Quaest: Delegado André David e Rogério Carvalho lideram disputa pelo Senado em Sergipe

52% dos eleitores não conseguiram citar um nome
A pesquisa espontânea revelou um eleitorado ainda indeciso na véspera da votação.
Mark

Então a pesquisa mostra André David e Rogério Carvalho praticamente empatados na liderança?

Mimi

Tecnicamente André David está um ponto à frente — 20% contra 19% — mas dentro da margem de erro de dois pontos. Na prática, são praticamente iguais.

Luke

Mas isso é só entre votos válidos. Quando você inclui brancos, nulos e indecisos, André David cai para 16% e Carvalho para 15%. A diferença fica ainda menor.

Mark

E por que essa diferença entre votos válidos e votos totais importa?

Mimi

Porque ninguém sabe quantas pessoas vão votar em branco, nulo ou não aparecer. A pesquisa tenta estimar isso, mas é uma incerteza real. Se muita gente não votar, os percentuais dos candidatos sobem automaticamente.

Luke

Exatamente. E tem mais: 52% dos eleitores não conseguiram citar um nome quando perguntados sem a lista. Isso é muito indeciso para a véspera de eleição.

Mark

Mas 79% disseram que sua escolha ainda pode mudar. Isso não é contraditório?

Mimi

Não. Alguns podem ter uma preferência, mas estar abertos a mudar. Outros simplesmente não decidiram. Os números mostram que o voto está muito fluido.

Luke

E tem a questão das duas vagas. André David lidera para a primeira vaga com 20%, mas para a segunda vaga é Delegado Alessandro quem sai na frente com 16%. Isso mostra que os eleitores estão pensando diferente para cada posição.

Mark

Então ninguém tem essa eleição ganha?

Mimi

Ninguém. A pesquisa mostra um cenário aberto onde qualquer um dos quatro primeiros colocados — André David, Carvalho, Moura e Alessandro — tem chance real de sair eleito.

  • Quatro candidatos disputam duas vagas com diferenças de apenas três pontos percentuais entre si, tornando qualquer previsão arriscada.
  • Mais da metade dos eleitores não conseguiu citar espontaneamente um nome sequer, expondo a fragilidade das intenções de voto registradas.
  • Sete em cada dez eleitores admitiram que ainda poderiam mudar de escolha antes de entrar na cabine, mantendo a disputa completamente em aberto.
  • A variação entre as intenções para a primeira e segunda vaga sugere que os eleitores estavam pensando taticamente sobre como distribuir seus dois votos.
  • Com margem de erro de dois pontos e candidatos separados por diferenças mínimas, o resultado final dependia de decisões tomadas nas últimas horas antes da votação.

Na véspera de uma eleição, os números raramente contam a história completa — e em Sergipe, uma pesquisa Quaest divulgada em outubro de 2026 confirmava exatamente isso. Com Delegado André David e Rogério Carvalho liderando a disputa pelas duas vagas no Senado, mas mais da metade dos eleitores ainda sem um nome definido, o estado vivia aquele momento singular em que a democracia permanece genuinamente aberta. A incerteza, longe de ser uma fraqueza do processo, revelava cidadãos ainda em deliberação — e uma corrida que só as urnas poderiam resolver.

Na véspera das eleições de outubro de 2026, uma pesquisa Quaest encomendada pela TV Sergipe traçou o retrato mais claro até então da disputa pelas duas vagas no Senado sergipano. O levantamento, feito com 1.800 eleitores entre os dias 2 e 3 de outubro, apontava Delegado André David, do Republicanos, e Rogério Carvalho, do PT, como os líderes — com 20% e 19% dos votos válidos, respectivamente. Logo atrás, André Moura e Delegado Alessandro apareciam empatados com 17% cada, configurando um quarteto separado por margem mínima.

Mas os números de intenção de voto contavam apenas parte da história. Na pesquisa espontânea — aquela em que os eleitores respondem sem ver a lista de candidatos — 52% não conseguiram citar nenhum nome. Rogério Carvalho liderava essa medida com 9%, seguido por três candidatos empatados com 7%. O alto índice de indecisos sinalizava que o voto ainda estava longe de consolidado.

