No cruzamento entre o valor percebido e o valor de mercado, José António dos Santos — segundo maior acionista da Benfica SAD — fixou em 15 euros o preço mínimo para ceder a sua participação de 16,38%, mais do dobro da cotação atual de 6,52 euros. A distância entre estes dois números não é apenas financeira: é o reflexo de uma tensão antiga no futebol europeu, onde a identidade e o prestígio de um clube raramente cabem numa cotação bolsista. O labirinto estatutário que derrubou um acordo anterior com investidores americanos permanece intacto, e qualquer novo pretendente terá de o atravessar ant