No Paraná, a disputa por duas cadeiras no Senado em 2026 revela um campo eleitoral ainda fluido e dependente de uma decisão judicial. Uma pesquisa ouviu 1.600 eleitores e encontrou quatro candidatos tecnicamente empatados — situação que pode se reorganizar completamente caso o Tribunal Superior Eleitoral barre a candidatura de Deltan Dallagnol. É o momento em que as instituições e as urnas ainda negociam quem terá voz.
Real Time Big Data divulga pesquisa para Senado no Paraná em 2026
Dentro da margem de erro, os quatro nomes estão tecnicamente no mesmo patamar
Por que a candidatura de Deltan Dallagnol ainda está sendo julgada? Isso não deveria estar resolvido antes da pesquisa?
A matéria não explica o motivo do julgamento, apenas menciona que está em andamento. É um detalhe importante que afeta toda a leitura dos números.
Exato. A gente tem os números, mas não sabemos quando essa decisão sai. Pode sair amanhã ou em seis meses. Isso muda tudo.
Se Dallagnol for barrado, Barros fica bem à frente, certo?
Sim, ele sobe de 19% para 25%. É um salto de seis pontos. Mas Curi e Gleisi também ganham espaço — Gleisi sai de 16% para 18%.
Mas aqui está o problema: a gente não sabe para onde vão os votos de Dallagnol. A pesquisa mostra dois cenários, mas não mostra migração real. Alguns eleitores dele podem não votar em ninguém, podem votar em branco.
A margem de erro de dois pontos significa que qualquer um desses quatro pode estar em primeiro?
Tecnicamente sim, no primeiro cenário. Dallagnol tem 21%, Curi e Barros têm 19% cada. Se você somar e subtrair dois pontos, há sobreposição total.
Mas é importante notar que Gleisi, com 16%, fica fora dessa zona de empate técnico. Ela está mais claramente em quarto.
Quem contratou essa pesquisa?
Uma empresa chamada 3 Poderes Mídia e Comunicação. Não há informação sobre quem está por trás dela ou se tem ligação com algum candidato.
Isso é relevante. Quem paga a pesquisa pode influenciar como ela é feita, mesmo que involuntariamente. A gente deveria saber mais sobre essa empresa.
El Pulso
- Quatro candidatos — Dallagnol, Curi, Barros e Gleisi — estão tão próximos nas pesquisas que nenhum pode afirmar com segurança estar à frente.
- A candidatura de Dallagnol pende sobre o TSE como uma incógnita que pode redesenhar toda a corrida eleitoral.
- Se Dallagnol for barrado, Filipe Barros assume liderança mais clara com 25%, abrindo sete pontos de vantagem sobre o terceiro colocado.
- O cenário eleitoral paranaense permanece em compasso de espera, com eleitores e partidos atentos ao ritmo das decisões judiciais antes de consolidar alianças.
No Paraná, a disputa por duas cadeiras no Senado em 2026 revela um campo eleitoral ainda fluido e dependente de uma decisão judicial. Uma pesquisa ouviu 1.600 eleitores e encontrou quatro candidatos tecnicamente empatados — situação que pode se reorganizar completamente caso o Tribunal Superior Eleitoral barre a candidatura de Deltan Dallagnol. É o momento em que as instituições e as urnas ainda negociam quem terá voz.
O instituto Real Time Big Data divulgou nesta sexta-feira uma pesquisa sobre as duas vagas ao Senado pelo Paraná em 2026, ouvindo 1.600 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
No cenário principal, Deltan Dallagnol, do Novo, aparece numericamente à frente com 21%, seguido por Alexandre Curi, do Republicanos, e Filipe Barros, do PL, ambos com 19%. Gleisi, do PT, soma 16%. Dentro da margem de erro, os quatro estão tecnicamente empatados. Cristina Graeml aparece com 12% e Dr. Rosinha com 7%.
Há, porém, uma variável decisiva: a candidatura de Dallagnol está sob julgamento no TSE. Sem ele na disputa, Barros sobe para 25% e assume a liderança com mais folga. Curi vai a 22%, Gleisi a 18% e Graeml a 16% — um mapa diferente, com menos sobreposição entre os primeiros colocados.
A pesquisa, registrada no TSE sob o número PR-04002/2026 e contratada pela 3 Poderes Mídia e Comunicação, é um retrato de um momento específico. O que definirá os próximos movimentos é, sobretudo, a decisão do tribunal sobre Dallagnol.
O instituto Real Time Big Data apresentou nesta sexta-feira um retrato do que pensam os eleitores paranaenses sobre as duas cadeiras ao Senado em disputa em 2026. A pesquisa ouviu 1.600 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O cenário mais imediato coloca Deltan Dallagnol, do Novo, numericamente à frente com 21% da intenção de voto consolidada entre primeiro e segundo votos. Atrás dele, Alexandre Curi, do Republicanos, e Filipe Barros, do PL, aparecem empatados com 19% cada. Gleisi, do PT, soma 16%. Dentro da margem de erro, os quatro nomes estão tecnicamente no mesmo patamar — qualquer um deles poderia estar à frente ou atrás dependendo de como a amostra se comportasse. Cristina Graeml, do PSD, aparece com 12%, enquanto Dr Rosinha, também do PT, fica com 7%. Os demais candidatos não ultrapassam 1%.
Mas há uma ressalva importante: a candidatura de Dallagnol está sendo julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Se ele for barrado, o mapa muda. Sem seu nome na disputa, Filipe Barros sobe para 25%, assumindo a liderança clara. Alexandre Curi vai a 22%, mantendo a segunda posição. Gleisi cai para 18%, tecnicamente empatada com Curi. Cristina Graeml ganha espaço e chega a 16%. A diferença entre o primeiro e o terceiro colocado neste segundo cenário é de sete pontos percentuais — ainda dentro da margem de erro, mas com menos sobreposição.
A pesquisa foi contratada pela 3 Poderes Mídia e Comunicação e registrada no TSE sob o número PR-04002/2026. Ela oferece um instantâneo do momento político paranaense, mas como toda pesquisa de intenção de voto, reflete apenas o que os eleitores responderam naqueles dias específicos. Metodologia, tamanho da amostra, forma das perguntas — tudo isso influencia o resultado. O que importa agora é acompanhar como esses números se movem conforme a campanha avança e, principalmente, qual será a decisão do TSE sobre Dallagnol.
Citas Notables
A candidatura de Deltan Dallagnol está sendo julgada pelo TSE— Real Time Big Data