A análise por vagas revelava outra camada de complexidade: enquanto André David e Carvalho empatavam na disputa pela primeira cadeira, o cenário se reorganizava para a segunda, com Delegado Alessandro ganhando terreno. Essa variação indicava que os eleitores estavam distribuindo seus dois votos de forma estratégica, ainda em processo de decisão.

O dado mais revelador, porém, era sobre a firmeza das escolhas: 79% dos entrevistados disseram que ainda poderiam mudar de ideia antes do domingo. Com margem de erro de dois pontos percentuais e candidatos tão próximos entre si, a corrida pelo Senado de Sergipe chegava à reta final como uma das mais imprevisíveis do ciclo eleitoral.

Na véspera da votação, uma pesquisa Quaest encomendada pela TV Sergipe oferecia o primeiro retrato claro da disputa pelo Senado estadual. O levantamento, realizado entre 2 e 3 de outubro com 1.800 eleitores maiores de 16 anos, mostrava dois nomes em destaque: Delegado André David, do Republicanos, e Rogério Carvalho, do PT, ambos disputando as duas vagas disponíveis no domingo.

Entre os votos válidos — aqueles efetivamente dados aos candidatos, excluindo brancos, nulos e abstenções — André David aparecia com 20% e Carvalho com 19%. André Moura, da União Brasil, e Delegado Alessandro, do MDB, vinham logo atrás, cada um com 17%. O restante do campo se distribuía entre Eduardo Amorim, também do Republicanos, com 10%; Edvaldo, do PDT, com 6%; Rodrigo Valadares e Coronel Rocha, ambos do PL, com 5% e 4% respectivamente; e candidatos menores com 1% ou menos. Para vencer no primeiro turno, qualquer candidato precisaria de 50% dos votos válidos mais um.

Mas havia um sinal importante na pesquisa espontânea — aquela em que os eleitores respondem sem ver a lista de candidatos. Nela, 52% dos entrevistados não conseguiram citar um nome. Esse percentual elevado de indecisos revelava um voto ainda pouco consolidado, sugerindo que mudanças significativas eram possíveis entre o momento da pesquisa e a urna. Rogério Carvalho liderava essa medida com 9%, seguido por Delegado Alessandro, André David e André Moura, todos com 7%.

Quando se olhava para os números agregados — incluindo brancos, nulos e indecisos — a liderança de André David se mantinha, mas com margem menor: 16% contra 15% de Carvalho. André Moura e Delegado Alessandro apareciam com 14% cada. Nessa métrica, 13% dos eleitores ainda planejavam votar em branco ou nulo, e 6% permaneciam completamente indecisos.

A pesquisa também separava as intenções para a primeira e segunda vaga. Para a primeira, André David e Carvalho empatavam em 20%, enquanto André Moura recebia 16% e Delegado Alessandro 12%. Para a segunda vaga, o cenário mudava: Delegado Alessandro subia para 16%, enquanto André David caía para 12% e Carvalho para 10%. André Moura mantinha 12%. Essa variação entre as duas posições indicava que os eleitores ainda estavam pensando estrategicamente sobre como distribuir seus dois votos.

Talvez o dado mais revelador fosse a pergunta sobre firmeza. Quando questionados se sua escolha era definitiva ou poderia mudar, 79% dos eleitores disseram que ainda poderiam mudar de ideia. Apenas 20% afirmavam que sua decisão era fechada. Essa abertura para mudança, combinada com o alto índice de indecisos na pesquisa espontânea, pintava um quadro de disputa genuinamente em aberto.

A pesquisa tinha margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número SE 00957/2026. Naquele sábado à noite, com a votação marcada para o domingo seguinte, a corrida pelo Senado sergipano permanecia imprevisível, com a maioria dos eleitores ainda ponderando suas escolhas.

Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto
— Metodologia da pesquisa Quaest
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