Num sábado de fim de outubro, a França voltou às ruas para protestar contra o peso do custo de vida, que se soma à precariedade dos serviços públicos e à sensação de que o orçamento das famílias já não cabe no mês. Como em outras jornadas recentes, a mobilização reuniu estudantes, sindicatos e os Coletes Amarelos, mas terminou, em várias cidades, em confrontos com a polícia, marcados pela memória ainda viva de saques e destruição de duas semanas antes. Os números oficiais apontam para um movimento que perde fôlego, embora a disputa sobre quem empurra a tensão para o fim da tarde continue abert
Protestos na França reúnem 320 mil pessoas e terminam em confrontos com a polícia em Paris, Lyon e Toulouse
Começaram pacíficos à tarde e terminaram em gás lacrimogêneo
Num sábado de fim de outubro, a França voltou às ruas para protestar contra o peso do custo de vida, que se soma à precariedade dos serviços públicos e à sensação de que o orçamento das famílias já não cabe no mês. Como em outras jornadas recentes, a mobilização reuniu estudantes, sindicatos e os Coletes Amarelos, mas terminou, em várias cidades, em confrontos com a polícia, marcados pela memória ainda viva de saques e destruição de duas semanas antes. Os números oficiais apontam para um movimento que perde fôlego, embora a disputa sobre quem empurra a tensão para o fim da tarde continue aberta.
Na tarde deste sábado, 31 de outubro, as ruas de várias cidades francesas começaram a se encher. No início, o clima era pacífico. Mas, ao fim do dia, em Paris, a polícia de choque avançou para dispersar pequenos grupos que insistiam em permanecer nas ruas.
O mesmo padrão se repetiu em outros pontos do país. Em Lyon, a terceira maior cidade da França, e em Toulouse, no sudoeste, a polícia usou gás lacrimogêneo. Em Marselha, a tensão surgiu no encerramento de manifestações que não tinham sido autorizadas.
Os protestos reuniram estudantes, sindicatos e integrantes dos Coletes Amarelos. A pauta é ampla, mas tem um eixo comum: a alta dos combustíveis, a inflação e a dificuldade das famílias para pagar as contas, somadas à queixa sobre a precariedade dos serviços públicos. Os atos aconteceram sob esquema reforçado de segurança, depois de uma onda de distúrbios e saques que, duas semanas antes, deixou lojas, prédios públicos e empresas destruídos.
Segundo o Ministério do Interior, participaram 320 mil pessoas em todo o país, 70 mil delas em Paris. Na semana anterior foram 410 mil, e em 17 de outubro, 550 mil. São números do governo, ainda não confrontados com outras contagens. Segundo as autoridades, grupos radicais tentaram se separar das marchas para provocar saques em cidades como Bordeaux, Toulouse, Lyon e Marselha, mas foram contidos, e objetos que poderiam servir como armas foram apreendidos em estações e rodovias.
O movimento também atravessou fronteiras. Jovens da chamada Geração Z organizaram atos em outros países europeus, e neste sábado houve manifestações na Alemanha e na Itália.
A dúvida que fica é se a queda de 550 mil para 410 mil e depois 320 mil se confirmará nos próximos sábados, e se os confrontos do fim da tarde continuarão definindo o desfecho dessas jornadas.
Na tarde deste sábado (31), as ruas de várias cidades francesas começaram a se encher de manifestantes. O clima, a princípio, era pacífico. Ao fim do dia, em Paris, a polícia de choque avançava para dispersar pequenos grupos que permaneciam nas ruas.
O cenário se repetiu em outros pontos do país. Houve uso de gás lacrimogêneo em Lyon, a terceira maior cidade da França, e em Toulouse, no sudoeste. Em Marselha, a tensão surgiu no final de manifestações que não tinham sido autorizadas pelas autoridades.
Os protestos reuniram estudantes, sindicatos e integrantes do movimento dos Coletes Amarelos, segundo a agência Reuters. A pauta é ampla, mas tem um eixo comum: a alta dos preços dos combustíveis, a inflação e a dificuldade das famílias para pagar as contas, somadas à queixa sobre a precariedade dos serviços públicos.
Os atos aconteceram sob um esquema reforçado de segurança. O motivo é recente: duas semanas antes, uma onda de distúrbios e saques havia deixado lojas, prédios públicos e empresas destruídos em diferentes partes do país.
Os números do Ministério do Interior mostram uma mobilização em queda. Neste sábado, foram 320 mil pessoas em todo o território francês, 70 mil delas em Paris. Na semana anterior, haviam sido 410 mil. Em 17 de outubro, o total chegou a 550 mil. A participação, portanto, foi menor do que nos dois sábados anteriores. São cifras do governo, que não foram confrontadas com outras contagens no material disponível.
Segundo o ministério, grupos considerados radicais tentaram se separar das marchas para provocar danos e saques em cidades como Bordeaux, Toulouse, Lyon e Marselha, mas foram contidos pelas forças de segurança. As autoridades afirmaram ainda ter encontrado, em fiscalizações em estações ferroviárias e rodovias, objetos que poderiam ser usados como armas.
O movimento também ultrapassou as fronteiras francesas. Os protestos inspiraram manifestações lideradas por jovens da chamada Geração Z em outros países europeus, e neste sábado houve atos em várias cidades da Alemanha e na Itália.
Resta saber se a queda de 550 mil para 410 mil e agora 320 mil se confirmará nos próximos sábados, e se os confrontos do fim de tarde seguirão marcando o desfecho das jornadas de protesto.
Citações Notáveis
Grupos radicais tentaram se separar das marchas para provocar danos e saques, mas foram contidos pelas forças de segurança.— Ministério do Interior da França (paráfrase)