Durante doze anos, enquanto a Justiça brasileira construía seu caso, um casal de profissionais de saúde vivia livremente em Portugal — ela dando aulas de zumba nos Açores, ele distante das consequências de um regime de terror que impuseram a dezenas de pessoas vulneráveis numa clínica de reabilitação em Ribeirão Preto. A condenação definitiva a dezessete anos e meio de prisão, confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça em junho de 2026, abriu caminho para a Interpol localizá-los, e em julho ambos foram presos. O caso lembra que a impunidade pode ser longa, mas raramente é permanente — e que
Promotor detalha torturas sistemáticas em clínica após prisão de casal em Portugal
Pelo menos 24 ex-internos foram identificados como vítimas de torturas sistemáticas, incluindo agressões físicas, abuso sexual com instrumentos e medicação forçada.
General News