Quando uma empresa promete o futuro e o futuro demora a chegar, a confiança dos consumidores transforma-se em litígio. Nos Estados Unidos, a Apple acordou pagar 250 milhões de dólares a proprietários de iPhone 15 Pro e iPhone 16 que compraram os seus dispositivos entre junho de 2024 e março de 2025, período em que funcionalidades avançadas de Siri prometidas publicamente ainda não existiam na prática. O caso recorda-nos que a distância entre a promessa tecnológica e a sua concretização tem, cada vez mais, um preço mensurável.
Proprietários de iPhone 15 e 16 podem receber até 95 dólares em indemnização da Apple
A versão completa só chegou dois anos depois do anúncio
Porque é que a Apple demorou tanto tempo a entregar estas funcionalidades se as tinha anunciado?
A empresa não explicou publicamente os atrasos específicos, mas desenvolver Inteligência Artificial integrada com o sistema operativo é complexo. Pode ter havido desafios técnicos, questões de privacidade ou simplesmente a necessidade de mais tempo de testes.
Mas isso é especulação. O que sabemos é que prometeram em junho de 2024 e entregaram em setembro de 2026. Dois anos é um atraso enorme.
Quanto dinheiro é que as pessoas vão realmente receber?
Começa nos 25 dólares por dispositivo, mas pode chegar aos 95 dólares. Tudo depende de quantas pessoas reclamarem e de outros custos do acordo.
Exatamente. Ninguém sabe ainda quanto vai receber. Se milhões de pessoas reclamarem, o valor individual desce. Se poucas reclamarem, pode ser mais alto.
Isto significa que a Apple admitiu ter feito algo errado?
Não. A empresa negou todas as alegações e o acordo não constitui admissão de culpa. É uma forma de resolver o litígio sem continuar a gastar recursos em tribunal.
Certo. A Apple está a pagar 250 milhões de dólares mas a dizer que não fez nada de errado. É uma posição legal comum, mas deixa a questão moral em aberto.
Quem é que pode reclamar?
Qualquer pessoa que tenha comprado um iPhone 15 Pro, iPhone 15 Pro Max ou qualquer modelo iPhone 16 entre junho de 2024 e março de 2025 nos EUA.
E têm de submeter a reclamação até 21 de dezembro de 2026. Depois dessa data, perde o direito.
Der Puls
- A Apple anunciou em grande estilo uma Siri renovada e contextualmente inteligente em junho de 2024 — mas os utilizadores esperaram mais de dois anos para ver essas capacidades reais no seu ecrã.
- A ação coletiva acusa a empresa de publicidade enganosa, argumentando que os consumidores compraram dispositivos com expectativas criadas por promessas que a Apple não conseguiu cumprir atempadamente.
- Um fundo de 250 milhões de dólares foi criado para compensar os afetados, com indemnizações que podem variar entre 25 e 95 dólares por dispositivo, dependendo do volume de reclamações válidas.
- Os proprietários elegíveis têm até 21 de dezembro de 2026 para submeter a sua reclamação num portal dedicado — sem ação da sua parte, não há compensação.
- A Apple aceitou o acordo sem admitir qualquer irregularidade, uma posição típica neste tipo de litígios que encerra a disputa sem reconhecimento formal de culpa.
Quando uma empresa promete o futuro e o futuro demora a chegar, a confiança dos consumidores transforma-se em litígio. Nos Estados Unidos, a Apple acordou pagar 250 milhões de dólares a proprietários de iPhone 15 Pro e iPhone 16 que compraram os seus dispositivos entre junho de 2024 e março de 2025, período em que funcionalidades avançadas de Siri prometidas publicamente ainda não existiam na prática. O caso recorda-nos que a distância entre a promessa tecnológica e a sua concretização tem, cada vez mais, um preço mensurável.
Proprietários de iPhone 15 Pro e de qualquer modelo da linha iPhone 16 adquiridos nos Estados Unidos entre junho de 2024 e março de 2025 têm direito a reclamar uma indemnização da Apple que pode chegar aos 95 dólares por dispositivo. O pagamento resulta de uma ação coletiva centrada nas funcionalidades de Inteligência Artificial para a Siri que a empresa prometeu mas demorou anos a entregar.
