Quando o vazio de acesso à saúde mental encontra um discurso acessível e bem distribuído, o resultado pode ser tanto alívio quanto dano. A psiquiatra Elisa Brietzke, da Queen's University, aponta que conceitos criados por Augusto Cury — como a 'síndrome do pensamento acelerado' — chegaram a consultórios como diagnósticos autoimpostos por pacientes, desviando-os de tratamentos reais. O caso revela uma tensão antiga entre o alcance da comunicação popular e a responsabilidade que acompanha a autoridade médica.
Psiquiatra alerta: pacientes chegavam ao consultório com diagnósticos de Augusto Cury
Pacientes receberam diagnósticos incorretos baseados em conceitos não validados cientificamente, comprometendo seu tratamento adequado de transtornos psiquiátricos reais.