Por trás de quem chega sempre atrasado, a psicologia revela não uma escolha de desrespeito, mas uma arquitetura cognitiva que distorce a percepção do tempo. A falácia de planificação e o autoengano levam o cérebro a confiar, repetidamente, num cenário ideal que raramente se concretiza — ignorando o peso acumulado das pequenas interrupções do cotidiano. Compreender esse mecanismo não absolve o impacto social dos atrasos, mas abre caminho para estratégias mais honestas e eficazes de mudança.