Quaest divulga penúltima pesquisa sobre disputa Lula x Flávio a seis dias do primeiro turno

Empate técnico pela primeira vez na série recente
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados tanto no primeiro quanto no segundo turno, marcando mudança na dinâmica da campanha.
Mark

Por que essa pesquisa chega tão perto do dia da votação? Não é arriscado para o instituto divulgar números que podem estar desatualizados em poucos dias?

Mimi

A Quaest está fazendo exatamente o que os institutos fazem nessa fase: capturar o momento. Seis dias antes é quando o eleitor está realmente decidindo, quando as campanhas estão no auge. Os números de hoje podem mudar, mas o que importa é saber como está agora.

Luke

Mas aí está o ponto — a margem de erro é de 2 pontos percentuais. Na última pesquisa, Lula tinha 37% e Flávio 33%. Isso é um empate técnico, mas também pode significar que Lula está realmente à frente. Não sabemos.

Mark

A pesquisa anterior mostrou empate técnico no segundo turno também. Isso é novo, certo?

Mimi

Sim, foi a primeira vez na série recente que os dois apareceram empatados tanto no primeiro quanto no segundo turno. Antes, Lula vinha à frente. Isso marca uma mudança real na dinâmica da campanha.

Luke

Mas a rejeição estava praticamente igual — 56% para Flávio, 55% para Lula. Isso sugere que a base de cada um está consolidada. A pergunta que essa nova pesquisa vai responder é: quanto dessa intenção de voto é realmente firme?

Mark

Então a Quaest está tentando medir quanto do eleitorado ainda pode mudar de voto?

Mimi

Exatamente. Vai perguntar diretamente se a escolha é definitiva ou se ainda pode mudar até a eleição. Com apenas seis dias para ir, isso vai mostrar quanto do cenário está realmente consolidado.

Mark

E quanto a essas perguntas novas sobre o Bolsa Família e as apostas on-line? Isso parece muito específico.

Luke

É específico porque são medidas recentes do governo Lula. A Quaest quer saber se chegaram ao eleitor e se aprovam. Mas aqui está a questão: conhecer uma medida não é a mesma coisa que aprovar. E aprovar uma medida não é a mesma coisa que votar no candidato.

Mimi

Verdade, mas o instituto está tentando entender como essas propostas estão ressoando. Se o eleitor não conhece o reajuste do Bolsa Família, por exemplo, isso é informação importante sobre o que está chegando ou não chegando às pessoas.

Mark

E essas perguntas sobre interferência estrangeira e medo dos EUA ou China mandarem no Brasil — isso parece bem diferente do que normalmente se pergunta em pesquisa eleitoral.

Luke

É uma novidade, e ela reflete preocupações que estão circulando na campanha. Mas é importante notar: são perguntas sobre percepção e medo, não sobre fatos. O que a pesquisa vai medir é o que as pessoas acreditam ou temem, não o que é real.

  • Última pesquisa: Lula 37%, Flávio 33% no primeiro turno; segundo turno: Flávio 42%, Lula 41%
  • Pesquisa será realizada com 2.004 eleitores entre 24 e 27 de setembro
  • Margem de erro de 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95%
  • Reajuste do Bolsa Família: de 600 para 691 reais (aumento de 15%)
  • Treze candidatos serão testados no primeiro turno

Última pesquisa mostrou Lula e Flávio em empate técnico pela primeira vez, com 37% e 33% respectivamente no primeiro turno. Novo levantamento testará firmeza do voto, potencial de candidatos, avaliação do governo e conhecimento sobre propostas como reajuste do Bolsa Família.

Instituto Quaest divulga pesquisa na segunda-feira sobre a corrida presidencial brasileira, seis dias antes do primeiro turno, medindo intenção de voto, rejeição e reação a propostas do governo Lula.

