Nas dobras rochosas da Serra Geral catarinense, uma pequena rã vista apenas uma vez em 1979 tornou-se símbolo da fragilidade dos registros que a ciência faz da vida selvagem — e da teimosia humana em não aceitar o silêncio como resposta definitiva. Décadas depois, pesquisadores armados com DNA ambiental, gravadores autônomos e inteligência artificial retornam às montanhas do sul de Santa Catarina em busca de um animal que pode existir sem que ninguém o veja. A história da rãzinha-das-pedras é, no fundo, uma meditação sobre os limites do conhecimento e sobre o que significa, para a ciência, con