Nos Campos Gerais do Paraná, entre Ponta Grossa e Carambeí, o céu ofereceu na quinta-feira ao meio-dia um espetáculo incomum: uma coluna de ar girando da terra até as nuvens, efêmera e silenciosa em seus danos. O fenômeno, identificado pelo Simepar como um tornado landspout, pertence a uma categoria rara que nasce rente ao solo e escapa dos radares convencionais, lembrando-nos de que a atmosfera guarda forças que ainda desafiam nossa capacidade de antecipação. Ninguém se feriu, nada foi destruído — mas quem viu carregará por muito tempo a memória de algo que a maioria das pessoas nunca testemu
Raro 'tornado landspout' assusta moradores na divisa entre Ponta Grossa e Carambeí
Uma coluna giratória que impressionou quem a viu
Como é que um landspout é diferente de um tornado normal? Parece que ambos são colunas de ar girando.
A diferença está em onde e como se forma. Um tornado clássico nasce do topo de uma tempestade supercelular e desce. O landspout nasce perto do chão, onde pequenos redemoinhos se formam, e depois sobe. É quase o oposto.
Mas isso significa que é menos perigoso? A reportagem diz que este foi brando, mas o National Weather Service menciona que alguns podem chegar a F2 ou F3.
Sim, tecnicamente podem ser tão fortes quanto tornados convencionais. Mas a maioria fica em F0 ou F1. Este do Paraná não deixou danos, então foi claramente fraco.
Por que as pessoas não veem esses fenômenos com frequência?
Porque são rápidos, localizados e muitas vezes escapam dos radares. Você precisa estar no lugar certo, na hora certa, como aquela mulher que estava passando de carro.
A reportagem diz que o SIMEPAR o classificou como brando, mas baseado em quê? Não havia danos para medir. Eles estão usando a ausência de danos como indicador de intensidade?
Exatamente. A Escala Fujita se baseia em danos observados. Sem danos, não há como confirmar a velocidade do vento, então eles concluem que foi fraco.
E se tivesse passado por uma casa?
Aí sim teríamos dados. Mas não passou, então estamos trabalhando com o que vimos nos vídeos e no relato de quem estava lá.
O que torna este caso interessante é justamente isso — um fenômeno raro que foi documentado, mas que deixou pouca evidência física para análise.
El Pulso
- Uma coluna giratória surgiu do nada ao meio-dia de quinta-feira, assustando motoristas e pedestres que passavam pela rodovia entre Ponta Grossa e Carambeí.
- O landspout, por nascer rente à superfície e evoluir rapidamente nas camadas baixas da atmosfera, frequentemente escapa da detecção precoce dos radares meteorológicos — tornando-o difícil de prever e monitorar.
- Vídeos do fenômeno circularam rapidamente e chegaram a especialistas, que confirmaram tratar-se de um tornado de curta duração e intensidade branda, sem feridos ou danos materiais.
- O Simepar classificou o episódio nas categorias mais baixas da Escala Fujita, mas alertou que landspouts podem, em situações específicas, atingir forças equivalentes a F2 ou F3.
- O vórtice se dissipou em minutos, deixando apenas registros visuais e a lembrança vívida de quem o presenciou — entre eles, uma motorista de transporte escolar que descreveu a cena como algo impossível de capturar completamente em vídeo.
Nos Campos Gerais do Paraná, entre Ponta Grossa e Carambeí, o céu ofereceu na quinta-feira ao meio-dia um espetáculo incomum: uma coluna de ar girando da terra até as nuvens, efêmera e silenciosa em seus danos. O fenômeno, identificado pelo Simepar como um tornado landspout, pertence a uma categoria rara que nasce rente ao solo e escapa dos radares convencionais, lembrando-nos de que a atmosfera guarda forças que ainda desafiam nossa capacidade de antecipação. Ninguém se feriu, nada foi destruído — mas quem viu carregará por muito tempo a memória de algo que a maioria das pessoas nunca testemunha.
Na tarde de quinta-feira, moradores da região entre Ponta Grossa e Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, presenciaram algo que poucos conseguem descrever com precisão: uma coluna de ar girando sobre a terra, estreita e sinuosa, subindo do chão até as nuvens. O fenômeno durou apenas alguns minutos ao redor do meio-dia, mas foi suficiente para assustar quem passava pela rodovia e gerar vídeos que logo chamaram a atenção de especialistas.