Na segunda-feira que vem, 28 de setembro, o instituto Quaest vai soltar uma pesquisa que chega exatamente seis dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais. É a penúltima rodada do instituto antes da votação, e ela promete atualizar um cenário que vinha se fechando semana após semana.

A última pesquisa Quaest, divulgada em 21 de setembro, marcou um ponto de virada: Lula e Flávio Bolsonaro apareceram em empate técnico tanto no primeiro quanto no segundo turno pela primeira vez na série recente do instituto. No primeiro turno, Lula tinha 37% das intenções de voto e Flávio 33%, uma diferença de 4 pontos percentuais que cai exatamente dentro da margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos. Quando testado um eventual segundo turno, a situação se invertia: Flávio aparecia numericamente à frente com 42%, contra 41% de Lula. Augusto Cury registrava 6% no primeiro turno, Ronaldo Caiado 4% e Renan Santos 3%. A rejeição também estava equilibrada, com 56% dizendo que não votariam em Flávio de jeito nenhum, ante 55% no caso de Lula.

A nova rodada vai além das simulações tradicionais de primeiro e segundo turnos. O questionário, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06520/2026, vai medir a firmeza das escolhas dos eleitores — se a decisão é definitiva ou se ainda pode mudar até o dia da votação. Vai testar o potencial de voto de todos os candidatos e a rejeição a cada um deles. Vai perguntar aos entrevistados em quem eles acreditam que vai ganhar a eleição, independentemente de sua própria intenção de voto. E vai atualizar a aprovação do trabalho de Lula e a avaliação geral da administração federal.

Mas há blocos inteiros de perguntas que são novidade nesta rodada. A Quaest vai investigar se o eleitor já sabia do reajuste de 15% no Bolsa Família, que eleva o valor mínimo de 600 para 691 reais, e se aprova ou desaprova a iniciativa. Vai fazer a mesma pergunta sobre a oferta gratuita de canetas de emagrecimento para pessoas com obesidade em acompanhamento médico e sobre medidas de restrição às apostas on-line, especialmente cassinos digitais e o chamado jogo do tigrinho. O instituto vai distinguir quem já conhecia essas propostas de quem está tomando conhecimento delas durante a entrevista.

Outra novidade é medir a exposição dos candidatos na reta final. A Quaest vai perguntar se os entrevistados receberam ou viram informações sobre Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Zema, e entre quem teve contato com esse conteúdo, se as informações eram predominantemente positivas ou negativas. Vai perguntar também quanto os eleitores se consideram informados sobre o plano de governo do candidato escolhido, e onde obtiveram essas informações — televisão, rádio, jornal, redes sociais, amigos e familiares, horário eleitoral ou outras fontes.

A pesquisa volta a medir qual cenário provoca mais medo no eleitor: a volta da família Bolsonaro ao poder ou mais um mandato de Lula. Também traz perguntas sobre a possibilidade de países estrangeiros interferirem nas eleições brasileiras de 2026, e o grau de medo de que, dependendo do resultado eleitoral, o governo dos Estados Unidos ou o governo da China passe a "mandar no Brasil". Vai testar ainda o conhecimento do eleitor sobre a própria votação — quantos votos para senador cada pessoa terá de dar neste ano e quais dos cinco cargos em disputa recebem maior atenção.

O levantamento será realizado com 2.004 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro, por meio de entrevistas presenciais e domiciliares. O desenho amostral combina sorteio probabilístico de municípios e setores censitários do IBGE com seleção dos entrevistados por cotas. A margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Quando a pesquisa for divulgada na segunda-feira, ela vai mostrar como a disputa entre Lula e Flávio se comporta a menos de uma semana do primeiro turno — e quanto do eleitorado ainda está aberto a mudar de voto.

A pesquisa vai medir a firmeza das escolhas, o potencial de voto e a rejeição, a expectativa sobre quem vencerá a eleição e a avaliação do governo Lula
— Quaest, conforme descrito no questionário registrado no TSE
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