Há um sorriso que nasce antes do julgamento — involuntário, silencioso, quase envergonhado de si mesmo. A psicologia revela que rir diante do tropeço alheio não é sinal de crueldade, mas um reflexo automático de posicionamento social, batizado em alemão de schadenfreude: o prazer espontâneo diante do infortúnio do outro. Compreender esse mecanismo não nos absolve de responsabilidade, mas nos convida a julgar com mais honestidade a própria natureza humana.