No Distrito Federal, a disputa pelo Senado em 2026 começa a ganhar contornos mais definidos: uma pesquisa Quaest encomendada pela Globo revela que Michelle Bolsonaro lidera as intenções de voto com 26%, enquanto o eleitorado, ainda em movimento, vai aos poucos abandonando a indecisão. A singularidade desta eleição — em que cada cidadão votará em dois candidatos distintos — torna o cenário ainda mais aberto, pois a fragmentação entre as demais candidatas sugere que o mapa político do DF está longe de ser definitivo.
Quaest: Michelle Bolsonaro lidera disputa pelo Senado no DF com 26%
O eleitorado está começando a se definir, mesmo que lentamente
A pesquisa mostra Michelle Bolsonaro com 26%, mas por que isso importa se ainda há tanta gente indecisa?
Porque 48% de indecisos na espontânea é bem diferente de 56% que havia antes. O eleitorado está começando a se definir, mesmo que lentamente. E quando você vê que Michelle mantém 26% enquanto outras candidatas crescem — Bia Kicis subiu de 15% para 18% — você entende que há movimento acontecendo.
Mas espera. Esses 48% indecisos na espontânea não são a mesma coisa que os 6% indecisos na estimulada. Quando você mostra os nomes, as pessoas conseguem responder. Então a pergunta real é: quanto desse 48% vai para qual candidata quando chegar na urna?
Entendi. Então a pesquisa espontânea mede conhecimento, não necessariamente intenção de voto real?
Exatamente. A espontânea mostra quem está na mente das pessoas sem ajuda. A estimulada mostra o que elas realmente pensam quando precisam escolher. São duas coisas diferentes.
E tem outra coisa: cada eleitor vota em dois candidatos diferentes. Então Michelle pode ter 26%, mas isso não significa que ela vai ganhar as duas vagas. Depende de como as pessoas combinam seus votos.
Ah, verdade. Então alguém pode votar em Michelle e depois em Erika, ou em Michelle e em Leila.
Isso. E a pesquisa agrega tudo isso em um número só. Não sabemos exatamente qual é a combinação que as pessoas estão fazendo.
Exatamente. A margem de erro é 3 pontos, o que significa que Michelle poderia estar entre 23% e 29%. Leila e Bia estão muito próximas uma da outra dentro dessa margem. Há espaço real para movimento.
El Pulso
- Michelle Bolsonaro mantém liderança estável com 26%, mas Leila do Vôlei (20%) e Bia Kicis (18%) pressionam de perto, tornando a disputa genuinamente competitiva.
- A indecisão recuou de 56% para 48% na pesquisa espontânea, sinal de que o eleitorado começa a se orientar — mas quase metade ainda não tem um nome na memória.
- A regra inédita de dois votos por eleitor amplia a imprevisibilidade: nenhum candidato pode contar com fidelidade exclusiva, e alianças táticas nas urnas podem redesenhar o resultado.
- Na pesquisa estimulada, apenas 6% permanecem indecisos, enquanto 10% já declaram voto em branco, nulo ou abstenção — um bloco que pode influenciar a margem final.
- Com 54 cadeiras do Senado em renovação em todo o país, a disputa no DF reflete uma tensão nacional entre continuidade e mudança que ainda não encontrou seu desfecho.
No Distrito Federal, a disputa pelo Senado em 2026 começa a ganhar contornos mais definidos: uma pesquisa Quaest encomendada pela Globo revela que Michelle Bolsonaro lidera as intenções de voto com 26%, enquanto o eleitorado, ainda em movimento, vai aos poucos abandonando a indecisão. A singularidade desta eleição — em que cada cidadão votará em dois candidatos distintos — torna o cenário ainda mais aberto, pois a fragmentação entre as demais candidatas sugere que o mapa político do DF está longe de ser definitivo.
A Quaest divulgou nesta terça-feira a primeira fotografia clara da corrida ao Senado no Distrito Federal para 2026. Michelle Bolsonaro, do PL, lidera com 26% das intenções de voto — número estável em relação ao levantamento anterior. Leila do Vôlei, do PDT, aparece em segundo com 20%, seguida por Bia Kicis, também do PL, com 18%, e Erika Kokay, do PT, com 16%.
