Na margem de uma cimeira em Bishkek, Vladimir Putin confrontou o primeiro-ministro arménio Nikol Pashinyan com uma escolha que raramente se formula em voz alta entre aliados: a Arménia deve decidir, e depressa, se pertence à órbita russa ou à europeia. O episódio revela como o enfraquecimento da confiança — forjado no abandono sentido durante o conflito no Nagorno-Karabakh — pode transformar antigas alianças em ultimatos velados. A história da Arménia, pequena nação encravada entre grandes poderes, volta a ser escrita sob a pressão de escolhas que raramente são tão livres quanto parecem.