Há histórias de saúde que chegam ao público como alertas técnicos, mas que na sua essência tratam de algo muito humano: a forma como um corpo pode avisar-nos de forma discreta antes de algo grave acontecer. Gordon Robb, sobrevivente de um AVC, viveu essa experiência de maneira silenciosa, quando a dificuldade em compreender frases escritas foi o único sinal de que algo se passava no seu cérebro. A Stroke Association, através da sua diretora médica Deb Lowe, lembra que o AVC pode manifestar-se de formas menos conhecidas do que o rosto descaído ou a fraqueza num braço, e que estes sinais subtis,
Quatro sintomas subtis de AVC que não devem ser ignorados
O único sintoma foi não conseguir ler
Porque é que o caso de Gordon Robb merece atenção, se é tão raro?
Porque mostra que um AVC pode não parecer um AVC. O único sintoma dele foi não conseguir ler, e é fácil não ligar a isso.
Convém medir bem o que o texto sustenta. Esse sintoma isolado ocorre em menos de 1% dos casos, e a própria Deb Lowe diz que é muito incomum.
Então qual é a mensagem prática?
Estar atento a visão turva, perda de campo visual, tonturas, confusão e dor de cabeça súbita e intensa, além dos sinais clássicos.
Mas nenhum destes sintomas, sozinho, prova um AVC. Lowe lembra que muitas outras coisas no cérebro podem causar sintomas semelhantes.
E o que significa o AIT?
É o ataque isquémico transitório: sintomas que surgem de repente e desaparecem em minutos a uma hora.
O texto diz que exige avaliação médica urgente, mas não detalha o que fazer passo a passo nem as probabilidades de um AVC posterior. Isso fica por esclarecer.
Ficamos então com o quê?
Com o carácter súbito. É isso que, por definição, marca o AVC.
O Pulso
- Um sinal que parecia banal, a dificuldade em ler, pode esconder uma emergência cerebral que exige atenção imediata.
- Gordon Robb viu as mensagens no ecrã tornarem-se ilegíveis, e foi precisamente essa estranheza silenciosa que quase passou despercebida.
- Especialistas procuram separar os sintomas raros dos sinais clássicos, insistindo que a visão turva, a tontura súbita e a dor de cabeça intensa merecem alarme.
- Mesmo quando os sintomas desaparecem em minutos, a possibilidade de um AIT obriga a procurar avaliação médica urgente, porque o alerta pode estar a anunciar um AVC maior.
Há histórias de saúde que chegam ao público como alertas técnicos, mas que na sua essência tratam de algo muito humano: a forma como um corpo pode avisar-nos de forma discreta antes de algo grave acontecer. Gordon Robb, sobrevivente de um AVC, viveu essa experiência de maneira silenciosa, quando a dificuldade em compreender frases escritas foi o único sinal de que algo se passava no seu cérebro. A Stroke Association, através da sua diretora médica Deb Lowe, lembra que o AVC pode manifestar-se de formas menos conhecidas do que o rosto descaído ou a fraqueza num braço, e que estes sinais subtis, ainda que raros, merecem atenção imediata.
Para Gordon Robb, o AVC não começou com um rosto caído nem com um braço sem força. Começou com uma frase que deixou de fazer sentido. Os e-mails e as mensagens no ecrã pareciam escritos numa língua que ele não conhecia. Era o único sintoma que tinha, e por isso o episódio podia ter passado despercebido. Robb sobreviveu e tem alertado as pessoas para estes sinais pouco comuns.
Deb Lowe, diretora médica da Stroke Association, lembra que o AVC é uma interrupção súbita do fluxo sanguíneo para o cérebro, seja por bloqueio de um vaso, seja por sangramento. Os sinais mais conhecidos são o rosto caído, a fraqueza num braço ou perna e a perda de sensibilidade de um lado do corpo, bem como a dificuldade em falar.
Há, porém, sintomas menos reconhecidos: visão turva repentina, perda de parte do campo visual, confusão mental, tonturas, instabilidade e dor de cabeça súbita e intensa. A dificuldade de leitura pode surgir quando uma pequena zona do cérebro é afetada, mas é muito incomum aparecer isoladamente.
Se os sintomas surgirem de repente e desaparecerem em minutos ou numa hora, pode tratar-se de um AIT. Mesmo assim, exige avaliação médica urgente.
Para Gordon Robb, o AVC não começou com um rosto descaído nem com um braço sem força. Começou com uma frase que deixou de fazer sentido. Os e-mails e as mensagens de texto no ecrã pareciam escritos numa língua que ele não conhecia. Era o único sintoma que tinha, e foi por isso que o episódio podia ter passado despercebido.
Robb sobreviveu e tem alertado as pessoas para os sinais subtis e pouco comuns de AVC. O caso foi relatado pelo jornal Independent. Os especialistas lembram que a dificuldade em reconhecer palavras escritas, sem qualquer outro sintoma, ocorre em menos de 1% das pessoas que sofrem um AVC. Ainda assim, acontece.
Deb Lowe, diretora médica da Stroke Association, recorda primeiro o que é um AVC: uma interrupção repentina do fluxo sanguíneo para o cérebro. Pode dever-se ao bloqueio de um vaso sanguíneo, o AVC isquémico, ou a um sangramento dentro ou ao redor do cérebro, o AVC hemorrágico.
Os sinais mais conhecidos, explica Lowe, são o rosto descaído, a fraqueza no braço, na perna ou em ambos, e a perda de sensibilidade de um lado do corpo. A dificuldade em falar é também muito comum e um dos maiores sinais de alerta. A fala pode ficar arrastada, pode ser difícil encontrar ou articular palavras e, em alguns casos, a pessoa perde a capacidade de compreender o que lhe dizem, além da de falar.
Depois há os sintomas menos reconhecidos. O primeiro são os distúrbios visuais: visão turva repentina ou perda de visão num ou em ambos os olhos. Lowe nota que algumas pessoas perdem parte do campo visual, seja o do lado direito ou o do esquerdo. O segundo é a tontura ou a confusão: perda de memória, confusão mental, tonturas súbitas e instabilidade. Há quem sinta também perda de equilíbrio, náuseas e vómitos.
O terceiro é a dificuldade de leitura. Segundo Lowe, se uma pequena zona específica do cérebro for afetada, podem ficar comprometidas as chamadas funções executivas superiores, o que dificulta ler, contar números ou usar telefones e computadores. A própria especialista sublinha, porém, que é muito incomum isto acontecer isoladamente num AVC e que muitas outras situações no cérebro podem causar sintomas semelhantes. O quarto sinal é a dor de cabeça súbita e intensa.
Quanto à duração, os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas normalmente surgem de repente. Por definição, diz Lowe, o AVC tem um início muito repentino. Se os sintomas aparecem de forma súbita e desaparecem relativamente depressa, em poucos minutos a uma hora, pode tratar-se de um AIT, ataque isquémico transitório. Um episódio assim também exige avaliação médica urgente.
Citações Notáveis
É muito incomum que a dificuldade de leitura ocorra isoladamente num AVC, e muitas outras coisas no cérebro podem causar sintomas semelhantes.— Deb Lowe, diretora médica da Stroke Association