Dois campeões mundiais dividem 2025, como ocorria há mais de vinte anos
No Catar, em 17 de dezembro de 2025, o Paris Saint-Germain encerrou uma lacuna histórica ao vencer o Flamengo nos pênaltis e conquistar sua primeira taça mundial reconhecida pela Fifa. O momento é singular não apenas para o clube francês, mas para o próprio calendário do futebol: pela segunda vez em mais de duas décadas, um mesmo ano civil abrigará dois campeões mundiais legítimos — o Chelsea, vencedor do novo Mundial de Clubes em julho, e agora o PSG. A raridade do feito convida à reflexão sobre como as instituições do esporte constroem, revisam e multiplicam o significado de 'ser o melhor do mundo'.
- O PSG chegou à final carregando o peso de nunca ter sido campeão mundial, enquanto o Flamengo buscava redimir uma geração de jogadores diante de uma audiência global.
- O empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação prolongou a tensão até os pênaltis, transformando a decisão numa roleta de nervos e precisão.
- A Fifa mantém a Copa Intercontinental como título mundial válido mesmo após criar o novo Mundial de Clubes, gerando a situação incomum de dois campeões coexistindo em 2025.
- Com a conquista, o PSG fecha o ano com cinco títulos na temporada — Liga dos Campeões, Campeonato Francês, Supercopa da França, Copa da França e Supercopa da Europa — e entra para a história ao lado de clubes como Santos e Borussia Dortmund.
- O futebol mundial encerra 2025 com Chelsea e PSG dividindo o topo, numa simetria que não se via desde 1999-2000, quando United e Corinthians foram campeões em sequência.
Na noite de 17 de dezembro, no Catar, o Paris Saint-Germain preencheu a única lacuna que ainda faltava em seu currículo. Após empatar em 1 a 1 com o Flamengo tanto no tempo regulamentar quanto na prorrogação, o clube francês venceu nos pênaltis por 2 a 1 e conquistou a Copa Intercontinental — e, com ela, seu primeiro título mundial reconhecido pela Fifa. A temporada 2025 do PSG já era extraordinária antes dessa noite: Liga dos Campeões, Campeonato Francês, Supercopa da França, Copa da França e Supercopa da Europa. O título intercontinental foi o ponto final de um ano histórico.
O que torna o momento ainda mais peculiar é o contexto institucional. A Fifa criou um novo Mundial de Clubes em julho de 2025, disputado nos Estados Unidos e vencido pelo Chelsea. Mesmo assim, a entidade manteve a Copa Intercontinental como competição de validade mundial, produzindo uma situação rara: dois campeões mundiais legítimos no mesmo ano civil. A última vez que isso ocorreu foi entre 1999 e 2000, quando Manchester United e Corinthians conquistaram torneios equivalentes em sequência.
No panteão histórico, o Real Madrid permanece soberano, com nove títulos somando Intercontinentais e Mundiais de Clubes. O Brasil tem presença marcante nessa lista: Corinthians lidera com dois títulos mundiais, enquanto São Paulo, Flamengo, Grêmio e Internacional aparecem com uma conquista cada no Intercontinental. O PSG entra agora nesse clube seleto, figurando ao lado de Santos — bicampeão intercontinental nos anos 1960 — e de tantos outros que, uma vez, foram os melhores do mundo.
O Paris Saint-Germain finalmente conquistou o que lhe faltava. Na quarta-feira, 17 de dezembro, no Catar, o clube francês venceu o Flamengo nos pênaltis por 2 a 1 na final da Copa Intercontinental, após um empate de 1 a 1 tanto no tempo regulamentário quanto na prorrogação. Com essa vitória, o PSG integrou pela primeira vez a lista de campeões mundiais reconhecidos pela Fifa, fechando 2025 com um currículo impressionante: Liga dos Campeões da Europa, Campeonato Francês, Supercopa da França, Copa da França e Supercopa da Europa.
O que torna esse momento peculiar é que a Fifa continua reconhecendo a Copa Intercontinental como um título mundial legítimo, mesmo após criar o novo Mundial de Clubes em julho deste ano, disputado nos Estados Unidos e vencido pelo Chelsea. Isso significa que 2025 terá dois campeões mundiais simultâneos — uma situação rara no futebol moderno, que não ocorria desde o final dos anos 1990.
