Em Porto Velho, o PSD formalizou no sábado a candidatura de Adailton Furia ao governo de Rondônia, encerrando um ciclo que levou um advogado de Cacoal das bancadas municipais à disputa pelo comando do estado. A trajetória de Furia — marcada por uma derrota, uma virada e uma reeleição esmagadora — reflete a paciência que a política exige de quem constrói poder a partir das bases. Ao renunciar à prefeitura para percorrer o estado, ele aposta que a proximidade com o eleitor pode ser mais decisiva do que qualquer estrutura partidária.
PSD lança Adailton Furia como candidato ao governo de Rondônia
Pé na estrada, olho no olho, gente que gosta de gente
Por que um prefeito que foi reeleito com mais de 80% dos votos deixa o cargo para disputar o governo?
Porque a política funciona assim — você prova que consegue governar bem em um município, e a próxima ambição natural é o estado. Furia tinha capital político acumulado e uma coligação disposta a apoiá-lo. Ficar em Cacoal seria desperdiçar esse momento.
Ele é conhecido nacionalmente?
Não. Furia é uma figura regional, forte em Rondônia, mas sem projeção além disso. Isso pode ser uma vantagem ou uma desvantagem dependendo de quem mais está na disputa.
A coligação parece grande — PSD, Avante, PRD, Solidariedade. Isso é força ou fragmentação?
É força em número de legendas, mas também significa que Furia precisa satisfazer vários interesses. Cada partido quer algo em troca do apoio. Não é simples.
Ele mencionou "pé na estrada" e "olho no olho". Isso é campanha de contato direto?
Exatamente. Ele está sinalizando que vai fazer campanha tradicional, visitando cidades, falando com pessoas. Para um candidato regional sem visibilidade nacional, é a estratégia correta.
E se perder?
Volta a ser prefeito? Não — ele renunciou. Se perder, fica sem cargo eletivo. É um risco real que todo candidato a governador assume.
O Pulso
- Furia renunciou à prefeitura de Cacoal em abril, abrindo mão de um mandato renovado com 80% dos votos para arriscar tudo na disputa estadual.
- A convenção do PSD selou não apenas sua candidatura, mas uma chapa completa: Everton Leoni como vice e Luís Fernando disputando o Senado.
- A coligação PSD-Avante-Federação Renovação Solidária precisa registrar seus candidatos no TSE até 15 de agosto, com a campanha oficial começando no dia seguinte.
- Furia prometeu percorrer todas as regiões de Rondônia em campanha de contato direto, transformando sua experiência municipal em argumento para o governo estadual.
- O pleito de 4 de outubro definirá governador, senadores e deputados — e Furia entra na corrida como nome novo em um cenário ainda em formação.
Em Porto Velho, o PSD formalizou no sábado a candidatura de Adailton Furia ao governo de Rondônia, encerrando um ciclo que levou um advogado de Cacoal das bancadas municipais à disputa pelo comando do estado. A trajetória de Furia — marcada por uma derrota, uma virada e uma reeleição esmagadora — reflete a paciência que a política exige de quem constrói poder a partir das bases. Ao renunciar à prefeitura para percorrer o estado, ele aposta que a proximidade com o eleitor pode ser mais decisiva do que qualquer estrutura partidária.
Porto Velho recebeu no sábado a confirmação oficial de um novo nome na disputa pelo governo de Rondônia. O PSD realizou sua convenção na capital e escolheu Adailton Furia como candidato ao Palácio Rio Madeira, reunindo em torno dele uma coligação formada pelo próprio PSD, o Avante e a Federação Renovação Solidária.
Furia nasceu em Cacoal em 1986 e construiu sua carreira política passo a passo: vereador em 2012, candidato derrotado à prefeitura em 2016, deputado estadual em 2018 e prefeito de Cacoal a partir de 2020. Sua reeleição em 2024 foi avassaladora, com mais de 80% dos votos válidos. Mesmo assim, em abril deste ano, renunciou ao cargo para se dedicar integralmente à campanha estadual.
A convenção também definiu os demais nomes da chapa: Everton Leoni concorrerá a vice-governador e Luís Fernando disputará uma das vagas ao Senado. No discurso de oficialização, Furia demonstrou entusiasmo com a mobilização dos apoiadores e anunciou uma campanha de contato direto em todas as regiões do estado.
O calendário eleitoral pressiona: as convenções encerram em 5 de agosto, os registros no TSE devem ser feitos até o dia 15 e a campanha oficial começa em 16 de agosto. A votação está marcada para 4 de outubro. Para Furia, o desafio agora é converter capital político municipal em votos suficientes para governar Rondônia.
Porto Velho acordou no sábado com a confirmação de um nome novo na disputa pelo governo de Rondônia. O Partido Social Democrático oficializou a candidatura de Adailton Furia durante convenção realizada na capital, selando uma escolha que reúne a trajetória política de um advogado que começou como vereador e chegou à prefeitura de sua cidade natal.
Adailton Antunes Ferreira, conhecido como Furia, nasceu em Cacoal em 1986 e construiu sua carreira política de forma gradual. Entrou na disputa eleitoral em 2012, quando conquistou uma cadeira na câmara municipal. Quatro anos depois, tentou dar o salto para a prefeitura, mas ficou em segundo lugar. A derrota não o afastou da política. Em 2018, elegeu-se deputado estadual, representando Rondônia na assembleia legislativa. Deixou esse cargo em 2020 para concorrer novamente à prefeitura de Cacoal, dessa vez com sucesso. Sua reeleição em 2024 foi expressiva: conquistou mais de 80% dos votos válidos. Em abril deste ano, renunciou ao cargo de prefeito para dedicar-se integralmente à campanha pelo governo estadual.
A convenção do PSD também aprovou outros nomes para a chapa. Everton Leoni, também do partido, foi escolhido para concorrer a vice-governador. Luís Fernando, igualmente filiado ao PSD, receberá o apoio da legenda para disputar uma das duas vagas de senador pelo estado. A coligação que sustentará essas candidaturas reúne o PSD, o Avante e a Federação Renovação Solidária, formada pelos partidos PRD e Solidariedade.
Durante a oficialização de sua candidatura, Furia traçou as linhas gerais de sua estratégia de campanha. Prometeu percorrer todas as regiões de Rondônia em busca de contato direto com os eleitores. Seu discurso refletiu surpresa com a mobilização de apoiadores presentes na convenção. "A partir de agora é pé na estrada, é olho no olho, é a coligação, gente que gosta de gente e vão pra cima", disse, agradecendo a presença de cada um dos presentes e mencionando sua família.
O calendário eleitoral segue seu curso. As convenções dos partidos devem ser finalizadas até 5 de agosto. Após essa data, os nomes dos candidatos precisam ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral até 15 de agosto. A campanha oficial começa no dia 16. No dia 4 de outubro, os brasileiros votarão para presidente, governador, senado, deputado federal, estadual e, no Distrito Federal, deputado distrital. Para Furia, a próxima etapa é transformar sua experiência municipal em capital político suficiente para conquistar o governo estadual.
Citações Notáveis
A partir de agora é pé na estrada, é olho no olho, é a coligação, gente que gosta de gente e vão pra cima— Adailton Furia, durante a convenção do PSD