Por trás da frase 'começo na segunda' existe um mecanismo psicológico legítimo: a mente humana usa marcos temporais para criar fronteiras simbólicas entre quem fomos e quem desejamos ser. Esse fenômeno, chamado efeito do recomeço, revela que a necessidade de um ponto de partida não é fraqueza, mas uma forma de reorganizar a identidade diante da mudança. O desafio não está em abolir esses marcos, mas em não lhes delegar o trabalho que pertence ao planejamento e à repetição.