A última vez que dois torneios de nível mundial foram decididos em um intervalo tão curto aconteceu há mais de duas décadas. Em 30 de novembro de 1999, o Manchester United derrotou o Palmeiras na final do Intercontinental. Pouco mais de um mês depois, em 14 de janeiro de 2000, o Corinthians conquistou o primeiro Mundial de Clubes da Fifa ao vencer o Vasco da Gama. Naquela ocasião, dois campeões mundiais também dividiram o mesmo ano civil.
O Real Madrid permanece como o grande dominador da história dos títulos mundiais. O clube espanhol acumula nove conquistas quando se contam tanto os Mundiais de Clubes quanto os Intercontinentais: 1960, 1998, 2002, 2014, 2016, 2017, 2018, 2022 e 2024. Considerando apenas os Mundiais de Clubes da Fifa, o Real Madrid lidera com seis títulos, seguido pelo Barcelona com três.
A lista de campeões mundiais reflete décadas de competição internacional. Além do Real Madrid, clubes como Milan, Bayern de Munique, Peñarol, Nacional e Boca Juniors aparecem múltiplas vezes no histórico combinado. O Brasil tem representação significativa: Corinthians com dois títulos mundiais, São Paulo com um, além de Flamengo, Grêmio e Internacional com uma conquista cada no Intercontinental. O Corinthians, especificamente, venceu o Mundial de Clubes em 2000 e 2012.
Chelsea, que conquistou o novo Mundial de Clubes em 2025, também possui dois títulos mundiais em seu histórico — o de 2021 e agora o de 2025. Isso coloca o clube inglês em posição de destaque, compartilhando a marca de dois títulos com Corinthians, Bayern de Munique e Manchester United.
O PSG, com sua primeira conquista, entra em um clube seleto de instituições que marcaram presença na história do futebol internacional. Seu nome agora figura ao lado de lendas como Santos, que venceu o Intercontinental em 1962 e 1963, e de clubes que conquistaram apenas uma vez, como Borussia Dortmund, River Plate e Estrela Vermelha.
A decisão de manter a Copa Intercontinental como título mundial reconhecido pela Fifa, mesmo com a criação do novo formato de Mundial de Clubes, gerou essa situação inusitada. Para 2025, portanto, o futebol mundial terá dois campeões legítimos — Chelsea e PSG — cada um com sua própria trajetória até o topo.
Notable Quotes
O campeão da Copa Intercontinental segue considerado pela Fifa como campeão mundial, mesmo após a entidade criar o novo Mundial de Clubes— Fonte oficial
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que a Fifa decidiu manter a Copa Intercontinental como título mundial mesmo após criar o novo Mundial de Clubes?
É uma questão de legitimidade histórica. A Intercontinental tem décadas de tradição — desde 1960 — e a Fifa reconhece que eliminar seu status desvalorizaria toda essa herança. Então, em vez de substituir, criaram um novo torneio.
Isso significa que Chelsea e PSG são ambos campeões mundiais em 2025?
Tecnicamente, sim. A Fifa reconhece os dois títulos como mundiais. É estranho, mas não é sem precedente — aconteceu em 1999-2000 com Manchester United e Corinthians.
O que diferencia um título do outro? Um é mais valioso?
Não há diferença oficial em valor. A Intercontinental é a disputa entre os campeões europeu e sul-americano — mais tradicional. O novo Mundial de Clubes é um formato expandido com mais participantes. Ambos são reconhecidos.
Real Madrid tem nove títulos. Como o PSG chega perto disso?
Não chega, pelo menos não tão cedo. Real Madrid venceu em eras diferentes, aproveitando sua dominância europeia. O PSG tem um título agora, mas precisaria de muitas mais décadas para se aproximar desse número.
O que o PSG conquistou além da Intercontinental em 2025?
Praticamente tudo que era possível conquistar na Europa: Liga dos Campeões, Campeonato Francês, Copa da França, Supercopa da França e Supercopa da Europa. É um ano praticamente perfeito para o clube.
Flamengo chegou perto de impedir isso?
Chegou. Manteve o PSG em 1 a 1 durante 120 minutos. Só nos pênaltis o PSG conseguiu a vantagem — 2 a 1 na cobrança. Foi uma final equilibrada.