Quando o Estado acumula o que o mercado não pôde absorver — mercadorias apreendidas, abandonadas, esquecidas —, chega o momento de devolvê-las à circulação. A Receita Federal de São Paulo fará isso no dia 4 de agosto, por meio de um leilão eletrônico que oferece desde iPhones e notebooks até compressores de ar e peças de aeronaves, todos abaixo do valor de mercado. É um ritual moderno de redistribuição: o que foi retido pelo poder público retorna à sociedade, mediado por algoritmos, senhas digitais e regras que tentam equilibrar oportunidade com responsabilidade.