Sob o calor mais intenso já registrado na história da climatologia, o Brasil de 2026 revela uma verdade antiga: os desastres não atingem a todos da mesma forma. Enquanto ilhas de calor urbanas sufocam favelas e escolas, comunidades indígenas e ribeirinhas enfrentam isolamento e sede, e a pergunta que sobrevive ao caos climático é sempre a mesma — quem cuida? A resposta, como aponta a ONU, recai de forma desproporcional sobre mulheres e meninas, invisíveis no centro de uma crise que o mundo ainda trata como fenômeno meteorológico.
Quando o calor mata: quem cuida de quem nas crises climáticas?
Milhares de crianças e jovens em escolas dentro de ilhas de calor sofrem impactos à saúde e aprendizagem; comunidades indígenas e ribeirinhas enfrentam isolamento, desnutrição e falta de acesso à água potável.