Quando uma instituição falha nos seus deveres mais elementares de vigilância, as consequências podem ser irreversíveis. O relatório da magistrada Kate Thirlwall sobre os crimes da enfermeira Lucy Letby — condenada a prisão perpétua pelo assassinato de sete recém-nascidos no hospital Countess of Chester entre 2015 e 2016 — conclui que essas mortes eram evitáveis, não apenas pelos atos de uma indivídua, mas pela gestão disfuncional que a deixou agir. É um lembrete sombrio de que as estruturas de proteção existem precisamente para os momentos em que a confiança, sozinha, não basta.
Relatório conclui que mortes de bebés por enfermeira Lucy Letby podiam ter sido evitadas
Sete recém-nascidos foram assassinados e outros sete sofreram tentativas de homicídio pela enfermeira Lucy Letby numa unidade de cuidados intensivos.