Na véspera de uma eleição para o Senado do Amapá, os números revelam menos certezas do que aparentam: Rayssa Furlan lidera, mas quase um terço dos eleitores ainda não escolheu seu destino. A democracia, em seu momento mais tenso, lembra que a vontade coletiva raramente se deixa capturar por completo antes de ser exercida.
Rayssa Furlan lidera disputa pelo Senado no AP com 30% dos votos válidos
Quase um terço dos eleitores ainda não havia decidido
Por que 32% de indecisos é um número que importa tanto na véspera?
Porque mostra que o voto não está consolidado. Quanto mais gente indecisa perto do dia da eleição, mais volátil é o resultado. Mudanças pequenas podem virar o jogo.
Mas a pesquisa anterior tinha 34% de indecisos. Isso é uma queda. Não seria mais correto dizer que o voto está se consolidando?
Verdade, caiu dois pontos. Mas 32% ainda é muito alto. Para comparação, em disputas mais definidas você vê 10%, 15% de indecisos.
E por que Furlan lidera com 30% se há tanto espaço aberto?
Ela tem o maior reconhecimento espontâneo — 20% citam o nome dela sem ver a lista. Mas olha para a segunda vaga: Barreto lidera lá com 28%. Isso mostra que os eleitores estão pensando em duplas diferentes.
Exatamente. Furlan é forte na primeira vaga (37%), mas cai para 17% na segunda. Isso não é consolidação, é fragmentação.
Então ninguém ganha no primeiro turno?
Não. Ninguém chega perto dos 50% mais um que seria necessário. Vai para segundo turno com certeza.
A margem de erro é 2 pontos. Então tecnicamente Randolfe e Barreto, que estão empatados em 21%, poderiam estar em qualquer ordem. Não dá para dizer com segurança quem é segundo.
Verdade. O que a pesquisa mostra mesmo é que Furlan tem vantagem clara, mas tudo mais está em aberto.
E aquele dado de que 82% dizem que a decisão é definitiva — isso contradiz os 32% de indecisos?
Não exatamente. Pode ser que 32% não tenha decidido ainda, mas dos que decidiram, 82% diz que não muda. São grupos diferentes.
O Pulso
- Rayssa Furlan lidera com 30% dos votos válidos, mas a vantagem é frágil diante de Randolfe Rodrigues e Lucas Barreto, ambos empatados em segundo com 21%.
- Quase um terço do eleitorado — 32% — ainda não definiu seu voto na véspera da eleição, mantendo o resultado em aberto e amplificando a incerteza.
- Nenhum candidato sequer se aproxima dos 50% necessários para vencer no primeiro turno, tornando um segundo turno o cenário mais provável.
- A firmeza das decisões cresceu: 82% dos eleitores dizem que seu voto está definido, ante 71% na pesquisa anterior, sinalizando uma lenta consolidação do quadro.
Na véspera de uma eleição para o Senado do Amapá, os números revelam menos certezas do que aparentam: Rayssa Furlan lidera, mas quase um terço dos eleitores ainda não escolheu seu destino. A democracia, em seu momento mais tenso, lembra que a vontade coletiva raramente se deixa capturar por completo antes de ser exercida.
Na véspera das eleições para o Senado do Amapá, uma pesquisa Quaest encomendada pela Rede Amazônica e realizada com 1.800 eleitores entre 2 e 3 de outubro de 2026 revelou um cenário competitivo e ainda incerto. Rayssa Furlan, do Podemos, liderava com 30% dos votos válidos, enquanto Randolfe Rodrigues (PT) e Lucas Barreto (PSD) apareciam empatados em segundo lugar, com 21% cada. Acácio Favacho, do MDB, vinha logo atrás com 20%.
O elemento que mais complicava qualquer leitura definitiva era o alto índice de indecisão: 32% dos eleitores, na pesquisa espontânea, não citaram nenhum candidato — uma queda modesta em relação aos 34% registrados anteriormente, mas ainda expressiva. Quando incluídos brancos, nulos e indecisos no cômputo geral, Furlan recuava para 27%, e os demais candidatos se aproximavam ainda mais.
A análise por vaga revelava dinâmicas distintas: para a primeira cadeira, Furlan liderava com folga maior; para a segunda, Barreto assumia a dianteira com 28%. Apesar da incerteza, 82% dos eleitores afirmaram que sua decisão de voto era definitiva — um crescimento em relação aos 71% da pesquisa anterior. Ainda assim, sem nenhum candidato próximo dos 50% necessários para a vitória no primeiro turno, a eleição apontava para uma disputa prolongada e aberta até o fim.
Na véspera da eleição para o Senado do Amapá, uma pesquisa Quaest divulgada no sábado mostrou um cenário em que Rayssa Furlan, do Podemos, mantém vantagem sobre seus concorrentes, mas com uma ressalva importante: quase um terço dos eleitores ainda não havia decidido seu voto. A pesquisa, encomendada pela Rede Amazônica e realizada entre 2 e 3 de outubro de 2026, ouviu 1.800 eleitores com 16 anos ou mais, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Furlan aparecia com 30% dos votos válidos, enquanto Randolfe Rodrigues, do PT, e Lucas Barreto, do PSD, empatavam em segundo lugar com 21% cada um. Acácio Favacho, do MDB, vinha em seguida com 20%, e Alliny Serrão, da União Brasil, com 8%. Os demais candidatos não registravam intenção de voto significativa. Esses números refletem a pesquisa estimulada, na qual os nomes e partidos dos candidatos são apresentados aos entrevistados, e consideram apenas os votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos.
O que tornava o cenário menos definido era o alto índice de indecisão. Na pesquisa espontânea, quando perguntados sem ver a lista de candidatos, 32% dos eleitores não citaram um nome. Esse percentual é relevante porque indica o grau de consolidação do voto: quanto maior o número de indecisos na véspera, menos firme é a intenção de voto e maior a possibilidade de mudanças no resultado final. A pesquisa anterior havia registrado 34% de indecisos, sugerindo uma leve redução, mas ainda significativa.
Quando os dados são apresentados em votos totais — incluindo brancos, nulos e indecisos — o quadro muda ligeiramente. Furlan aparecia com 27%, Randolfe e Barreto com 20% cada, e Favacho com 19%. A agregação dos votos para as duas vagas do Senado mostrava essa distribuição, enquanto os números desagregados revelavam dinâmicas diferentes para a primeira e segunda vaga. Para a primeira vaga, Furlan liderava com 37%, enquanto para a segunda, Barreto aparecia na frente com 28%.
Um dado que sugeria alguma estabilidade era a firmeza das decisões. Quando perguntados se sua escolha de voto ainda poderia mudar, 82% dos eleitores responderam que a decisão era definitiva, ante 18% que disseram estar abertos a mudanças. Esse percentual havia crescido em relação à pesquisa anterior, quando 71% afirmavam ter decisão fechada e 28% diziam poder mudar.
Para vencer no primeiro turno, um candidato precisaria de 50% dos votos válidos mais um. Nenhum dos candidatos se aproximava desse patamar, o que significava que a eleição provavelmente iria para um segundo turno. O cenário apontava para uma disputa aberta, com Furlan em posição de vantagem, mas sem margem confortável diante da quantidade de eleitores ainda indecisos e da possibilidade de redistribuição de votos entre os candidatos que ocupavam posições intermediárias.
Citações Notáveis
Para vencer no primeiro turno, um candidato precisaria de 50% dos votos válidos mais um— Critério eleitoral