No início de setembro de 2026, mais de 210 mil brasileiros se reuniram em Brasília para disputar menos de 5 mil vagas na assistência social do Distrito Federal — um espelho da fome coletiva por estabilidade no serviço público. O que a prova revelou, porém, foi menos uma medida de competência e mais uma questão de formato: enquanto a etapa objetiva pode ter nivelado os candidatos pela memorização, foi a discursiva — com suas 30 linhas e múltiplas exigências — que assumiu o papel de árbitro silencioso entre o emprego imediato e a fila de espera.