Última pesquisa mostrou Lula e Flávio em empate técnico pela primeira vez, com 37% e 33% respectivamente no primeiro turno. Novo levantamento testará firmeza do voto, potencial de candidatos, avaliação do governo e conhecimento sobre propostas como reajuste do Bolsa Família.
Quaest divulga penúltima pesquisa sobre disputa Lula x Flávio a seis dias do primeiro turno
Empate técnico pela primeira vez na série recente
Por que essa pesquisa chega tão perto do dia da votação? Não é arriscado para o instituto divulgar números que podem estar desatualizados em poucos dias?
A Quaest está fazendo exatamente o que os institutos fazem nessa fase: capturar o momento. Seis dias antes é quando o eleitor está realmente decidindo, quando as campanhas estão no auge. Os números de hoje podem mudar, mas o que importa é saber como está agora.
Mas aí está o ponto — a margem de erro é de 2 pontos percentuais. Na última pesquisa, Lula tinha 37% e Flávio 33%. Isso é um empate técnico, mas também pode significar que Lula está realmente à frente. Não sabemos.
A pesquisa anterior mostrou empate técnico no segundo turno também. Isso é novo, certo?
Sim, foi a primeira vez na série recente que os dois apareceram empatados tanto no primeiro quanto no segundo turno. Antes, Lula vinha à frente. Isso marca uma mudança real na dinâmica da campanha.
Mas a rejeição estava praticamente igual — 56% para Flávio, 55% para Lula. Isso sugere que a base de cada um está consolidada. A pergunta que essa nova pesquisa vai responder é: quanto dessa intenção de voto é realmente firme?
Então a Quaest está tentando medir quanto do eleitorado ainda pode mudar de voto?
Exatamente. Vai perguntar diretamente se a escolha é definitiva ou se ainda pode mudar até a eleição. Com apenas seis dias para ir, isso vai mostrar quanto do cenário está realmente consolidado.
E quanto a essas perguntas novas sobre o Bolsa Família e as apostas on-line? Isso parece muito específico.
É específico porque são medidas recentes do governo Lula. A Quaest quer saber se chegaram ao eleitor e se aprovam. Mas aqui está a questão: conhecer uma medida não é a mesma coisa que aprovar. E aprovar uma medida não é a mesma coisa que votar no candidato.
Verdade, mas o instituto está tentando entender como essas propostas estão ressoando. Se o eleitor não conhece o reajuste do Bolsa Família, por exemplo, isso é informação importante sobre o que está chegando ou não chegando às pessoas.
E essas perguntas sobre interferência estrangeira e medo dos EUA ou China mandarem no Brasil — isso parece bem diferente do que normalmente se pergunta em pesquisa eleitoral.
É uma novidade, e ela reflete preocupações que estão circulando na campanha. Mas é importante notar: são perguntas sobre percepção e medo, não sobre fatos. O que a pesquisa vai medir é o que as pessoas acreditam ou temem, não o que é real.
Le Pouls
- Última pesquisa: Lula 37%, Flávio 33% no primeiro turno; segundo turno: Flávio 42%, Lula 41%
- Pesquisa será realizada com 2.004 eleitores entre 24 e 27 de setembro
- Margem de erro de 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95%
- Reajuste do Bolsa Família: de 600 para 691 reais (aumento de 15%)
- Treze candidatos serão testados no primeiro turno
Última pesquisa mostrou Lula e Flávio em empate técnico pela primeira vez, com 37% e 33% respectivamente no primeiro turno. Novo levantamento testará firmeza do voto, potencial de candidatos, avaliação do governo e conhecimento sobre propostas como reajuste do Bolsa Família.
Instituto Quaest divulga pesquisa na segunda-feira sobre a corrida presidencial brasileira, seis dias antes do primeiro turno, medindo intenção de voto, rejeição e reação a propostas do governo Lula.