O litígio tem origem na Worldwide Developers Conference de junho de 2024, onde a Apple apresentou uma versão renovada da Siri — capaz de compreender o contexto do ecrã, executar ações dentro de aplicações e cruzar informação de mensagens, emails e outras fontes. Estas capacidades foram anunciadas como o grande argumento do iPhone 16. O problema é que a versão completa dessas funcionalidades só chegou em setembro de 2026, com o iOS 27 — mais de dois anos depois do anúncio.
A ação coletiva argumenta que essa distância entre promessa e entrega induziu os consumidores em erro no momento da compra. O acordo estabelece um fundo de 250 milhões de dólares, com um mínimo garantido de 25 dólares por dispositivo e um máximo potencial de 95 dólares, consoante o número de reclamações válidas. Quem adquiriu vários dispositivos elegíveis pode apresentar reclamações separadas para cada um.
A Apple nega qualquer irregularidade e aceitou o acordo como forma de encerrar o litígio sem admissão de culpa — uma prática comum neste tipo de processos. Para receber a compensação, os consumidores elegíveis devem submeter a sua reclamação através do portal oficial até 21 de dezembro de 2026.
Proprietários de iPhone 15 Pro, iPhone 15 Pro Max e qualquer modelo da linha iPhone 16 comprados entre junho de 2024 e março de 2025 nos Estados Unidos têm direito a reclamar uma indemnização da Apple que pode atingir 95 dólares por equipamento. O pagamento emerge de uma ação coletiva relacionada com funcionalidades de Inteligência Artificial para a Siri que a empresa prometeu mas demorou significativamente a entregar aos utilizadores. As reclamações devem ser submetidas até 21 de dezembro de 2026 através de um site criado especificamente para gerir o acordo.
O litígio centra-se nas promessas que a Apple fez em junho de 2024, durante a Worldwide Developers Conference. Nesse evento, a empresa apresentou uma versão renovada da Siri, descrita como mais integrada com o contexto pessoal de cada utilizador, capaz de compreender o que aparecia no ecrã e de executar ações dentro de aplicações. A assistente poderia, segundo o anúncio, relacionar informação proveniente de diferentes fontes — mensagens, emails e outras aplicações — para oferecer uma experiência mais fluida e contextualizada. Estas capacidades foram apresentadas como parte do Apple Intelligence, o grande foco da empresa no período que antecedeu o lançamento do iPhone 16.
A ação coletiva argumenta que a publicidade criou nos consumidores a expectativa legítima de que estas funcionalidades estariam disponíveis nos dispositivos no momento da compra. No entanto, a versão completa das novas capacidades da Siri foi adiada. Os utilizadores tiveram de esperar até setembro de 2026 — mais de dois anos após o anúncio inicial — para que as funcionalidades chegassem através do iOS 27. Este atraso significativo entre a promessa e a entrega é o cerne da reclamação.
O acordo estabelece um fundo total de 250 milhões de dólares para compensar os proprietários afetados. O valor mínimo previsto é de 25 dólares por dispositivo, mas o montante final que cada pessoa receberá dependerá do número total de reclamações válidas e de outros custos previstos no acordo. Dependendo desses fatores, a indemnização pode chegar aos 95 dólares por equipamento. Quem comprou múltiplos dispositivos durante o período elegível pode apresentar reclamações separadas para cada um.
A Apple nega todas as alegações apresentadas no processo e afirma não ter cometido qualquer irregularidade. Segundo os termos do acordo, a empresa aceitou pagar os 250 milhões de dólares não como admissão de culpa ou responsabilidade, mas como forma de resolver o litígio e evitar os custos e riscos associados à continuação do processo judicial. Esta é uma posição comum em acordos de ações coletivas, permitindo que ambas as partes encerrem a disputa sem que nenhuma reconheça formalmente ter agido incorretamente.
Para receber a indemnização, os proprietários elegíveis precisam de apresentar uma reclamação individual através do portal criado para o acordo. O processo é relativamente direto, mas requer que os consumidores tomem a iniciativa de se registarem e submeterem a sua reclamação dentro do prazo estabelecido. Aqueles que compraram um iPhone 15 Pro, iPhone 15 Pro Max, iPhone 16, iPhone 16e, iPhone 16 Plus, iPhone 16 Pro ou iPhone 16 Pro Max durante a janela de tempo especificada — entre 10 de junho de 2024 e 29 de março de 2025 — são elegíveis para participar.
Bemerkenswerte Zitate
A Apple nega todas as alegações feitas no processo e não reconhece ter cometido qualquer irregularidade— Termos do acordo de indemnização