Na virada do ano, um casal em férias na Região dos Lagos descobriu que a fronteira entre o descanso e o perigo pode ser atravessada em segundos. O que começou como um roubo numa pousada de Saquarema se estendeu por 13 horas de cativeiro, transferências forçadas e deslocamentos calculados para escapar da polícia — revelando uma quadrilha organizada, enraizada no tráfico local, que transformou a hospitalidade num instrumento de extorsão. Uma suspeita foi presa; os demais seguem foragidos, lembrando que a impunidade ainda percorre caminhos mais rápidos do que a justiça.
Quadrilha invade pousada em Saquarema, rouba e sequestra casal por 13 horas
Sequestro que durou 13 horas, movendo vítimas de imóvel em imóvel
Como a polícia conseguiu identificar Jhenifer tão rapidamente se os outros criminosos conseguiram fugir?
Um dos bandidos falava constantemente com ela pelo telefone durante todo o sequestro, coordenando os movimentos. Isso deixou um rastro claro — ela estava no centro da operação, recebendo as transferências em contas no próprio nome.
Mas a gente não sabe se ela estava fisicamente presente no cativeiro ou apenas coordenando remotamente. O relato diz que um criminoso falava com ela, não que ela estava lá.
E quanto aos outros membros? Por que conseguiram desaparecer?
Fugiram para a comunidade onde atuam — provavelmente têm proteção local por causa do envolvimento com tráfico de drogas. A polícia sabe quem são, mas localizá-los é outra história.
Isso é importante: foram identificados, mas não presos. Há uma diferença entre saber quem é o criminoso e conseguir prendê-lo.
O que mais chama atenção é como eles mudavam de lugar toda vez que ouviam sobre viaturas policiais.
Tinham alguém monitorando a polícia por rádio. Isso sugere uma operação organizada, não um roubo improvisado. Eles sabiam exatamente o que estavam fazendo.
Mas a gente não sabe quem era essa pessoa monitorando. Pode ter sido um dos criminosos ou alguém de fora. O relato não deixa claro.
Il Polso
- Três homens armados arrombaram um quarto de pousada de madrugada, roubando joias, dinheiro e cartões de um casal que dormia.
- As vítimas foram sequestradas ao amanhecer e transportadas entre diferentes imóveis em Rio Bonito enquanto os criminosos monitoravam a movimentação policial por rádio.
- Sob coerção, o casal foi forçado a realizar múltiplas transferências via Pix, acumulando um prejuízo estimado em mais de R$ 50 mil.
- Jhenifer de Castro Ferreira foi presa em flagrante dias depois, identificada como coordenadora das ações pelo telefone durante todo o sequestro.
- Os demais integrantes da quadrilha, ligados ao tráfico de drogas local, foram identificados mas fugiram e continuam sendo procurados pela Polícia Civil.
Na virada do ano, um casal em férias na Região dos Lagos descobriu que a fronteira entre o descanso e o perigo pode ser atravessada em segundos. O que começou como um roubo numa pousada de Saquarema se estendeu por 13 horas de cativeiro, transferências forçadas e deslocamentos calculados para escapar da polícia — revelando uma quadrilha organizada, enraizada no tráfico local, que transformou a hospitalidade num instrumento de extorsão. Uma suspeita foi presa; os demais seguem foragidos, lembrando que a impunidade ainda percorre caminhos mais rápidos do que a justiça.
Na madrugada de 4 de janeiro, três homens armados invadiram o quarto de um casal numa pousada em Saquarema, na Região dos Lagos. Levaram joias, cartões, dinheiro e perfumes — e, quando as transferências bancárias não puderam ser concluídas por causa do horário, decidiram levar também as vítimas.
Ao amanhecer, o casal foi colocado num carro e transportado para Rio Bonito. Durante 13 horas, foram movidos de imóvel em imóvel enquanto a quadrilha acompanhava por rádio a movimentação das viaturas policiais. Uma mulher chamada Jhenifer coordenava tudo por telefone. Ao longo do cativeiro, as vítimas foram coagidas a realizar diversas transferências via Pix — a mulher transferiu R$ 24,5 mil; o companheiro, mais R$ 4 mil. Os criminosos ainda usaram os cartões para compras pessoais. O prejuízo total superou R$ 50 mil.
A 119ª DP de Rio Bonito identificou Jhenifer de Castro Ferreira como integrante do grupo e a prendeu em flagrante na quinta-feira seguinte ao crime, em sua residência. Ela responde por extorsão qualificada com restrição de liberdade e associação criminosa qualificada. Segundo o delegado Bruno Gilaberte, os demais envolvidos — todos ligados ao tráfico de drogas local — já foram identificados, mas fugiram da comunidade onde atuavam e seguem sendo procurados.
Na madrugada de 4 de janeiro, três homens armados arrombaram o quarto de uma pousada em Saquarema, na Região dos Lagos, e levaram tudo que encontraram de valor — joias, cartões bancários, dinheiro, perfumes. O casal que dormia ali acordou sob ameaça. O que começou como roubo se transformaria em algo mais longo e mais coercitivo: um sequestro que duraria 13 horas.
Os criminosos tentaram forçar a mulher a fazer transferências bancárias naquela madrugada, mas o horário impediu as transações. O companheiro dela conseguiu fazer um Pix de R$ 1 mil para uma conta em nome de Jhenifer. Não foi o suficiente. Para extrair mais dinheiro, os bandidos decidiram levar o casal com eles.
Ao amanhecer, os dois foram colocados em um carro e levados para Rio Bonito, município vizinho. Ali, foram movidos de um imóvel para outro — a quadrilha trocava de local sempre que recebia informações por rádio sobre a movimentação de viaturas policiais. Durante todo esse tempo, um dos criminosos falava constantemente ao telefone com uma mulher chamada Jhenifer, coordenando as ações. Enquanto isso, a mulher foi obrigada a fazer diversas transferências que somaram R$ 24,5 mil. Seu companheiro transferiu mais R$ 4 mil. Os bandidos também usaram os cartões das vítimas para fazer compras — carne para um churrasco, segundo alegaram.
Ao final, o casal estimava ter perdido mais de R$ 50 mil. A Polícia Civil, responsável pelas investigações através da 119ª DP de Rio Bonito, identificou Jhenifer de Castro Ferreira como integrante do grupo. Ela foi presa em casa, em Rio Bonito, na quinta-feira seguinte ao crime, em flagrante pelos crimes de extorsão qualificada com restrição da liberdade e associação criminosa qualificada.
Segundo o delegado Bruno Gilaberte, titular da 19ª DP, os outros criminosos que participaram da ação já foram identificados, mas fugiram da comunidade onde atuam. Todos estão envolvidos com o tráfico de drogas local. A polícia continua tentando localizá-los. Gilaberte explicou que a ação configurou pelo menos dois crimes distintos: o roubo inicial no quarto do hotel e, depois, a extorsão com restrição da liberdade — o que é popularmente conhecido como sequestro-relâmpago. Há ainda a associação criminosa, evidenciada pelo vínculo estável e permanente entre os integrantes do grupo.
Citazioni salienti
Fica claro que os autores praticaram pelo menos dois crimes nessa ação criminosa: um roubo quando subtraem bens das vítimas no quarto de hotel e, posteriormente, uma extorsão com restrição da liberdade quando levam essas vítimas para um esconderijo e fazem as transferências de valores via Pix— Delegado Bruno Gilaberte, titular da 19ª DP