Na pele, a psoríase deixa marcas visíveis há séculos, mas especialistas brasileiros lembram que sua raiz está num sistema imunológico em alerta constante, que pode repercutir muito além da superfície do corpo. Ao atingir cerca de 1,3% da população do país, a doença convida a sociedade a enxergar o paciente por inteiro, pois a inflamação persistente se associa a obesidade, hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares, sobretudo nos quadros moderados a graves. Diante disso, o cuidado que se impõe não é apenas cosmético, e sim contínuo, individualizado e atento ao corpo como um todo.
Psoríase vai além da pele e eleva o risco de problemas cardíacos e metabólicos
A psoríase não é apenas uma doença da pele.
Por que essa notícia importa se a psoríase já é uma doença conhecida?
Porque a imagem popular é só a da pele. Os especialistas lembram que a inflamação pode atingir o organismo todo, com risco maior de diabetes, hipertensão, obesidade e doenças do coração.
Vale precisar: o texto fala em risco associado, principalmente nos casos moderados a graves. Não diz que toda pessoa com psoríase terá essas doenças.
E o que é a artrite psoriásica?
É uma inflamação nas articulações que afeta cerca de um terço das pessoas com psoríase.
Há também o lado emocional, certo?
Sim. Lesões visíveis e o preconceito de quem acha que a doença pega podem levar a isolamento, ansiedade e depressão. Romiti fala até da descamação nas roupas atrapalhando o cotidiano.
Esses relatos vêm da experiência clínica de um especialista. O texto não traz números sobre a frequência de depressão entre pacientes.
E o tratamento?
Depende da gravidade: pomadas e hidratantes nos casos leves; fototerapia ou remédios sistêmicos nos mais graves, com apoio de reumatologistas e endocrinologistas.
Os inibidores de PDE4 aparecem como uma opção para certos pacientes, não como solução geral. O texto não compara eficácia entre os tratamentos.
Il Polso
- A psoríase, que atinge cerca de 1,3% dos brasileiros, revela um risco que ultrapassa as placas vermelhas e a descamação da pele.
- A inflamação persistente pode elevar o risco de obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, sobretudo em casos moderados a graves.
- Pacientes convivem com discriminação, isolamento, ansiedade e depressão, muitas vezes alimentados pela falsa crença de que a doença é contagiosa.
- A resposta passa por acompanhamento contínuo com dermatologistas, reumatologistas e endocrinologistas, com opções que incluem medicamentos sistêmicos e inibidores da PDE4 em casos selecionados.
Na pele, a psoríase deixa marcas visíveis há séculos, mas especialistas brasileiros lembram que sua raiz está num sistema imunológico em alerta constante, que pode repercutir muito além da superfície do corpo. Ao atingir cerca de 1,3% da população do país, a doença convida a sociedade a enxergar o paciente por inteiro, pois a inflamação persistente se associa a obesidade, hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares, sobretudo nos quadros moderados a graves. Diante disso, o cuidado que se impõe não é apenas cosmético, e sim contínuo, individualizado e atento ao corpo como um todo.
Manchas avermelhadas, descamação e coceira são o retrato mais conhecido da psoríase. Mas a doença não se limita à pele, e é justamente esse o alerta que especialistas do HC-FMUSP querem destacar: ela está associada a maior risco de obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, especialmente nos casos moderados a graves.
A psoríase é uma doença inflamatória crônica e não contagiosa. Na pele, ela acelera a renovação das células, formando as placas. Fora dela, a inflamação persistente altera níveis de colesterol e triglicerídeos e pode levar à artrite psoriásica, que atinge cerca de um terço dos pacientes.
O peso também é emocional. Lesões visíveis, descamação e preconceito abalam a autoestima e favorecem isolamento, ansiedade e depressão. Esclarecer que a doença não se transmite ajuda a reduzir o estigma e a estimular quem convive com ela a buscar tratamento.
Não há cura, mas há controle. O tratamento vai de hidratantes e pomadas nos casos leves até fototerapia e medicamentos sistêmicos nos mais graves, com participação de reumatologistas e endocrinologistas quando necessário. A mensagem central é que cuidar da pele não basta: é preciso acompanhar também os possíveis efeitos no metabolismo e no coração.
Manchas avermelhadas, descamação e coceira são o retrato mais conhecido da psoríase. Mas a doença, que atinge cerca de 1,3% dos brasileiros, não se limita à pele, e é esse o ponto que especialistas querem destacar: ela está associada a um risco maior de obesidade, hipertensão arterial, diabetes e doenças cardiovasculares, sobretudo nos casos de gravidade moderada a grave.
A psoríase é uma doença inflamatória crônica e não contagiosa, ligada a alterações no funcionamento do sistema imunológico. Na pele, o processo acelera a renovação das células, que se acumulam na superfície e produzem as placas vermelhas e a descamação. Fora dela, a inflamação persistente está relacionada a alterações metabólicas, como mudanças nos níveis de colesterol e triglicerídeos, e a outras doenças inflamatórias. Entre elas está a artrite psoriásica, que provoca inflamação nas articulações e afeta cerca de um terço das pessoas com psoríase.
O dermatologista Ricardo Romiti, coordenador do Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), explica que a doença pode surgir em qualquer idade, embora seja frequente em adultos jovens. Segundo ele, a psoríase não é apenas uma doença da pele: a inflamação persistente pode repercutir em outros órgãos e sistemas, elevando o risco metabólico e cardiovascular, especialmente em quadros moderados a graves.
Há ainda o peso sobre a saúde mental. As lesões visíveis, a descamação e o preconceito podem abalar a autoestima e as relações sociais, favorecendo isolamento, ansiedade e depressão. Romiti diz ser comum ouvir relatos de discriminação por parte de quem acredita, erradamente, que a psoríase é contagiosa. Também há desconfortos cotidianos, como a descamação que aparece nas roupas e pode atrapalhar as atividades do dia a dia. Por isso, esclarecer que a doença não se transmite ajuda a reduzir o estigma, e informar sobre suas manifestações estimula os pacientes a buscar acompanhamento.
O diagnóstico é principalmente clínico: o dermatologista avalia as lesões e o histórico do paciente. A psoríase não tem cura, mas pode ser controlada com cuidado adequado. A abordagem deve ser individualizada, conforme a gravidade e as características de cada pessoa. Nos casos leves, podem ser indicados hidratantes, medicamentos tópicos como pomadas e exposição solar orientada.
Os casos moderados a graves podem exigir fototerapia ou medicamentos sistêmicos, orais ou injetáveis, que agem em diferentes mecanismos do processo inflamatório. Conforme a necessidade, é fundamental envolver especialistas como reumatologistas e endocrinologistas para avaliar e tratar doenças associadas. Entre as opções orais estão os inibidores da enzima PDE4, que regulam a resposta inflamatória e podem ser adequados a determinados pacientes, após avaliação médica que pese benefícios esperados, perfil de segurança e necessidades individuais.
O recado central é que o controle das lesões na pele não basta: o acompanhamento contínuo, com atenção a possíveis complicações metabólicas e cardiovasculares, é parte do tratamento.
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A psoríase não é apenas uma doença da pele; a inflamação persistente pode repercutir em outros órgãos e sistemas.— Ricardo Romiti, coordenador do Ambulatório de Psoríase do HC-FMUSP