Renato Ejnisman, ex-chefe de IB do Santander, vira sócio da Laplace

Achei que estava na hora de deixar de ser executivo e passar a ser sócio
Ejnisman explica sua saída do Santander e entrada na Laplace como uma mudança de fase profissional.
Mark

Por que um executivo sênior do Santander sairia agora, em março, para entrar em uma boutique?

Mimi

Ejnisman tinha mais de 25 anos em bancos de investimento — Bank of America, Bradesco, depois Santander. Ele chegou ao ponto em que queria ser sócio, não apenas executivo. A Laplace já tinha reconhecimento no mercado, e ele conhecia os fundadores.

Luke

Mas a gente não sabe os termos da parceria. Quanto ele investe? Qual é a estrutura de participação? Isso importa para entender se é uma promoção real ou um movimento lateral.

Mark

E qual é o diferencial que ele traz?

Mimi

Ofertas de ações é uma área onde ele vai adicionar força. A Laplace já fazia reestruturações — Voke, Coteminas — mas ter alguém que liderou o IB do Santander deve abrir portas em operações maiores.

Luke

Verdade, mas "vai ajudar em todas as áreas" é genérico. A gente não tem detalhe sobre quais clientes ele vai trazer ou que tipo de deal ele vai liderar.

Mark

E essa história de "nerds" que Carvalho contou?

Mimi

Mostra que a Laplace valoriza rigor técnico. Ejnisman é formado em Física, o nome da firma vem de um matemático francês. É uma boutique que se posiciona como inteligente, não apenas conectada.

Luke

Certo, mas isso é narrativa interna. O que importa para o mercado é se a Laplace vai crescer de verdade com essa entrada ou se é só um reforço tático.

Mark

E a gestora de agronegócio que eles mencionam?

Mimi

Tem quatrocentos milhões em ativos. É uma linha de negócio paralela ao M&A tradicional. Não sabemos se Ejnisman vai atuar ali também.

Luke

Exatamente. A gente sabe que ele chegou, sabe que vai trabalhar com ofertas de ações, mas não sabe como a estrutura de sócios vai funcionar agora com cinco pessoas em vez de quatro.

  • Ejnisman deixou o Santander em março após 25 anos em grandes bancos, encerrando uma trajetória que passou por Bank of America e Bradesco antes de chegar ao topo do banco de investimento do grupo espanhol.
  • A transição de executivo para sócio representa uma ruptura deliberada: menos estrutura corporativa, mais exposição direta aos resultados — e aos riscos — do negócio.
  • A Laplace já carrega um portfólio expressivo, com assessorias nas reestruturações de Voke e Coteminas, na venda da Boa Vista para a Equifax e no follow-on da Sabesp, além de uma gestora de agronegócio com R$ 400 milhões sob gestão.
  • A chegada de Ejnisman foi descrita pelos sócios como natural — ele conhecia a equipe há anos pelo mercado — e o novo sócio reforçará especialmente a atuação em ofertas de ações.
  • O movimento ecoa uma tendência crescente no mercado brasileiro de M&A: talentos sênior migrando de instituições globais para boutiques especializadas em busca de autonomia e participação societária.

Depois de mais de um quarto de século percorrendo os corredores dos grandes bancos de investimento, Renato Ejnisman escolheu a escala menor e a autonomia maior de uma boutique. Sua entrada como sócio na Laplace — casa fundada por quatro profissionais com reputação construída em reestruturações e ofertas de ações — reflete um movimento mais amplo no mercado brasileiro: o de executivos sênior que trocam a segurança hierárquica pela participação nos resultados. É uma aposta na profundidade em vez da amplitude, na propriedade em vez do cargo.

Renato Ejnisman passou mais de 25 anos em bancos de investimento — Bank of America, Bradesco e, por último, Santander, onde chefiou a operação de investment banking. Em março, saiu. Agora é sócio da Laplace, boutique de fusões e aquisições fundada por Renato Carvalho, Allan Libman, Daniel Assa e Guilherme Rocha.

