Por décadas, a psiquiatria diagnosticou a mente sem poder medir o corpo — uma ausência que gerou críticas sobre a validade dos próprios diagnósticos. Com o DSM-6, essa lacuna histórica começa a se fechar: pela primeira vez, biomarcadores biológicos como exames de sangue, imagens cerebrais e testes genéticos serão integrados ao manual que orienta clínicos e pesquisadores em todo o mundo. É um passo cauteloso, mas significativo, rumo a uma psiquiatria que une a subjetividade do sofrimento humano à objetividade da ciência.