Em um momento em que o crime organizado brasileiro se reinventa com velocidade crescente, um promotor de justiça levanta uma pergunta incômoda: os instrumentos do Estado ainda enxergam o que precisam enxergar? O questionamento sobre o banco nacional de facções não é apenas técnico — é uma reflexão sobre a distância entre a realidade que os sistemas foram criados para capturar e a realidade que hoje se move diante deles. O PCC de 2026 não é o PCC de 2006, e a vigilância que não acompanha a transformação do objeto vigiado corre o risco de documentar um passado que já não existe.