Raquel Lyra lidera disputa por Pernambuco com 48% contra 43% de João Campos

A governadora amplia sua vantagem em segundo turno, mas a margem permanece estreita
Lyra sobe para 51% contra 44% de Campos em simulação de segundo turno, mantendo liderança dentro da margem de erro.
Mark

A margem de erro coloca os dois candidatos em empate técnico, então por que a pesquisa é apresentada como uma liderança de Lyra?

Mimi

Porque mesmo dentro da margem de erro, há uma tendência. Lyra está cinco pontos à frente, e quando você simula o segundo turno, essa vantagem cresce. Não é uma liderança esmagadora, mas é consistente.

Mark

E a aprovação do governo dela subiu bastante — de 40% para 45% em um mês. O que explica essa melhora?

Mimi

A queda na rejeição é ainda mais dramática: de 38% para 16% em avaliações negativas. Isso sugere que algo mudou na percepção das pessoas sobre a gestão. Pode ser uma ação específica, uma melhora econômica local, ou simplesmente o efeito de estar no poder e ter tempo para mostrar resultados.

Mark

João Campos tem 29% de rejeição, bem acima de Lyra. Isso é um problema para ele?

Mimi

É um sinal de que ele carrega bagagem política. Lyra, como governadora, tem a vantagem de estar associada a resultados — ou pelo menos à narrativa de resultados. Campos precisa se reinventar como candidato estadual.

Mark

E no Senado, por que Marília Arraes lidera tão claramente?

Mimi

Porque ela tem nome e trajetória. Mas repare nos brancos e nulos — 40% em ambos os cenários. Isso significa que a disputa pelo Senado está muito mais aberta do que a do governo. Muita gente ainda não decidiu.

Mark

Então o que a pesquisa realmente diz sobre Pernambuco em 2026?

Mimi

Que Raquel Lyra tem vantagem, mas não é dona do resultado. E que o estado está dividido — a aprovação dela é alta, mas a rejeição também existe. Tudo pode mudar com campanhas, eventos, ou mudanças na economia.

  • Raquel Lyra: 48%; João Campos: 43%; margem de erro de 3 pontos (empate técnico)
  • Segundo turno: Lyra 51% vs. Campos 44%
  • Aprovação do governo Lyra sobe para 67%; desaprovação em 28%
  • Pesquisa ouviu 1.022 eleitores entre 25 e 27 de maio; nível de confiança 95%

Raquel Lyra lidera com 48%, João Campos tem 43%; margem de erro de 3 pontos coloca candidatos em empate técnico. Governadora mantém vantagem em simulação de segundo turno com 51% contra 44% do ex-prefeito do Recife.

Pesquisa Datafolha mostra Raquel Lyra (PSD) com 48% das intenções de voto para governadora de Pernambuco, contra 43% de João Campos (PSB), tecnicamente empatados pela margem de erro.

Uma pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira coloca a governadora Raquel Lyra à frente da corrida pelo governo de Pernambuco em 2026, mas a vantagem é tênue o suficiente para deixar em aberto o resultado final. Lyra aparece com 48% das intenções de voto, enquanto João Campos, ex-prefeito do Recife, registra 43%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos — o que significa que, tecnicamente, os dois estão empatados. O levantamento, encomendado pela TV Tribuna, ouviu 1.022 eleitores entre 25 e 27 de maio e possui nível de confiança de 95%, estando registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-07888/2026.

Os demais candidatos ficam bem atrás. Ivan Moraes, do PSOL, aparece com apenas 2% das intenções de voto. Brancos, nulos e nenhum somam 4%, enquanto 2% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder. O cenário muda pouco quando se simula um segundo turno entre Lyra e Campos. Nesse caso, a governadora amplia sua vantagem para 51% contra 44% do ex-prefeito do Recife, com brancos e nulos em 4% e 1% sem resposta.

Quando o assunto é rejeição, Ivan Moraes lidera de forma isolada, com 59% dos eleitores rejeitando sua candidatura. João Campos aparece com 29% de rejeição, enquanto Raquel Lyra registra 25% — a menor taxa entre os três. Esse dado sugere que, apesar da disputa acirrada, a governadora consegue manter uma base mais sólida de apoio.

A avaliação do governo estadual mostrou movimento positivo para Lyra. O percentual de eleitores que classificam sua gestão como "ótimo" ou "bom" chegou a 45%, acima dos 40% registrados em pesquisa anterior realizada em abril. Aqueles que consideram a administração "ruim" ou "péssima" caíram significativamente de 38% para 16%. Outros 37% avaliam o governo como regular, e 2% não souberam responder. Quando perguntados diretamente sobre aprovação ou desaprovação, 67% aprovam a gestão de Raquel Lyra, enquanto 28% desaprovam e 4% não souberam responder ou preferiram não opinar.

A pesquisa também explorou a disputa pelo Senado Federal em Pernambuco em dois cenários diferentes. Em ambos, Marília Arraes, ex-deputada, lidera a corrida. No primeiro cenário, ela aparece com 39%, seguida por Humberto Costa, do PT, com 32%. Eduardo da Fonte, do PP, registra 22%, Miguel Coelho, do União Brasil, tem 19%, e Anderson Ferreira, do PL, aparece com 16%. Carlos Sant'anna, do Novo, soma 6%, Fernando Dueire, do PSD, tem 4%, e Paulo Rubem Santiago, da Rede, registra 3%. Brancos, nulos e nenhum totalizam 41%, enquanto 17% não souberam responder.

Na segunda simulação para o Senado, Marília Arraes aparece com 40%, enquanto Humberto Costa registra 31%. Eduardo da Fonte soma 21%, Anderson Ferreira tem 17%, e Miguel Coelho aparece com 16%. Túlio Gadêlha, do PSD, registra 8%, Carlos Sant'anna tem 5%, e Paulo Rubem Santiago mantém 3%. Brancos, nulos e nenhum somam 41%, enquanto 18% não souberam responder. Os altos índices de votos em branco, nulo ou nenhum — em torno de 40% — indicam que a disputa pelo Senado ainda está aberta e muitos eleitores não definiram suas preferências.

Avaliação do governo como 'ótimo' ou 'bom' chegou a 45%, acima dos 40% de abril; avaliações negativas caíram de 38% para 16%
— Pesquisa Datafolha
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