provou acertada: conquistou a Copa do Brasil em 2016, a Libertadores em 2017 e a Recopa em 2018, além de três títulos estaduais. Este período marcou o fim de um jejum de 15 anos sem títulos nacionais ou internacionais, e Renato se tornou o técnico com mais jogos na história do clube. Sua estátua foi erguida na esplanada da Arena. A passagem terminou em 2021 após eliminação na pré-Libertadores para o Del Valle — e o Grêmio seria rebaixado ao fim daquele ano.
Em 2022, com o time patinando na Série B sob Roger Machado, Renato foi convocado novamente. Assumiu em setembro com a missão de recolocar o Grêmio na elite, objetivo alcançado ao fim da temporada. A quarta passagem ficou marcada pela quase conquista do Brasileirão de 2023, quando o time disputou o título até o fim com o Palmeiras, impulsionado pelas atuações de Luis Suárez. No Brasileirão de 2024, o Grêmio terminou em 13º lugar. Este período registrou o menor aproveitamento de Renato no clube: em 141 jogos, conquistou 70 vitórias, 31 empates e 40 derrotas, um índice de 56,9% dos pontos.
Agora, na quinta passagem, Renato enfrenta novamente a missão de evitar o rebaixamento e avançar na Copa do Brasil. Seu histórico no clube é de recuperações bem-sucedidas e títulos memoráveis — mas também de desafios crescentes. O que o Grêmio espera desta vez é que o técnico que encerrou o maior jejum da história do clube consiga salvá-lo de seu terceiro rebaixamento.
Bemerkenswerte Zitate
Renato é o técnico responsável pelo último trabalho vencedor, encerrando um jejum de 15 anos sem taças nacionais ou internacionais— Contexto da reportagem