Entre provocações cruzadas e silêncios calculados, o governo Lula enfrenta nesta semana uma tensão interna sobre como responder aos ataques públicos do presidente argentino Javier Milei. Enquanto ministros como Durigan e Boulos reagem com palavras duras, Lula escolhe a ironia distante — 'Quem é esse cara?' — como escudo diplomático. O Itamaraty lê nas provocações de Milei uma armadilha de engajamento, e o Planalto, sem condenar seus ministros, recusa silenciosamente o duelo. No horizonte das eleições brasileiras de outubro, a questão é se a contenção resistirá à escalada.