RD Congo vira sobre Uzbequistão e faz história ao se classificar na Copa do Mundo

Lutou até o último minuto e conquistou uma vaga que nenhuma seleção congolesa havia alcançado antes
A RD Congo virou o jogo contra o Uzbequistão e garantiu sua primeira classificação para a segunda fase de uma Copa do Mundo.

No coração de Atlanta, uma nação que esperou mais de cinquenta anos por este momento viu seus Leopardos transformarem a desvantagem em história. A República Democrática do Congo, saindo atrás no placar contra o Uzbequistão, encontrou na resiliência coletiva — e na figura singular de Yoane Wissa — a força para virar o jogo por 3 a 1 e alcançar pela primeira vez a segunda fase de uma Copa do Mundo. É o tipo de vitória que transcende o futebol: um povo inteiro avançando junto.

  • A RD Congo saiu perdendo para o Uzbequistão e viu ainda um gol ser anulado pelo VAR, acumulando pressão e urgência em cada minuto que passava.
  • Yoane Wissa, atacante que sobreviveu a um ataque com ácido em 2021 e quase perdeu a visão, converteu o pênalti que reacendeu a esperança congolesa no segundo tempo.
  • Fiston Mayele aproveitou uma sobra para virar o placar, e Wissa fechou a conta com um gol no canto que transformou o estádio em celebração histórica.
  • Com quatro pontos, a RD Congo terminou em terceiro no Grupo K e avança ao mata-mata como um dos melhores terceiros colocados, aguardando seu próximo adversário.

No Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, a República Democrática do Congo escreveu uma página inédita em sua história ao derrotar o Uzbequistão por 3 a 1 de virada e garantir sua primeira classificação para a segunda fase de uma Copa do Mundo. Os Leopardos, que haviam participado do torneio apenas uma vez antes — em 1974 —, precisaram superar não apenas o adversário, mas também o próprio placar.

O Uzbequistão abriu o marcador logo aos dez minutos com Shomurodov, e a RD Congo ainda viu um gol ser anulado pelo VAR no primeiro tempo. A reação veio no segundo tempo: Wissa converteu um pênalti para empatar, Mayele virou com categoria ao sair cara a cara com o goleiro, e o próprio Wissa fechou a conta aos 45 minutos com um chute preciso no canto.

A grande figura da noite foi Yoane Wissa, nascido na França mas que escolheu defender o país de origem de sua família. Sua história carrega marcas profundas: começou como goleiro, mudou de posição por incentivo da mãe e, em 2021, sobreviveu a um ataque com ácido que quase lhe custou a visão. Após meses de recuperação e cirurgias, consolidou-se no Brentford e agora lidera a seleção congolesa em seu momento mais glorioso.

Com quatro pontos, a RD Congo terminou em terceiro no Grupo K — atrás da Colômbia e de Portugal — e avança como um dos melhores terceiros colocados. O próximo adversário ainda será definido ao fim da terceira rodada da fase de grupos.

No Mercedes-Benz Stadium em Atlanta, na noite de domingo, a República Democrática do Congo fez história ao virar o jogo contra o Uzbequistão por 3 a 1 e garantir sua primeira classificação para a segunda fase de uma Copa do Mundo. Os Leopardos saíram atrás no placar, mas lutaram até o último minuto e conquistaram uma vaga que nenhuma seleção congolesa havia alcançado antes em mais de cinco décadas.

O Uzbequistão começou a partida com fome de vitória, buscando se despedir do torneio com honra. Edor Shomurodov foi o destaque dos primeiros minutos — aos dez minutos, recebeu um passe pela esquerda e tocou com precisão por cobertura para abrir o placar. A RD Congo precisou de mais de quinze minutos apenas para chegar ao ataque, e quando conseguiu, viu um gol ser anulado pelo VAR após identificar uma falta do atacante Mbuku no rosto de Shomurodov na origem da jogada.

No segundo tempo, a RD Congo voltou determinada. A pressão congolesa começou a surtir efeito aos vinte minutos, quando Yoane Wissa foi derrubado dentro da área. O próprio atacante cobrou o pênalti dois minutos depois, deslocou o goleiro e empatou a partida. Aos trinta e dois minutos, Fiston Mayele aproveitou uma sobra de chute, saiu cara a cara com o goleiro e bateu com categoria para virar o jogo. No apagar das luzes, aos quarenta e cinco minutos, Wissa recebeu na entrada da área, deixou o marcador para trás e bateu no canto para marcar o terceiro gol congolês e sacramentar a virada histórica.

Wissa foi o grande protagonista da noite. Nascido na França, o atacante optou por defender a RD Congo, país de origem de sua família. Sua trajetória carrega uma resiliência notável — iniciou a carreira como goleiro e só mudou de posição por incentivo da mãe. Em 2021, sobreviveu a um ataque com ácido que quase lhe custou a visão. Após passar por cirurgias e meses de recuperação, se firmou como destaque do Brentford, da Inglaterra, e agora como referência ofensiva da seleção congolesa.

Com a vitória, a RD Congo chegou aos quatro pontos e terminou na terceira posição do Grupo K, avançando como um dos terceiros melhores colocados. A Colômbia liderou o grupo com sete pontos, Portugal ficou em segundo com cinco pontos, e o Uzbequistão se despediu como lanterna da chave com zero ponto. A seleção congolesa havia participado de apenas uma Copa do Mundo antes, em 1974, e garantiu sua volta ao torneio ao eliminar a Jamaica na repescagem. Agora aguarda a definição da terceira rodada para conhecer seu adversário na segunda fase.

Yoane Wissa foi o grande nome da classificação histórica da RD Congo à segunda fase da Copa do Mundo, autor de dois gols na virada
— Análise da partida
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Como uma seleção que saiu perdendo consegue virar um jogo tão importante?

Model

A RD Congo tinha tudo a perder e nada a ganhar se ficasse atrás. Isso muda a mentalidade — você joga sem medo, com liberdade. O Uzbequistão, por sua vez, recuou e se defendeu com duas linhas de cinco jogadores. Quando você se fecha assim, fica vulnerável.

Inventor

Wissa marcou dois gols. Qual é a importância dele para essa seleção?

Model

Ele é a referência ofensiva. Mas não é só isso — é o símbolo de como essa equipe funciona. Um cara que sobreviveu a um ataque com ácido, que mudou de posição por incentivo da mãe, que escolheu defender seu país de origem. Quando ele marca, não é só um gol, é uma narrativa.

Inventor

A RD Congo nunca tinha chegado a uma segunda fase de Copa. O que isso significa para o país?

Model

Significa que o futebol congolês finalmente chegou a um patamar que ninguém tinha alcançado antes. Não é só sobre ganhar um jogo — é sobre quebrar um teto que existia há mais de cinquenta anos.

Inventor

E agora? Como eles chegam à segunda fase?

Model

Terminaram terceiros do grupo com quatro pontos. Agora dependem de como os outros grupos se definem. Precisam torcer para que seu desempenho como terceiro seja bom o suficiente para avançar entre os melhores terceiros.

Inventor

Qual foi o momento decisivo do jogo?

Model

O pênalti aos vinte minutos do segundo tempo. Wissa cobrou, deslocou o goleiro, empatou. A partir daí, o Uzbequistão não tinha mais como voltar. A RD Congo tinha o momentum.

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