Na segunda-feira que vem, 28 de setembro, o instituto Quaest vai soltar uma pesquisa que chega exatamente seis dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais. É a penúltima rodada do instituto antes da votação, e ela promete atualizar um cenário que vinha se fechando semana após semana.
A última pesquisa Quaest, divulgada em 21 de setembro, marcou um ponto de virada: Lula e Flávio Bolsonaro apareceram em empate técnico tanto no primeiro quanto no segundo turno pela primeira vez na série recente do instituto. No primeiro turno, Lula tinha 37% das intenções de voto e Flávio 33%, uma diferença de 4 pontos percentuais que cai exatamente dentro da margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos. Quando testado um eventual segundo turno, a situação se invertia: Flávio aparecia numericamente à frente com 42%, contra 41% de Lula. Augusto Cury registrava 6% no primeiro turno, Ronaldo Caiado 4% e Renan Santos 3%. A rejeição também estava equilibrada, com 56% dizendo que não votariam em Flávio de jeito nenhum, ante 55% no caso de Lula.
A nova rodada vai além das simulações tradicionais de primeiro e segundo turnos. O questionário, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06520/2026, vai medir a firmeza das escolhas dos eleitores — se a decisão é definitiva ou se ainda pode mudar até o dia da votação. Vai testar o potencial de voto de todos os candidatos e a rejeição a cada um deles. Vai perguntar aos entrevistados em quem eles acreditam que vai ganhar a eleição, independentemente de sua própria intenção de voto. E vai atualizar a aprovação do trabalho de Lula e a avaliação geral da administração federal.
Mas há blocos inteiros de perguntas que são novidade nesta rodada. A Quaest vai investigar se o eleitor já sabia do reajuste de 15% no Bolsa Família, que eleva o valor mínimo de 600 para 691 reais, e se aprova ou desaprova a iniciativa. Vai fazer a mesma pergunta sobre a oferta gratuita de canetas de emagrecimento para pessoas com obesidade em acompanhamento médico e sobre medidas de restrição às apostas on-line, especialmente cassinos digitais e o chamado jogo do tigrinho. O instituto vai distinguir quem já conhecia essas propostas de quem está tomando conhecimento delas durante a entrevista.
Outra novidade é medir a exposição dos candidatos na reta final. A Quaest vai perguntar se os entrevistados receberam ou viram informações sobre Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Zema, e entre quem teve contato com esse conteúdo, se as informações eram predominantemente positivas ou negativas. Vai perguntar também quanto os eleitores se consideram informados sobre o plano de governo do candidato escolhido, e onde obtiveram essas informações — televisão, rádio, jornal, redes sociais, amigos e familiares, horário eleitoral ou outras fontes.
A pesquisa volta a medir qual cenário provoca mais medo no eleitor: a volta da família Bolsonaro ao poder ou mais um mandato de Lula. Também traz perguntas sobre a possibilidade de países estrangeiros interferirem nas eleições brasileiras de 2026, e o grau de medo de que, dependendo do resultado eleitoral, o governo dos Estados Unidos ou o governo da China passe a "mandar no Brasil". Vai testar ainda o conhecimento do eleitor sobre a própria votação — quantos votos para senador cada pessoa terá de dar neste ano e quais dos cinco cargos em disputa recebem maior atenção.
O levantamento será realizado com 2.004 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro, por meio de entrevistas presenciais e domiciliares. O desenho amostral combina sorteio probabilístico de municípios e setores censitários do IBGE com seleção dos entrevistados por cotas. A margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Quando a pesquisa for divulgada na segunda-feira, ela vai mostrar como a disputa entre Lula e Flávio se comporta a menos de uma semana do primeiro turno — e quanto do eleitorado ainda está aberto a mudar de voto.
Citations marquantes
A pesquisa vai medir a firmeza das escolhas, o potencial de voto e a rejeição, a expectativa sobre quem vencerá a eleição e a avaliação do governo Lula— Quaest, conforme descrito no questionário registrado no TSE