A decisão foi, segundo ele próprio, uma escolha consciente de mudar de papel. "Achei que estava na hora de deixar de ser executivo e passar a ser sócio", disse ao Brazil Journal. A conversa com os fundadores foi direta — ele já conhecia a equipe pelo mercado há anos, e a admiração era mútua.

Do lado da Laplace, a recepção veio com humor que revela a cultura da casa. Carvalho contou que os convites internos para as reuniões sobre a chegada do novo sócio tinham o título 'Renato 2' — uma brincadeira que também aponta para o perfil técnico da equipe: o nome da boutique é referência ao matemático francês Pierre-Simon Laplace, e Ejnisman é formado em Física.

Na prática, ele vai reforçar a atuação em ofertas de ações e atuar em todas as frentes da boutique, que já assessorou reestruturações de Voke e Coteminas, a aquisição da Boa Vista pela Equifax e um follow-on da Sabesp. A Laplace também opera uma gestora de agronegócio com cerca de R$ 400 milhões em ativos.

A movimentação é parte de um padrão mais amplo: profissionais sênior de grandes instituições migrando para boutiques especializadas, trocando hierarquia por autonomia — e salário fixo por participação nos resultados.

Renato Ejnisman deixou o Santander em março depois de passar mais de um quarto de século em bancos de investimento. Agora ele é sócio da Laplace, a boutique de fusões e aquisições fundada por Renato Carvalho, Allan Libman, Daniel Assa e Guilherme Rocha. A transição marca um ponto de virada em sua carreira: sair da condição de executivo para entrar como proprietário.

Ejnisman começou no Bank of America em 2000 e ficou lá sete anos. Depois foi para o Bradesco, onde permaneceu por quatorze anos antes de chegar ao Santander em 2022 como chefe do banco de investimento. Sua chegada à Laplace não foi surpresa para os sócios fundadores — ele conhecia a equipe há anos através do trabalho no mercado. "Achei que estava na hora de deixar de ser executivo e passar a ser sócio", disse Ejnisman ao Brazil Journal. "A Laplace é uma casa com grande reconhecimento no mercado. Sempre admirei a capacidade da equipe de ajudar os clientes em momentos de crescimento ou de reestruturações, como o atual. A conversa foi simples".

Carvalho descreveu a chegada de Ejnisman com uma dose de leveza que revela a cultura interna da boutique. "Eu brinco que aqui na Laplace somos todos nerds", disse. "Nosso nome é uma referência a um matemático [o francês Pierre-Simon Laplace], e o Renato, não sei se você sabe, é formado em Física. Nas nossas reuniões para tratar da chegada dele eu mandava o invite com o título 'Renato 2'". A brincadeira aponta para uma equipe que valoriza rigor técnico e formação sólida.

Na prática, Ejnisman vai reforçar a atuação da Laplace em ofertas de ações e contribuir em todas as áreas da boutique. A firma já tem um portfólio robusto de operações recentes: assessorou as reestruturações de Voke e Coteminas, a compra da Boa Vista pela Equifax e um follow-on da Sabesp. Além do negócio de M&A tradicional, a Laplace opera uma gestora focada em agronegócio que administra cerca de quatrocentos milhões de reais em ativos.

A movimentação reflete uma tendência no mercado de fusões e aquisições brasileiro: profissionais sênior de grandes bancos migrando para boutiques especializadas. Para Ejnisman, a mudança representa uma aposta em escala menor mas com maior autonomia — e participação nos resultados. Para a Laplace, significa agregar experiência de quem liderou a operação de investimento de um dos maiores bancos do país.

Achei que estava na hora de deixar de ser executivo e passar a ser sócio. A Laplace é uma casa com grande reconhecimento no mercado.
— Renato Ejnisman
Aqui na Laplace somos todos nerds. Nosso nome é uma referência a um matemático, e o Renato é formado em Física.
— Renato Carvalho, sócio fundador da Laplace
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