Em São Paulo, a tecnologia não apenas observa o trânsito — ela o interpreta. Em apenas trinta dias, radares equipados com inteligência artificial registraram 2,3 mil infrações, sinalizando uma virada na relação entre a cidade e seus motoristas. O que antes dependia de sensores mecânicos e configurações fixas agora opera por algoritmos capazes de reconhecer padrões, ampliar o alcance da fiscalização e, com ele, as perguntas sobre justiça, eficiência e o papel do Estado na vida cotidiana.