Numa sexta-feira em que a Europa sucumbiu ao nervosismo gerado por um novo modelo de inteligência artificial chinês, Lisboa encontrou refúgio na sua própria estrutura — um índice pouco exposto à tecnologia que, por acaso ou por desenho, funcionou como anteparo. O PSI encerrou com ganhos modestos de 0,27%, interrompendo três dias de perdas consecutivas, enquanto Jerónimo Martins e Teixeira Duarte puxaram o índice para cima. É um lembrete de que a ausência de algo — neste caso, a ausência de exposição tecnológica — pode, em certos momentos, ser uma vantagem silenciosa.