Quando figuras públicas emprestam sua influência a conceitos médicos não reconhecidos pela ciência, o espaço entre a popularidade e a verdade clínica pode custar saúde real a pessoas reais. A psiquiatra Elisa Brietzke, professora na Queen's University do Canadá, denuncia que a 'Síndrome do Pensamento Acelerado', criada e popularizada pelo escritor Augusto Cury, nunca existiu como transtorno reconhecido pelos manuais diagnósticos internacionais — e que sua disseminação pode ter atrasado diagnósticos legítimos por anos. O caso levanta uma questão perene: até onde vai a liberdade de nomear o sofr
Psiquiatra critica Augusto Cury por inventar 'síndrome' não reconhecida
Potencial atraso no diagnóstico e tratamento adequado de pessoas que interpretam sintomas como a suposta síndrome em vez de buscar avaliação clínica apropriada.