O Simepar identificou o evento como um tornado landspout — um fenômeno atmosférico específico e relativamente raro. Diferente dos tornados convencionais, que se formam a partir do topo de tempestades supercelulares, o landspout nasce próximo à superfície: a rotação começa baixa, onde correntes de ar quente encontram pequenos redemoinhos chamados misociclones, e o ar ascendente estica esse vórtice verticalmente até a base das nuvens. Sua natureza fugaz e sua rápida evolução nas camadas baixas da atmosfera fazem com que frequentemente escape da detecção pelos radares meteorológicos convencionais.
Uma mulher que trabalhava com transporte escolar e passava pela região com o marido descreveu o impacto visual com clareza: a nuvem parecia tocar o chão, girando sobre si mesma de forma impressionante. Era, disse ela, uma cena que os vídeos não conseguiam transmitir completamente.
O Simepar classificou o episódio como de curta duração e intensidade branda. A maioria dos landspouts fica nas categorias F0 ou F1 da Escala Fujita, embora possam ocasionalmente atingir forças equivalentes a F2 ou F3. No caso paranaense, a ausência de feridos ou danos materiais confirmou o porte suave do vórtice. O evento passou sem deixar rastro de destruição — apenas a memória rara de quem teve a chance de ver algo que a maioria das pessoas nunca presencia na vida inteira.
Na quinta-feira à tarde, moradores da região entre Ponta Grossa e Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, viram algo que poucos conseguem descrever com precisão: uma coluna de ar girando sobre a terra, estreita e sinuosa, subindo do chão até as nuvens. O fenômeno durou pouco — apenas alguns minutos ao redor do meio-dia — mas foi o suficiente para assustar quem passava pela rodovia local e deixar registros em vídeo que depois circularam e chamaram a atenção de especialistas.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (SIMEPAR) identificou o evento como um tornado landspout, um tipo específico e relativamente raro de fenômeno atmosférico. Diferente dos tornados convencionais que se formam a partir do topo de tempestades supercelulares, o landspout nasce próximo à superfície. A rotação começa baixa, onde correntes de ar quente encontram pequenos redemoinhos chamados misociclones. Quando o ar ascendente topa com esse vórtice rasteiro, o estica verticalmente até que ele alcance a base das nuvens — criando aquela coluna giratória que os moradores viram.
Uma mulher que trabalha com transporte escolar estava passando pela região com o marido quando presenciou a formação. Ela descreveu o impacto visual com clareza: a nuvem parecia tocar o chão, girando sobre si mesma de forma impressionante. Ao vivo, disse ela, era uma cena que nunca havia visto antes — algo que os vídeos, por mais que capturassem o evento, não conseguiam transmitir completamente.
O que torna o landspout particularmente difícil de estudar é sua natureza fugaz e sua localização. Ao contrário dos tornados clássicos, ele não depende de nuvens-parede nem de correntes descendentes de flanco traseiro. Sua rápida evolução nas camadas baixas da atmosfera significa que frequentemente escapa da detecção precoce pelos radares meteorológicos convencionais. Sua aparência física — delgada e sinuosa — lembra mais o comportamento das trombas-d'água que ocorrem sobre a água do que o dos tornados destrutivos que conhecemos.
O SIMEPAR classificou o episódio paranaense como um tornado de curta duração e intensidade branda. Para medir a severidade desses fenômenos, o órgão utiliza a Escala Fujita tradicional, que categoriza os eventos de F0 até F5 com base nos danos causados a construções, árvores e infraestrutura. Um F0 apresenta rajadas entre 65 km/h e 116 km/h e causa danos leves. No outro extremo, um F5 ultrapassa os 418 km/h de velocidade do vento. A maioria dos landspouts fica nas categorias F0 ou F1, embora centros como o National Weather Service alertem que, em situações específicas, possam atingir forças equivalentes a F2 ou F3.
Na ocorrência paranaense, a ausência de feridos ou danos materiais confirmou o porte suave do vórtice e sua rápida dissipação. O evento passou, deixou impressões visuais e registros em vídeo, mas nenhum rastro de destruição. Para os moradores que o viram, ficou a lembrança de um fenômeno raro — o tipo de coisa que a maioria das pessoas nunca presencia na vida inteira.
Citas Notables
Ao vivo, parecia tocar o chão. A nuvem girava em torno de si mesma. Era uma cena muito impressionante, algo que eu nunca tinha avistado antes— Moradora da região que presenciou o fenômeno