O pleito de 2026 traz uma particularidade: cada eleitor do DF precisará escolher dois nomes distintos para o Senado, já que não é permitido votar duas vezes no mesmo candidato. A renovação abrangerá 54 das 81 cadeiras da Casa, tornando a disputa relevante em todo o território nacional.
Na pesquisa espontânea — sem lista de nomes —, 48% dos entrevistados disseram estar indecisos por não conseguirem citar um candidato de memória. O número representa queda de oito pontos em relação à rodada anterior, quando 56% estavam nessa situação, indicando que o eleitorado começa a se definir. Já na pesquisa estimulada, com os nomes apresentados e duas escolhas por entrevistado, os candidatos menores ganham alguma visibilidade, mas nenhum ultrapassa 1%. Dez por cento declaram voto em branco, nulo ou abstenção, e apenas 6% permanecem indecisos.
A Quaest ouviu 1.104 pessoas entre 25 e 28 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado pela Globo e registrado sob o número DF-02515/2026.
O retrato que emerge é o de uma liderança sólida de Michelle Bolsonaro, mas ainda contestável: a soma dos votos de Leila, Bia Kicis e Kokay chega a 54%, revelando fragmentação real no campo adversário. À medida que a campanha avança e os indecisos diminuem, a questão central permanece aberta — como cada eleitor distribuirá seus dois votos quando chegar a hora de decidir.
A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira oferece o primeiro retrato claro de como os eleitores do Distrito Federal estão pensando sobre a disputa pelo Senado em 2026. Michelle Bolsonaro, do PL, aparece na frente com 26% das intenções de voto — um número que se mantém estável em relação ao levantamento anterior. Atrás dela, Leila do Vôlei, do PDT, marca 20%, enquanto Bia Kicis, também do PL, sobe para 18%. Erika Kokay, do PT, completa o grupo dos candidatos com maior penetração, com 16%.
O cenário de 2026 é diferente do que os eleitores costumam enfrentar. Naquele ano, cada votante no Distrito Federal precisará escolher dois nomes distintos para o Senado — não é permitido votar duas vezes no mesmo candidato. A renovação envolverá 54 das 81 cadeiras da Casa, o que significa que a disputa será significativa em todo o país. No DF, portanto, cada eleitor terá responsabilidade dupla nas urnas.
Quando a Quaest perguntou aos entrevistados, sem mostrar uma lista de nomes, quem eles pretendiam votar — a chamada pesquisa espontânea —, o resultado revelou movimento importante. Quarenta e oito por cento dos eleitores disseram estar indecisos, porque não conseguiram citar um candidato de memória. Esse número representa queda significativa em relação à rodada anterior, quando 56% estavam nessa situação. A redução de oito pontos percentuais sugere que o eleitorado está começando a se definir, mesmo que ainda haja espaço considerável para movimento.
Na pesquisa estimulada — aquela em que os nomes são apresentados e o entrevistado responde duas vezes, uma para cada vaga — o quadro se torna mais nítido. Os candidatos menores ganham visibilidade quando seus nomes aparecem na lista. Sebastião Coelho, do Novo, marca 1%, assim como Ronaldo Fonseca, do PSD, e Professor Guilherme Amorim, da UP. Zanata, do PSTU, também aparece com 1%. Guto Felício dos Santos, do PSDB, não consegue chegar a 1%. Os demais candidatos — Tiago, do Agir; Marley, do Avante; e David Horn, do PCO — não registram intenção de voto mensurável. Dez por cento dos eleitores indicam que votarão em branco, nulo ou não irão votar. Apenas 6% permanecem indecisos quando os nomes são mostrados.
A Quaest ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado pela Globo e registrado sob o número DF-02515/2026.
O que os números revelam é um cenário em que Michelle Bolsonaro mantém vantagem clara, mas o campo ainda está aberto. A soma dos votos em Leila do Vôlei, Bia Kicis e Erika Kokay chega a 54%, o que significa que a fragmentação entre as outras candidatas é real. Nenhuma delas consegue se aproximar da liderança de Bolsonaro, mas juntas representam força considerável. A redução de indecisos na pesquisa espontânea indica que, conforme a campanha avança, mais eleitores estarão em condições de tomar decisão. O que ainda não está definido é como esses votos se distribuirão quando cada eleitor precisar escolher seus dois candidatos.
Citas Notables
Cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes para o Senado em 2026— Metodologia da pesquisa Quaest