Em Brasília, Regina Silveira estende sobre a fachada de um edifício de Oscar Niemeyer 530 metros quadrados de adesivos vinílicos que imitam costuras — um gesto que não é decorativo, mas filosófico. A artista interroga o que a civilização das telas digitais nos fez esquecer: o encontro direto entre a pele e a matéria. Ao mesmo tempo em que cobre o concreto com tecido simulado, transforma uma obra analógica dos anos 1980 em painel luminoso digital, colocando frente a frente o calor da lâmpada e a frieza do pixel.