Pike foi condenada por torturar e matar uma colega de universidade aos 18 anos, em 1995, com ajuda do namorado. A reclusa alega ter sofrido abusos sexuais na infância e foi diagnosticada com transtorno bipolar e stress pós-traumático após condenação.
Reclusa americana condenada à morte exige equipa só com mulheres na execução
Está apenas a aproveitar-se do sistema. É tudo uma grande aldrabice.
Como é que um pedido assim — uma equipa só com mulheres — chega a ser considerado numa execução?
Pike alegou traumas de abusos sexuais e disse que a presença de homens a traumatizaria nos seus últimos momentos. É um argumento que os seus advogados incluem numa estratégia mais ampla de clemência.
Mas o pedido em si é separado do pedido de clemência, certo? Um é sobre as condições da execução, outro é sobre evitá-la completamente.
Exato. O pedido de clemência tem 226 páginas e argumenta que os traumas de infância nunca foram considerados pelo júri original. O outro pedido é mais imediato — se a execução acontecer, como é que ela quer que seja feita.
E qual é a probabilidade de qualquer um destes pedidos ser aceite?
Não sabemos. Os documentos foram apresentados este mês, mas não há informação sobre como o governador ou os tribunais estão a responder.
O que sabemos é que Pike foi condenada há 30 anos, quando tinha 18 anos, por torturar e matar uma colega de universidade com ajuda do namorado.
E a mãe da vítima — como é que ela reagiu?
Rejeitou o pedido como absurdo. Disse que Pike não merecia tratamento especial e que estava apenas a aproveitar-se do sistema.
É importante notar que a mãe não comentou sobre os abusos alegados de Pike — apenas sobre o pedido em si.
Então temos uma mulher com um histórico documentado de trauma, mas um crime que foi brutal e que deixou uma família destruída.
Sim. E a questão legal que fica é se os traumas de infância — que não foram considerados no julgamento original — deveriam agora influenciar a decisão sobre clemência.
The Pulse
- Christa Pike, 50 anos, condenada à morte há 30 anos por torturar e matar colega de universidade em 1995
- Execução marcada para 30 de setembro de 2026
- Pedido de clemência com 226 páginas alega abusos sexuais entre os 2 e os 5 anos, aos 11 e aos 17 anos
- Vítima, Slemmer, tinha 19 anos quando foi morta
Pike foi condenada por torturar e matar uma colega de universidade aos 18 anos, em 1995, com ajuda do namorado. A reclusa alega ter sofrido abusos sexuais na infância e foi diagnosticada com transtorno bipolar e stress pós-traumático após condenação.
Christa Pike, condenada à morte no Tennessee há 30 anos, exigiu que a equipa de execução seja composta apenas por mulheres, alegando trauma de abusos sexuais passados. A execução está marcada para 30 de setembro.
Christa Pike tem 50 anos e está a dias de ser executada no Tennessee. Há três décadas, quando tinha apenas 18 anos, atraiu uma colega de universidade para um local isolado no campus de Knoxville e a torturou até à morte, com a ajuda do namorado. Agora, enquanto aguarda a injeção letal marcada para 30 de setembro, apresentou um pedido inusitado: que a equipa responsável pela sua execução seja composta exclusivamente por mulheres. A razão que invoca é o trauma de abusos sexuais que sofreu no passado e o medo de ficar traumatizada com a presença de homens nos seus últimos momentos de vida. Se o pedido for recusado, disse que prefere ser enforcada.
O crime que a levou até aqui ocorreu na noite de 12 de janeiro de 1995. Pike atraiu Slemmer, uma colega de 19 anos, para um local afastado do campus sob o pretexto de irem a um videoclube. Acompanhadas pelo namorado de Pike e por outra colega, as duas atacaram brutalmente a vítima. Espancaram-na, cortaram-lhe a garganta e gravaram símbolos satânicos no seu corpo. Pelas 22h15, o grupo regressou sem Slemmer. Segundo os documentos judiciais, Pike havia dito a uma colega no dia anterior que pretendia matar Slemmer porque "se sentia mal naquele dia". Durante o ataque, Pike alegou ter ouvido vozes que lhe ordenavam que continuasse a torturar a vítima enquanto gritava para que se calasse. Na manhã seguinte, celebrou a morte da colega.
Pike foi condenada por homicídio em primeiro grau e conspiração a 30 de março de 1996, tornando-se uma das mulheres mais jovens a receber sentença de morte nos Estados Unidos. Desde então, permaneceu encarcerada durante 30 anos. Após a condenação, foi diagnosticada com transtorno bipolar e stress pós-traumático.
Os seus advogados apresentaram este mês um pedido de clemência ao governador do Tennessee, Bill Lee, com 226 páginas, argumentando que Pike sofreu traumas graves na infância que nunca foram adequadamente tratados. Segundo o documento, foi abusada sexualmente entre os 2 e os 5 anos de idade, violada aos 11 anos por um vizinho de 37 anos e novamente violada aos 17 anos por um desconhecido. A defesa sustenta que quando o júri deliberou sobre a sentença, nenhuma evidência destes abusos foi considerada, impedindo que os jurados compreendessem plenamente o contexto da vida de Pike.
A mãe da jovem assassinada rejeitou categoricamente o pedido de Pike. Em entrevista, considerou-o absurdo e acusou a reclusa de aproveitar-se do sistema. "Não acho que ela deva receber um tratamento especial. Ela não teve em conta o que a minha filha sentia. Está apenas a aproveitar-se do sistema. É tudo uma grande aldrabice", disse. A execução está marcada para quarta-feira, 30 de setembro, e o resultado do pedido de clemência permanece incerto.
Notable Quotes
Não acho que ela deva receber um tratamento especial. Ela não teve em conta o que a minha filha sentia.— Mãe da vítima, em entrevista